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Minha História - Fabio Marcondes Marin

7/10/2003, por Flávia de Almeida Prado

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Exclusivo para Associados Corpore

FABIO MARCONDES MARIN - Corredor Associado Corpore em Minha História

Amigos corredores,

Lendo a história da Karen, fiquei animado para contar a minha também. Deve ser uma historia igual a de muitos corredores, mas talvez por isto mesmo, estou escrevendo-a,
para que o pessoal se identifique com ela.

Na minha adolescência, e um pouco mais velho também, sempre pratiquei esportes. Fiz 5 anos de Caratê, treinei natação, jogava futebol e vôlei. De uma hora para outra, por motivo de trabalho, me vi impossibilitado de continuar a praticar esportes. Além disto, comecei um habito (e vicio) de fumar, embalado pela propaganda destrutiva de que homem que é bem sucedido, fuma!!! Ainda bem que hoje não é mais assim. Ainda bem que meus filhos são
muito mais conscientes do que nós fomos no passado. Tenho três e nenhum deles fuma.

Hoje tenho 50 anos, dos quais fumei por mais de 25 anos. Me arrependo disto, mas também me orgulho, de numa manhã de segunda feira jogar meu maço de cigarros fora e jurar que nunca mais fumaria. Já faz quase seis anos sem por um cigarro na boca, além de ter pegado uma antipatia pelo fumo. Hoje tenho dó de quem fuma. Não sou aquele cara chato, que vive torcendo o nariz para quem fuma, nem fazendo discurso contra. Mas se tenho uma oportunidade, se me dão uma abertura, com certeza tento mostrar o lado ruim do cigarro. È claro que após para de fumar, o pique mudou, a disposição aumentou e comecei a treinar em academia. Mas faltava alguma coisa, que eu não sabia o que era. Via os corredores na São Silvestre, que eu assisto desde criança, ficava admirado e me perguntava se eu conseguiria correr. Achava que não.

Trabalho numa grande empresa, que preza a saúde dos funcionários. Um dia, o Grêmio Recreativo tomou a iniciativa de convidar um professor esportivo, da empresa MPR, para que viesse fazer uma palestra, uma caminhada e eu mais do que depressa me inscrevi. Parecia que eu estava adivinhando.

No dia da palestra e caminhada, conheci o cara que me incentivou e me incentiva até hoje. O professor DEMA da Marcos Paulo Reis. Durante a caminhada, encostei perto dele e perguntei se uma pessoa sedentária, que havia parado de fumar há 5 anos e com 48 anos de idade conseguiria praticar corrida de rua. A resposta dele foi clara. Se você quiser, se você tiver força de vontade, consegue. Foi o bastante para eu começar a treinar. E não foi fácil, não. No começo, num percurso de 600 m, eu andava duas voltas e meia e corria a outra meia. Depois passei a andar duas voltas e correr uma inteira.
E assim, progressivamente, fui correndo cada vez mais, e hoje as corridas para mim, são o complemento e o aditivo para uma vida saudável. Não consigo me ver sem correr em treinos ou participando de corridas. Meu objetivo nunca foi vencer uma corrida, mas sim vencer os meus limites. E isto eu faço todos os dias.
Duas emoções que o esporte me proporcionou. O primeiro, foi na minha primeira prova oficial. Estava muito nervoso, foi na Prova de Natal da Corpore, no Ibirapuera, em 2001. Se não fosse o DEMA, a quem eu gostaria de prestar uma homenagem, por que, às vezes as pessoas nem percebem o quanto são importantes na nossa vida - e o DEMA é um cara muito importante na minha -; não teria participado pois achava que não conseguiria. E olhem que era uma prova de 6 Km. Pois vocês nem imaginam a minha alegria, ao cruzar a linha de chegada, com o coração transbordando e a nítida impressão de que eu era um vencedor. È difícil descrever a emoção do momento. Só mesmo vivendo-a.

E a segunda, e mais forte ainda, foi ter participado o ano passado da 78a. Corrida de São Silvestre, num percurso que eu só conhecia pela televisão. Foi um sonho realizado. Foi a coroação de um árduo trabalho.
A largada, o percurso, que não é nada fácil, e chegada, que é a coisa mais maravilhosa do mundo, somente participando para saber. Na chegada, abracei e fui abraçado por atletas que até então eu não conhecia, mas que sabia tinham o mesmo objetivo. E foi muita, mas muita emoção, as pernas pareciam flutuar e eu nem sentia o cansaço da prova. A multidão te incentivando, faz da prova da São Silvestre um evento único no mundo. Foi sensacional e, é claro, mais uma vitória para mim.

Por isto, para encerrar este depoimento, quero deixar registrado o seguinte. Não importa a idade, não importa a classe social, não importa a cor ou a religião. Neste dias de violência eu quero a PAZ. Por isto, incentivo e convido a todos para que participem de corridas de rua, podem começar devagar como eu comecei, mas comecem. Mexam-se, agitem-se, participem. Tracem metas, vençam desafios e ocupem-se no esporte, que com certeza a PAZ virá.

Parabéns, CORPORE. Continuem assim, com as melhores e mais organizadas provas de corridas de rua de São Paulo. Vocês são um exemplo de organização e incentivo ao esporte. Parabéns corredores de todo o Brasil. Parabéns DEMA, você é 10. Continuem incentivando o esporte.

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Por: Flávia de Almeida Prado

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