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Jasper
Rubens Junior
Campeões,
neste texto há muitos nomes. Foi a forma que encontrei
de agradecer a todos que me ajudaram a chegar onde estou.
Na
tarde do dia 27 de dezembro de 2002, prestes a começar
a cantar o “Parabéns pra Você” para
meu filho André de dois anos de idade, senti uma dor
insuportável pressionando de dentro para fora o meu
peito, que em segundos me dificultou a respiração.
Comecei a gritar por ajuda até que meu maxilar inferior
travou.
Minha mulher Silvia e meu cunhado Eduardo, que acabara de
chegar para a festa, me levaram direto para o Hospital Alemão
Oswaldo Cruz. Chegando lá me fizeram um Procedimento
de Resgate e o resultado foi minha sobrevivência e a
introdução de quatro Stents nas artérias
do coração.
Lembro
das palavras do Dr. Salvador A.B.Cristóvão:
"Rapaz, você acredita em Deus?".
- O quê? - respondi meio atordoado
- Você é cristão, espírita, crê
em algo superior? continuou ele. Respondi "sim, sim creio
em Deus". "Então está tudo bem",
finalizou o médico.
Ouvindo
isto e mais as congratulações que a equipe recebia,
me dei conta do quão agravante era minha situação.
Não pude estar presente no aniversário de meu
filho e passei o Ano Novo de 2003 longe da minha família,
acamado na UTI. Apesar disto o apoio da equipe médica
e enfermaria assim como as constantes visitas de minha cunhada
a Dra. Angela Motoyama me ajudaram bastante.
Após
o período de recuperação e por indicação
de minha cardiologista a Dra. Janice N. Caron, comecei a participar
do Programa de Reabilitação do INCOR. Com a
minha persistência e a competência da equipe da
Dras. Jane e Patrícia e os Personal Trainers Edu, Soraya
e Elisa, minha recuperação foi tida como fantástica
ao ponto de fazer parte de uma matéria da revista Saúde
Especial Colesterol em setembro de 2004.
Como
tudo caminhava bem, meu vizinho e amigo Dr. Ernani Gomes (que
é corredor) para a minha surpresa fez nossa inscrição
na prova de 7,5K dos 420 Anos do Ipiranga. Confesso que mesmo
acompanhado comecei com muito medo, mas ao avistar em uma
curva a pequenina e preciosa torcida Silvia, Matheus e André
(minha mulher e meus dois filhos) recebi a coragem que me
faltava e completei a prova em 01h04min. Levei pra casa a
primeira medalha oficial que recebi na vida.
Depois
disso comecei a treinar junto com o então agora mas
amigo do que vizinho Ernani lá na pista do Museu do
Ipiranga, foi quando ele comentou sobre a CORPORE. Participei
da 6,5K Abertura do Circuito 2005 e impressionado com a organização
da CORPORE, dias depois já era sócio. Depois
fiz os 6K do Exército Brasileiro em 00:36:15hs e a
mais recente 5K Nike em 00:29:28hs.
De
todas as corridas, levei medalhas para casa e sempre ouço
a repetida mas doce frase de meu filho André: "Papi
posso ver a medalha que você ganhou?"
No Brasil as pessoas que assim como eu não possuem
muita habilidade com bola, acabam não tendo incentivos,
mas está aí a CORPORE criando estas oportunidades.
Parabéns
a todos vocês.
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