| Minha
história de corredor começou quando
era gordo mas cobria para a Radio Bandeirantes
alguns eventos de corrida. Por ter essa movimentação
grande, a rádio começou a cobrir
com freqüência o circuito de corridas.
Foi então que comecei a me sentir mal de
não ter condição de participar
destas provas. Comecei então correr sozinho
no Ibirapuera. Emagreci, e fui participar da primeira
corrida que foi a de Natal da Corpore, de 6 km.
Acabei a prova morto de cansaço, fiz um
tempo horrível, mas só de completar
o percurso foi sensacional. Participei depois
de mais umas cinco provas.
Numa destas, na USP, aconteceu algo diferente,
que acho que só entre corredores isso acontece.
Como fui com meu melhor tênis pra correr,
ou seja, bem velho, e chovia muito, quando comecei
a me aquecer a sola caiu. Descolou inteira. Não
tinha dinheiro, só cheque. Fui comprar
um tênis nas barraquinhas que sempre tem
em dia de corrida. O vendedor não queria
aceitar cheque. Foi então que um corredor,
que eu não conhecia e nunca tinha visto
antes, me ofereceu o dinheiro, me deu o número
da conta bancária dele para eu depositar,
e então consegui participar da prova. Comecei
atrasado e acabei com o pé cheio de bolhas,
mas participar daquela prova foi muito legal.
Claro que depois paguei o cara direitinho, sem
demora! Mas a atitude dele realmente me surpreendeu.
Acho que em nenhum outro lugar algo assim poderia
acontecer.
E
como repórter eu falo:é muito mais
legal correr do que cobrir as provas!
Patrick
na corrida em que "ganhou" um tênis
novo, e muitas bolhas nos pés 24/março/2002
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