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Nossa
série de reportagem sobre os Voluntários
Corpore – pessoas que fazem a diferença,
traz nesta edição uma entrevista com
o administrador de empresas, Edgard José
dos Santos, Secretário Geral Corpore, responsável
pelos resultados das Provas, pelo Ranking dos Associados
e pelos sistemas da Corpore. Um trabalho voluntário
que exige muitas horas de dedicação
na busca da produtividade e da eficiência
da enxuta operação da Corpore. |
Edgard
José dos Santos, administrador de empresas, sempre
praticou esportes: jogou futebol de campo e salão,
até que há dez anos, em que num único
lance fraturou seus dois escafóides (ossos da
mão), permanecendo com os dois braços
engessados por 40 dias, sem trabalhar. Consciente de
que a competição no mercado de trabalho
é intensa, e ficar fora, mesmo que por doença,
é arriscar-se a perder o lugar para outro, Edgard
conta que: “não dava mais para ficar disputando
os famosos ‘rachões’ pois arriscava
a me contundir e, no mundo competitivo em que vivemos,
ficar fora é arriscado, ainda mais sem prévio
planejamento”.
No
Clube Paineiras passou a praticar condicionamento físico,
com o personal trainer Mario Sérgio Mello. Foi
ele quem estimulou o administrador a participar de corridas.
“De tanto insistir, lá fui eu disputar,
em 26 de março de 1995, a minha primeira prova
da Corpore, de seis quilômetros, no Ibirapuera.
Gostei muito! Tanto que no dia seguinte, corri outra,
organizada na Juscelino Kubstchek pelo Mc Donalds, também
aproximados seis quilômetros”.
Depois
disto, não perdeu nenhuma prova da Corpore. Participou
durante 1995, 1996, 1997 e 1998 e nos anos seguintes,
passou a trabalhar na retaguarda dos eventos, junto
a cronometragem, desde a entrega dos chips até
a divulgação e o ranking. “Corri
inúmeras outras provas de outros organizadores
e sete São Silvestres. Maratona, só tentei
uma e parei no km 35 com bolhas nos pés –
nunca mais tentei porque tomei consciência de
que não dá para improvisar - Maratona
requer treinamento intenso prévio, e por falta
de tempo para tal, não consegui preparar-me adequadamente".
Neste
tempo Edgard trabalhou para atrair muita gente para
as corridas, estimulando grupos no Paineiras, nas empresas
em que trabalhou e trabalha até hoje, e inclusive
sua família. “Minha mulher começou
a correr também e já concluiu quatro Maratonas
de São Paulo, além de diversas São
Silvestres e inúmeras provas Corpore. Minha filha
já correu diversas provas Corpore e na Milha
2001 ficou em 3º lugar na faixa etária.
Meu filho já correu diversas provas Corpore e
duas São Silvestrinhas” – orgulha-se.
Edgard
conta que o quê o motiva na corrida é a
sensação de volta à infância,
de liberdade, como se estivesse brincando, correndo
ao vento. Durante a corrida, o foco de sua concentração
é o percurso e o que o faz esquecer dos problemas
do dia-a-dia, disse o Secretário. “E, principalmente,
ampliamos nossos contatos entre pessoas com o mesmo
objetivo, que é o de melhorar a qualidade de
vida. O desafio é comigo mesmo. Ninguém
incomoda, nem censura. Se você está bem
obtém uma boa performance, se não, fica
na sua e tudo bem também. Se não der diminui
o ritmo. Anda ou pára. O importante é
ouvir o próprio corpo”.
Além
disso, Edgard lembra que a corrida é um esporte
barato, que requer apenas tênis e calção.
“Como diz meu técnico, Mário Mello:
é o único esporte onde conseguimos participar
de um evento onde campeões mundiais também
participam. No futebol não conseguimos jogar
uma partida com o Ronaldo, no tênis não
conseguimos jogar com o Guga. Entretanto, corremos uma
São Silvestre com o Paul Tergat” –
concluiu o entrevistado.
| Administração
– A complexidade do sistema Corpore: |
Até
final do ano passado, Edgard José dos Santos
explica que a entidade usava um aplicativo desenvolvido
há mais de oito anos, em FoxPro cobrindo o Cadastro
dos Atletas (registro, emissão de etiquetas para
mala direta, emissão de boletos para cobrança,
controle de associados), a inscrição para
as Provas, remessa de arquivos para geração
dos chips e tratamento dos arquivos com os resultados.
“Este sistema usava tecnologia desatualizada,
sem uma manutenção regular. Sobreviveu
galhardamente todo este tempo e, tudo novo que a Corpore
criou e não podia ser coberto por ele, exigiu
esforço enorme para complementar. Assim, por
exemplo, o ranking era todo tratado a parte com muita
dificuldade. A despeito disto prosseguimos avançando”.
Durante 2001 a Corpore buscou a substituição
do sistema, entretanto, a empresa contratada não
concluiu o projeto. “O que, em geral, ocorre com
empresas de desenvolvimento, ao ser procurado pela Corpore,
é subestimar nossa complexidade e orçar
erradamente o projeto. Isto, mesmo com nossos alertas
sobre as particularidades do nosso mundo e que não
são comuns em outros negócios”.
Foi então, em 2002 que outra empresa foi contratada
e no apagar das luzes do ano a Corpore colocou no ar
o novo sistema, de tecnologia atualizada e todo processado
na Web, permitindo o acesso de onde quer seja. “Ainda
falta muita coisa, mas o básico já está
no ar e facilitando nossa retaguarda” - contou.
| O
alvo do corredor: Os resultados das provas Corpore |
A
base de um resultado
confiável é o cadastro correto dos
atletas. Parece simples, mas não é, pois
inúmeros fatores contribuem para sua imperfeição.
Para ilustrar melhor a complexidade do assunto, Edgard
listou as seguintes situações:
-Pessoa
que faz a inscrição não é
o próprio atleta e não tem as informações
corretas e completas do mesmo – deixa incompleta
a ficha ou coloca qualquer informação
para preencher os campos;
-Eventual erro na digitação dos dados;
-Troca do atleta no dia da prova (com ou sem aviso para
a Corpore)
-Homônimos;
-Nomes que tanto podem ser de atletas do sexo masculino
quanto do feminino;
“Basta
uma ficha com erro e todo o resultado é afetado,
pois quando o acerto é feito, deslocam-se as
classificações dos demais atletas”
– acrescentou.
Tomemos
um exemplo: um atleta (sexo masculino) inscreveu-se
e depois passou seu número para uma atleta (sexo
feminino). O resultado é publicado. Depois, quando
o ajuste é feito, mudam-se todas as classificações:
a)
Geral
b) Por Sexo
c) Por Faixa Etária
d) Alfabética
e) Por Equipe
E,
segundo Edgard, se um ou ambos forem associados, muda-se
também o ranking. No sistema antigo todo este
remanejamento de informações não
era tratado. Desta maneira, requeria um tratamento à
parte, e isso trazia riscos de falhas e demora. “No
novo sistema este processo está mais ágil
e seguro. Mas, ainda, assim, depende do cadastro correto,
o que esperamos melhorar com os próprios atletas,
ingressando seus
próprios dados via Internet em nosso site”.
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Um
percurso de 365 dias: O Ranking dos associados
Corpore
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O
Ranking
Corpore ingressa em seu quinto ano, e no segundo
ano para Equipes. “Um sucesso, que atrai cada
vez um maior número de concorrentes numa disputa
saudável” – coloca Edgard.
A
evolução das ações da Corpore
dependeu sempre da criatividade e do trabalho árduo
de seus voluntários. Com a organização
e realização do ranking não foi
diferente. O sistema antigo não apoiava o processo,
e exigia um tratamento trabalhoso dos dados. Algumas
falhas não puderam ser evitadas. “O cadastro
da Corpore tinha nomes com 40 posições,
que indo para o também antigo sistema da Chip
Timing só tratava 30 delas, e tirava todos os
acentos. Quando os resultados retornavam, o cruzamento
de informações ficava muito prejudicado”
– lembrou. “O atual sistema da Corpore está
alinhado com o novo sistema da Chip Timing e a possibilidade
de erros minimizou. Acreditamos que em 2003 a qualidade
na geração e publicação
irá melhorar muito” – afirmou Edgard.
| O
planejamento – Mais uma diferença Corpore |
O
planejamento dos eventos da Corpore se diferencia por
buscar sempre oferecer o maior conforto e satisfação
para os atletas participantes. Não apenas uma
festa bonita, mas uma prova série, informativa,
educativa e de excelência. Um planejamento minucioso,
segundo Edgard, é Fundamental para o sucesso
do evento. “Cito o exemplo da prova de Ilhabela
2002, em que o detalhamento rigoroso de cada trecho,
o tratamento das informações sobre performance
de cada um dos atletas, a altimetria do percurso, etc,
permitiram que nossa previsão praticamente batesse
com a realidade. Em uma prova que se iniciou às
5:30 e terminou às 17:00 horas, previmos que
a última equipe cruzaria a linha de chegada às
16:57. Três minutos depois ela o fez. Erro desprezível
no contexto. Em cada um dos 17 trechos, obtivemos esta
mesma precisão” – acrescentou Edgard.
A
ambição dos voluntários da Corpore
vai além: “Até comentamos em nossas
reuniões que a sofisticação do
planejamento está chegando a um ponto que logo
iremos publicar o resultado provável antes da
realização da prova, distribuímos
os kits e os atletas decidem se ainda assim, já
sabendo as classificações, querem correr”
– concluiu empolgado o Secretário Geral
da Entidade.
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