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Minha História - Marcelo Porto

12/05/2006, por Corpore
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Marcelo Porto - corredor associado Corpore

Estava no Estádio do Morumbi quando Serginho, jogador do São Caetano, faleceu em campo. Com 1,73m pesava 145,2 Kg e aquele episódio serviu para que eu me conscietizasse do quão frágil somos e o quão nossa saúde é importante. Decidi naquele instante que mudaria minha vida.

Procurei um médico e fiz todos os exames. Meu estado de saúde geral, apesar da obesidade, era bom. Dali em diante na minha batalha contra a balança tudo dependeria de mim. Respeitando a decisão de cada um resolvi que para mim o caminho deveria ser o da reeducação alimentar e da prática esportiva. Descartava assim a cirurgia de redução de estômago.

Comecei caminhando. Nas primeiras caminhadas já pude notar alguma evolução, fiquei surpreso com a rapidez que nosso corpo responde aos bons tratos. Acompanhava meus batimentos cardíacos e percebi que com a caminhada já não atingia mais a frequência mínima necessária. Os trotes foram surgindo naturalmente. As distâncias foram se alongando e os quilos foram indo embora.

Quando dei por mim já estava correndo 6km e me sentindo mais confortável a cada dia.

Certo dia conversava com o Pedro (pai do Paulo e do Alê amigos do Caio meu filho mais velho) sobre meu processo de emagrecimento e sobre o prazer que havia encontrado em correr quando ele me falou sobre a CORPORE e suas provas. Era como se alguém tivesse me dado o mapa da mina, o bilhete de acesso à um admirável mundo novo.

Lembro bem que logo após aquela conversa ao chegar em casa fui direto ao computador para me associar à CORPORE. Na ocasião estavam abertas as inscrições para a prova do Centro Histórico. Criei coragem e me inscrevi. Será que eu conseguiria completar a prova?

Chegado o dia da prova lembro bem de minha emoção ao ver o Vale do Anhagabaú. As tendas, os atletas, as cores...tudo era novo pra mim.

Naquele dia tive a companhia da Rô, minha esposa, e do Sandro o personal trainer que vem me ajudando nessa revolução em minha vida.

Fui para a largada custando a acreditar que estava ali em meio aos demais corredores. Naquele exato momento minha vida passou em minha mente. Pura emoção. Passo a passo fui vencendo o trajeto e deixando para trás uma vida sedentária, avançando em direção a uma vida saudável.

Reta final. Cruzei o Viaduto do Chá tomado por uma profunda emoção, relembrava cada etapa de meu emagrecimento desde os primeiros e tão sofridos dias até aquele momento de tão intenso prazer. Cruzei a linha de chegada como se tivesse ganho o ouro olímpico, era o meu ouro na minha disputa comigo mesmo.

Como uma criança fui para fila pegar minha medalha. Cheio de orgulho fui para casa ostentando-a em meu peito.

Desde então, agora com 87 kg, não perco uma prova organizada pela Corpore e até criei uma equipe da qual sou coordenador a SLW RUNNING TEAM.

A todos da CORPORE meus agradecimentos, vocês me deram uma vida nova.

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