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Alexandre
Oréfice Pinheiro
Iniciei
a prática constante de atividades físicas aos
19 anos, treinando para um concurso vestibular. Conseguia
correr 3.200 m em 12 minutos, fazia 20 barras, mais de 60
abdominais por minuto. Minhas bronquite, renite, sinusite
tornaram-se história. Após 4 anos de intensa
atividade física, formado e trabalhando, o tempo para
treinar diminuía cada vez mais. O trabalho era estafante
e o cansaço cada vez maior. Comecei a fumar, o que
fiz por dez anos, parando quando minha filha Júlia
nasceu e retomando o vício no mesmo ano (1998), mantendo-o
até dezembro de 2000, sendo que até agora, Deus
me permitiu não fumar mais nenhum cigarro (a cada despertar
é uma benção que peço).
Em
2000 já pesava mais de 90 Kg. Em 2003 cheguei aos 103
Kg (31 Kg a mais do que pesava aos 19 anos. Detalhe: tenho
1,73 m de altura). Sequer fazia caminhada. Doíam-me
as pernas a qualquer esforço, jogar bola com os amigos
era um sacrifício. Mas o que mais fazia me sentir pior
era o medo de não ver minha filha crescer e olhar para
o espelho e ver uma pessoa sem vontade de mudar.
Minha
esposa Rosana sempre me incentivava a fazer alguma atividade
e foi pensando nisso que em Novembro de 2003 procurei um médico
e iniciei, além da mudança de hábito
alimentar, a prática de caminhadas. Decidido, comecei
a andar todos os dias, chovesse ou fizesse sol, no horário
que “sobrasse”. Eram 40 minutos de “briga”
com as dores no corpo e o cansaço. Logo passou a ser
uma hora de “combate”. Em Janeiro de 2005 comecei
a correr um minutinho depois da caminhada e a cada semana
aumentava um minuto.
Orientando-me
com amigos formados em Educação Física
fui me aplicando mais e mais e em Julho já conseguia
correr meia hora, sem paradas. Intensifiquei o ritmo e em
Outubro já corria uma hora direto.
Meu
“batismo” foi na Nike 10K. Convidado por minha
irmã e meu cunhado, que há anos já se
dedicam à prática de corrida, e com clima descontraído
do evento, consegui fazer o percurso em pouco mais de 01 hora.
Hoje,
minha “terapia” é correr. Se me sinto irritado,
coloco o tênis, calção e camiseta e faço
minha corrida. Ficaram para trás o desânimo,
os vícios, 25 Kg e, além disso, tive a satisfação
de servir de exemplo positivo a várias pessoas de meu
convívio, principalmente minha esposa e filha. Parabéns
pela iniciativa de vocês e espero continuar participando
do convívio desse grupo de apaixonados pela Saúde.
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