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Mulheres descobrem as corridas de rua

23/02/2007, por Marcel Trinta

Não é de hoje que vemos o crescimento das corridas de rua. O número de adeptos cresce a cada dia, a cada prova. Recentemente foi realizado o primeiro evento com organização Corpore no ano de 2007, a 2ª Corrida e Caminhada Oral-B Prevenção do Câncer Bucal. Com o dia 08 de março chegando, o Dia Internacional da Mulher, pensamos em analisar alguns números e pudemos confirmar mais um outro fator desse crescimento: o aumento do número de participantes do sexo feminino.

Na prova de 1,5km mais de 65% dos participantes eram mulheres; nos 7km o número era menor (25%) mas mesmo assim demonstrou um crescimento na participação feminina.

Prova de 1,5km: 65% de participação feminina Prova de 7km: 25% de participação feminina

Analisando os dados gerais da Corpore, vemos um crescimento que se estende ao longo dos anos, principalmente a partir de 2003 . Hoje, 32% do total do cadastro Corpore é formado pelo que conhecemos por “sexo frágil”, mas nas corridas elas mostram que não é bem assim. Marilucia Bernardi, diretora de associados Corpore, corre há 15 anos e lembra de uma passagem: “Numa etapa de um circuito da Track & Field, em Campinas eu estava me preparando , aquecendo para a largada e um cidadão me falou que eu não deveria estar fazendo aquilo,

Cadastro feminino: 32% do total

pois corrida era coisa pra macho e começou a perguntar uma série de coisas a respeito de percurso, tempo, etc. Encurtando a conversa, fiquei danada com o comentário, me esforcei e dentro de meus limites, alcancei o dito cujo, o passei e na chegada fui perguntar-lhe se estava tudo ok com ele. Ele me disse que sim e que havia se enganado com o ‘sexo frágil’. Enfim, muitos homens deixavam-nos de lado, porém com o tempo isso foi mudando e creio que atualmente essa rivalidade não ocorra mais”.

Hoje não vemos mais fatos como esse e homens e mulheres dividem normalmente as ruas. E essa “aceitação” não é o único motivo que fez com que as mulheres começassem a praticar a corrida de rua. Rosana Rondinelli, corredora há pouco mais de um ano, fala sobre as emoções de estar em uma corrida de rua, emoções que ela descobriu durante todo o percurso e na chegada de sua primeira prova, a Flanax Run – Abertura do Circuito Corpore 2006. “Quando passei pelo tal tapete vermelho e a equipe da Corpore incentivando mesmos os últimos (como era o meu caso!) foi como se eu fosse a primeira a chegar! A minha primeira medalha, a minha primeira camiseta, o primeiro passo para eu alcançar a minha meta... Foi muito gratificante, fiquei muito feliz, pendurei a medalha como seu tivesse chegado na corrida em primeiro lugar!”, lembra Rosana. Essa mesma emoção teve Marilucia em sua primeira prova: “Ao cruzar a linha de chegada, depois de muito cansaço e sufoco, e com grande animação de colegas que me apoiavam, senti as pernas tremerem ainda mais, mas também uma alegria muito grande em ter conseguido completar a prova.”

David Cytrynowicz, presidente da Corpore, lembra que “as mulheres sempre tiveram uma grande participação em atividades de fitness e dentro das academias. Anos atrás as corridas de rua não eram tão bem cuidadas e hoje muitos eventos trazem conforto, segurança, enfim, uma grande organização. Ao perceber isso, as mulheres têm se aventurado a sair da esteira e correr na rua, o que é muito mais prazeroso”. E os dados do cadastro Corpore realmente afirmam isso.

Até 2002, o cadastro Corpore tinha 10.234 mulheres; agora, no início de 2007 temos 48.112, sendo que 14.137 entraram em 2006. Esse crescimento aconteceu em todas as faixas etárias, desde a infanto-juvenil até veterano, passando pelo adulto. Ou seja, novas provas, com mais cuidado e opção de distâncias, entre outras coisas, trouxeram mais atletas femininas para as ruas.

Analisando a participação feminina, podemos ver que as mulheres optam por distâncias menores. Quanto menor a distância, maior o número de mulheres participam. Para Tu Moon Ming, diretor de promoções e eventos da Corpore, isso acontece porque “as menores distâncias exigem menos e deixam o corpo melhor, pois não ‘secam’ tanto como grandes distâncias”

Já Marilucia lembra que já fez até maratonas: “Não saberia dizer neste momento porque a mulher geralmente fica nas distâncias pequenas. Eu já fiz 4 maratonas e curti. Hoje acho loucura, prefiro as mais curtas. O que pretendo é me exercitar e completar a prova bem, dentro do que eu sei que posso conseguir. Não preciso provar mais nada pra ninguém e nem pra mim mesma. Faço o que eu posso no meu tempo e fico muito feliz e acho que outras mulheres também pensam assim”.

Competir com você mesmo não é um pensamento exclusivo de Marilucia, muito menos das mulheres e é o que traz muitas pessoas para a corrida de rua. “A corrida é um esporte seu... você com o seu pulmão, com as suas pernas, com o seu pensamento e com o seu objetivo. Acho que o fato de você estar em sua companhia 100% do tempo e você "conversando" como você mesmo é extremamente gratificante. O tempo é seu, o espaço é seu e é um momento onde você vê e é visto. Você não precisa marcar gol, defender a bola ou acertar o buraquinho... você só tem que olhar para frente e passear!!! A interação, integração e entusiasmo é contagiante. O fato de ser literalmente na rua nos dá sensação de liberdade, correr a céu aberto... dá a impressão que o infinito é o seu objetivo, é muito legal... pessoas que você nunca viu te acenam, te aplaudem e te incentivam...”

Ações especiais, como a que será realizada na Corrida Hydra pela Economia de Água – Abertura do Circuito Corpore 2007, onde haverá camisetas com modelagem especial para as mulheres com entrega em ambiente diferenciado após a prova, tendem a fazer com que as mulheres participem cada vez mais das corridas de rua, aumentando a participação do sexo feminino nesse esporte, trazendo mais beleza e abrilhantando as ruas. Marilucia, que sempre está nas barracas de kit nos eventos Corpore vê esse crescimento ‘in loco’ e acredita que ele apenas começou: “Muitas corredoras estão levando suas filhas junto e estas ainda acabam levando as amigas. A corrida é um dos esportes mais acessíveis que temos. Não é necessário um grande investimento para ser saudável, ter controle do peso, fazer novas amizades e ter o espírito sempre em alta e paz, sem esquecer contudo, dos cuidados que isso exige. Vale a pena...”.

E, para variar, até nessa matéria a palavra final foi da mulher...



 
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