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VII Ilhabela Corpore Terra & Mar - Veja como foi

21/05/2007, por Marcel Trinta

Vencedores
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Ainda era madrugada, o sol demoraria para nascer, mas o movimento no Bolsão ao lado da Secretaria de Esportes de Ilhabela já era grande, pois a partir das 4h35 as primeiras 8 equipes das 160 inscritas partiriam para completar os 107 km dessa prova que já é tradicional e, pela grande festa e organização, faz com que os atletas se empenhem cada vez mais para participar do evento todos os anos, como é o caso de Alexander Grief, que participava pela sexta vez do evento. “Essa é uma prova com formato diferente dos outros. Ilhabela é maravilhosa, correr aqui é um privilégio e a energia que as equipes passam para todos os corredores, o clima, espírito de equipe aqui é muito bacana. Isso me faz vir todos os anos”, afirmou o atleta.

Minuto a minuto as equipes chegavam para fazer a qualificação, pegar o chip – já que número de peito, camisetas do evento e adesivos dos carros já haviam sido retirados na sexta-feira – e largar na sua respectiva bateria.

Após a largada, as equipes rumavam ao sul da ilha, onde encontraram uma chuva fina. O trecho 2 da prova já trazia maiores dificuldades para os atletas, pois contava com muitas subidas e descidas, recompensadas pela paisagem oferecida pela cidade.

O trecho 4 da prova era o que ia ao extremo sul da Ilha, chegando em Borrifos. Esse era o primeiro trecho rústico da prova, com piso irregular e de terra. Devido a chuva, o percurso trouxe mais dificuldades aos atletas, já que o piso ficou extremamente escorregadio. “Foi um pouco difícil, está escorregadio. A grande pegadinha é no retorno, que tem uma subidinha ali. Essa chuvinha prejudicou um pouco, mas fiz dentro do tempo que estimava” contou Ricardo de Lima, que fazia sua estréia na prova, ao terminar o trecho 4.

Durante toda a prova o tempo não se firmou: em alguns momentos chovia e em outros não. O evento transcorreu dessa maneira, mas em nenhum momento a chuva foi forte a ponto de atrapalhar os corredores, na verdade muitos deles afirmavam que a água que São Pedro estava mandando ajudava a refrescar durante alguns trechos mais pesados do percurso.

As mudanças: Natação e Castelhanos

Esse ano a prova foi marcada por mudanças em dois trechos: aumento na 1ª perna de natação e largada dos nadadores em uma única bateria; aumento na distância do trecho 9, o da subida de Castelhanos.

Na natação, as equipes acabaram trazendo nadadores mais experientes para fazer um bom tempo principalmente nos 2km da primeira perna. Antes da largada, os corredores faziam sua qualificação e se aqueciam no mar esperando para partir para a competição. “O mar está sem marola e acho que vai ser bem gostoso”, afirmou Raul Viana, da equipe ECP Projeto Correr, nos instantes que precediam a largada.

Às 9h foi dada a largada e todos os nadadores correram em direção ao canal de São Sebastião para fazer a primeira parte da natação. A disputa foi forte, mas não seria apenas esse trecho que definiria os atletas que seriam premiados, já que ainda faltavam mais 500 metros que seriam computados ao tempo final do nadador.

Muitos podem imaginar que os 500 metros seriam moleza para os nadadores, mas não foi bem assim. Na verdade, os 500 metros não eram um grande desafio, mas após essa última perna os nadadores deveriam correr 2,8km de um trecho final junto de sua equipe. “Sair para correr foi difícil, pois meu negócio é nadar, não é correr não. Mas gostei muito já que nunca tinha feito uma prova assim. É legal pois precisamos ter um entrosamento com o time, um depende do outro...”, contou Eduardo Diaz de La Cruz, da Z-Track/ Os Incríveis, que se mostrava bem cansado ao cruzar a linha de chegada com sua equipe.

Já em Castelhanos, a grande mudança foi na distância e local de trocas. Até 2006, o atleta que percorria Castelhanos largava na entrada do Parque Estadual e percorria 12km; nessa 7ª edição da prova os atletas que desafiavam Castelhanos largavam ainda no asfalto, na praça dos jipes, e agora percorriam 13,3km.

O grande temor dos atletas era encontrar o trecho como estava o extremo sul, ou seja, com um piso bem escorregadio. Mas a chuva não foi forte no leste da ilha e a mata fechada permitiu que o solo não ficasse tão molhado, fazendo com que os participantes encontrassem apenas umas poças de lama. Para Renata Dias Bittar, da equipe Run Fun & Sun e vencedora do trecho na categoria até 39 anos, Castelhanos foi mais fácil do que ela esperava. “Castelhanos estava com um piso legal, bem melhor que Borrifos que acabou sendo mais difícil, com o piso escorregadio. Cheguei até a cair lá. Mas em Castelhanos estava muito determinada e queria muito vencer esse trecho louco!! Treinei muita subida, musculação...”, contou a atleta que em 2006 foi a segunda colocada no trecho.

Quem também fez esse percurso foi Emerson Iser Bem, que venceu a São Silvestre em 1997 e esse ano participou pela primeira vez da prova de Ilhabela junto com a equipe de Campos do Jordão. “Não venho treinando forte e foi muito desafiador. Consegui subir até melhor do que imaginava”.

Final da prova

Após 107km de muita tática, espírito de equipe, superação e garra, as primeiras equipes começaram a cruzar a linha de chegada. A primeira a chegar foi a equipe Lobo Team Ilhabela A, que horas mais tarde, na premiação da prova, foram confirmados como os vencedores da 7ª edição da Ilhabela Corpore Terra & Mar. “A equipe estava preparada e conseguimos chegar como a primeira equipe. Foi muito gratificante essa vitória”, afirmou Luis Lobo, membro da Comissão Técnica da equipe que é formada por moradores da Ilha. Morar na ilha foi um trunfo a mais para os atletas que já conheciam bem o percurso, mas a equipe já havia se mostrado forte em setembro passado quando venceram a IV Campos do Jordão Corpore Corrida e Bike na Montanha.

As equipes chegavam cada vez em maior número, sempre acompanhadas por batedores da Polícia do Exército, que escoltavam os participantes durante o último trecho que era percorrido por todos os participantes da equipe.

Ao cruzar o pórtico de chegada a emoção tomava conta dos atletas que se abraçavam e comemoravam mais essa conquista em equipe. Um desses momentos de muita emoção e comemoração foi protagonizado pelos integrantes da equipe Corpore. Esta foi a primeira vez que diretores e voluntários da entidade montaram uma equipe para participar do evento, e tiveram que levar em consideração mais um fator na hora de montar a tática para a corrida: o trabalho deles durante a prova. Ou seja, eles tinham que se dividir nos trechos de uma maneira que pudessem cumprir com suas obrigações no decorrer do dia. Ao ver que tudo deu certo e que conseguiram ser mais rápidos do que pretendiam, comemoraram muito embaixo do pórtico da chegada.

E como já é tradição, a última equipe fechou com chave de ouro a corrida, com staff, batedores da PE, ambulâncias e diretoria da Corpore acompanhando-os e fazendo uma grande festa no trecho final.

Vencedores e premiação

Apenas algumas horas após a última equipe completar a prova, a festa de premiação já estava sendo realizada na Vila. Uma banda tocava enquanto um vídeo da prova era exibido em um telão para recepcionar os participantes. A chuva que caía não espantou aqueles que quiseram conhecer os vencedores e participar do encerramento de mais uma edição da prova.

David Cytrynowicz, Presidente da Corpore, iniciou a premiação agradecendo a todos os envolvidos, citando números da prova e afirmando que algumas coisas terão de ser revistas para a próxima edição do evento, principalmente em relação aos automóveis de apoio das equipes.

Ao iniciar a entrega dos troféus, não houve grande novidade na vencedora geral, já que o troféu foi para a equipe Lobo Team Ilhabela A. Já nas faixas etárias, a primeira colocada entre as equipes até 39 anos foi a Campos do Jordão – Parque Estadual que pela primeira vez esteve presente no evento. “Nossa equipe é formada por funcionários do Parque Estadual de Campos do Jordão. Temos 3 atletas que estão com 2 meses de treino e essa conquista vai ajudar muito daqui pra frente”, afirmou Emerson Iser Bem, coordenador da equipe.

Quem se surpreendeu com os resultados foi o professor Zeca, da Z-Track. Ele, que havia montado duas equipes para disputar as primeiras colocações nas faixas etárias, conseguiu que as equipes ficassem em 3º e 4º lugar no geral. “A base da equipe é sempre a união. Os atletas têm suas responsabilidades e eu tenho as minhas. Juntando isso sempre teremos sucesso”, contou Zeca, que ainda comentou sobre as mudanças na prova: “As mudanças foram boas, ter mais natação ajuda e a Corpore está melhorando a cada ano”.

Com essa declaração do Professor Zeca, percebemos que estamos atingindo nossos objetivos e esperamos melhorar ainda mais para a 8ª edição da prova. Mas antes disso, daremos uma passada por Campos do Jordão e faremos mais uma visita à Ilhabela. Se você gosta dessas provas de aventura já pode ir se preparando...

Saiba tudo sobre a prova

 



 
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