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Exclusivo para Associados Corpore |
Marcelo
Porto - corredor associado Corpore
Estava
no Estádio do Morumbi quando Serginho, jogador do São
Caetano, faleceu em campo. Com 1,73m pesava 145,2 Kg e aquele
episódio serviu para que eu me conscietizasse do quão
frágil somos e o quão nossa saúde é
importante. Decidi naquele instante que mudaria minha vida.
Procurei
um médico e fiz todos os exames. Meu estado de saúde
geral, apesar da obesidade, era bom. Dali em diante na minha
batalha contra a balança tudo dependeria de mim. Respeitando
a decisão de cada um resolvi que para mim o caminho
deveria ser o da reeducação alimentar e da prática
esportiva. Descartava assim a cirurgia de redução
de estômago.
Comecei
caminhando. Nas primeiras caminhadas já pude notar
alguma evolução, fiquei surpreso com a rapidez
que nosso corpo responde aos bons tratos. Acompanhava meus
batimentos cardíacos e percebi que com a caminhada
já não atingia mais a frequência mínima
necessária. Os trotes foram surgindo naturalmente.
As distâncias foram se alongando e os quilos foram indo
embora.
Quando dei por mim já estava correndo 6km e me sentindo
mais confortável a cada dia.
Certo dia conversava com o Pedro (pai do Paulo e do Alê
amigos do Caio meu filho mais velho) sobre meu processo de
emagrecimento e sobre o prazer que havia encontrado em correr
quando ele me falou sobre a CORPORE e suas provas. Era como
se alguém tivesse me dado o mapa da mina, o bilhete
de acesso à um admirável mundo novo.
Lembro bem que logo após aquela conversa ao chegar
em casa fui direto ao computador para me associar à
CORPORE. Na ocasião estavam abertas as inscrições
para a prova do Centro Histórico. Criei coragem e me
inscrevi. Será que eu conseguiria completar a prova?
Chegado o dia da prova lembro bem de minha emoção
ao ver o Vale do Anhagabaú. As tendas, os atletas,
as cores...tudo era novo pra mim.
Naquele
dia tive a companhia da Rô, minha esposa, e do Sandro
o personal trainer que vem me ajudando nessa revolução
em minha vida.
Fui para a largada custando a acreditar que estava ali em
meio aos demais corredores. Naquele exato momento minha vida
passou em minha mente. Pura emoção. Passo a
passo fui vencendo o trajeto e deixando para trás uma
vida sedentária, avançando em direção
a uma vida saudável.
Reta final. Cruzei o Viaduto do Chá tomado por uma
profunda emoção, relembrava cada etapa de meu
emagrecimento desde os primeiros e tão sofridos dias
até aquele momento de tão intenso prazer. Cruzei
a linha de chegada como se tivesse ganho o ouro olímpico,
era o meu ouro na minha disputa comigo mesmo.
Como uma criança fui para fila pegar minha medalha.
Cheio de orgulho fui para casa ostentando-a em meu peito.
Desde então, agora com 87 kg, não perco uma
prova organizada pela Corpore e até criei uma equipe
da qual sou coordenador a SLW RUNNING TEAM.
A todos da CORPORE meus agradecimentos, vocês me deram
uma vida nova.
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