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No
dia 29 de setembro foi realizada a V Corpore Campos
do Jordão Corrida e Bike na Montanha, evento
que reuniu atletas que buscavam um desafio diferente, envolvendo
muita tática, trabalho em equipe, superação
e confraternização.
Durante
a semana da prova, a cidade já se preparava para receber
os participantes do evento. Além disso, a equipe Corpore
acertava os últimos detalhes, envolvendo toda a comunidade
de Campos, já que moradores da cidade trabalharam no
staff da prova, assim como prestando outros tipos de serviço.
As
equipes começaram a chegar no dia anterior à
prova, pois nessa data que era retirado o kit do evento com
camiseta, números de peito, pulseiras e outros itens
importantes para a corrida. A retirada aconteceu de forma
tranqüila e todas as equipes se programaram para chegar
cedo à cidade e assim ter uma boa noite de sono para
enfrentar os 139km de prova que os aguardavam.
A
prova
Às 6h da manhã, com um frio típico de
Campos do Jordão, tivemos a largada da primeira bateria.
Enquanto os outros integrantes das equipes faziam festa e
incentivavam seus parceiros, os corredores que fariam o trecho
1 se alongavam, faziam seus últimos preparos a aguardavam
ansiosos a largada. Participando pela primeira vez do revezamento
em Campos, Gilmara Quirino Lidorio, da Trilopez/Corrida Maluca
I aquecia-se aguardando o relógio marcar 6h00. “Estou
ansiosa. Quero curtir a cidade, me falaram que a prova é
super legal. Já participei da Ilhabela e acho esses
eventos sensacionais”.
Depois da última bateria, que teve largada às
7h, a cidade de Campos ficou tomada de corredores e carros
de apoio e a V Corpore Campos do Jordão começou
a enfeitar o belo cenário que a cidade proporciona.
Trecho após trecho, os corredores encontravam subidas,
descidas, trechos de asfalto e terreno irregular, ingredientes
que fazem parte das provas de aventura. Nesse ano, um novo
ingrediente esteve presente em alguns locais, principalmente
no trecho 4: uma forte neblina. Isso não atrapalhou
em nada os corredores, mas trouxe um belo cenário,
principalmente quando o sol começou a surgir por entre
a neblina.
Infelizmente
para os corredores, isso não diminui em nada a dificuldade
do trecho. “Tem muitas subidas forte se o terreno com
muito pedregulho. No fim tem mais reta e conseguimos dar um
tiro”, afirmou Paulo Roberto Pereira, da Benicio Advogados
I.
Esse
e outros trechos trouxeram dificuldades e e exigiram superação
dos corredores. Mas um dos maiores desafios da prova era o
trecho 9, a subida do pico do Itapeva, trecho que traz premiações
individuais. Todos os atletas se mostravam apreensivos antes
de iniciar o trecho e cansados ao completá-lo. “É
subida o tempo inteiro.... cansa bastante”, contou Ronaldo
dos Santos, da equipe Heart Trainning. E mesmo ofegante, Ronaldo
também estava feliz e confiante em sua performance:
“Pelo sorriso da minha treinadora acho que fui bem.
Vou ver agora meu tempo com ela”.
Ciclismo Mais
uma vez, o trecho de ciclismo trouxe inovações
e, segundo os próprios participantes, para melhor.
A mudança aconteceu já na largada, feita no
estilo Lançada. Todos os ciclistas saíram juntos
às 9h debaixo do pórtico de largada. Foram em
ritmo de passeio até chegar atrás do Tênis
Clube de Campos, onde então soou a buzina e a largada
foi dada.
Os
ciclistas partiram para o primeiro trecho da prova que contou
com 32km elogiados pelos participantes. “O percurso
continua muito técnico, mas deu para pedalar o tempo
todo. Não teve aquilo que chamamos de “empurran
bike”, que tem que empurrar a bicicleta morro acima.
Esse ano parabéns para a organização,
está muito legal, bem sinalizado. A prova foi até
mais longa, mas mais rápida. Foi mais rodada”,
afirmou Pedro Henrique Soares Cavalieri, da equipe ZTrack
– To na área de novo.
Para
Fernanda Belotto Gonçalves, da 5 Ways Sports Consulting,
o percurso também foi bem melhor. “A corrida
ficou mais rápida, com trechos mais pedaláveis”,
contou Fernanda afirmando que no ano que vem participará
novamente.
Diante
de tantos elogios, David Cytrynowicz, Presidente da Corpore,
afirmou durante a cerimônia de premiação:
“Acredito que encontramos a fórmula para o percurso
das bikes e no próximo ano o percurso será igual
ou terá as mesmas características”.
Chegada
As equipes estavam bem rápidas nessa edição,
e antes mesmo das previsões as primeiras começaram
a cruzar o pórtico de chegada. A primeira a cruzar
foi Trilopez/ Sundown/ Mizuno/ EqMax. Apesar de ser a primeira
a chegar, isso não significaria que ela seria a campeã,
já que ainda era necessário somar o tempo da
bike e conferir a bateria em que largaram.
Entre
as integrantes dessa equipe estava Jaciane Barroso Araujo,
acostumada e pegar pódios nas provas organizadas pela
Corpore na cidade de São Paulo. “Primeira vez
que participo de provas assim e achei muito bom. Foi sofrido,
mas gostei da experiência e quero voltar”.
Pouco
a pouco, as equipes cruzavam a linha de chegada, sempre com
muita festa e escoltadas por batedores da Polícia do
Exército, que acompanhavam as equipes durante todo
o último trecho.
E
a festa ficava cada vez maior a cada equipe, pois os atletas
que já haviam completado a prova aguardavam a chegada
de seus companheiros e novos amigos feitos durante o trajeto
e os postos de transição.
A
tradição se manteve e mais uma vez e a festa
foi finalizada quando a última equipe chegou acompanhada
de grande parte do staff Corpore, todos os batedores da Polícia
do Exército e as ambulâncias da equipe médica.
Premiação
A cerimônia de premiação foi realizada
na própria noite da prova, na Concha Acústica
localizada na praça central da cidade, local já
acostumado a receber grandes eventos.
Os
participantes e turistas eram recebidos por um show que animava
o local e entretia a todos. Na pausa das músicas, David
Cytrynowicz iniciou a premiação. Os primeiros
a receber seus troféus foram as equipes vencedoras
nas faixas etárias, seguidas pelos prêmios individuais.
Flavio
Freire, da equipe Flávio Freire Destrambelhados, foi
o vencedor do trecho 9 na categoria 40 anos e mais, e se mostrou
muito contente com seu resultado. Antes mesmo de iniciar o
trecho, Flavio se alongava e afirmava estar ansioso pelo desafio,
já que havia participado de quase todas as edições
do evento e pela primeira vez faria o trecho 9. Após
receber seu troféu afirmou: “O pico foi um desafio
particular. Fiquei muito feliz e vencê-lo.”
A
última equipe a receber a premiação foi
a Campos do Jordão, vencedora do evento e que ano passado
ficou com a segunda colocação. Após largar
na última bateria, a equipe foi rápida, foi
a segunda a cruzar o pórtico e ainda teve o terceiro
ciclista no geral, que conseguiu essa colocação
mesmo após furar um pneu e perder cerca de 7 minutos
no primeiro trecho. “Ano passado fizemos uma boa corrida,
mas esse ano fizemos uma melhor estratégia de equipe.
Todo mundo correu bem, foi bem homogêneo.Na mountain
bike fui bem, estava disputando o primeiro lugar, mas furou
um pneu da bike e perdi cerca de 7 minutos”, afirmou
Erivan Arcanjo de Lima.
Para
quem perdeu esse grande evento, agora só em setembro
de 2008...