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Campos do Jordão - colocações do Presidente Corpore antes da Premiação

9/9/2003, por David Cytrynowicz


Em breve, confira uma farta galeria de fotos! - Aguarde -

Para adquirir as fotos do evento - entre em contato com Juliana V. Cintra

"Chegamos ao momento aguardado da premiação. Antes, gostaria de dizer para vocês que a idéia desta corrida foi encabeçada pelo Armando, que foi o responsável para fazer com que a ela realmente ocorresse. Na verdade, se seguíssemos o padrão Corpore normal, não realizaríamos esta prova. Passamos por uma série de dificuldades, problemas de patrocínio, de verba, e com tudo que foi onerosa para vocês, como sei que foi, ela foi muito mais para nós, e estamos fechando no vermelho. Não sabemos ainda o tamanho do vermelho. Temos uma idéia, mas ele sempre acaba sendo maior do que a gente imagina a principio. Mas a gente sabia também que era uma oportunidade única. As pessoas da cidade já estavam envolvidas, o prefeito, secretários, diretor de trânsito... Seria uma tristeza se não fizéssemos esta prova. Então, mais uma vez, como é o espírito da Corpore, estamos investindo no futuro, num evento que tem tudo pra crescer e que esperamos que no futuro possa também ser rentável para fazer o que outros eventos, em outras circunstâncias fazem, que é cobrir despesas que não temos condições de cobrir.

Este ano infelizmente, o panorama para toda a atividade econômica brasileira é muito triste, e não haveria de ser diferente na corrida. Nós estamos passando momentos muitos difíceis e delicados, mas estamos, a duras penas, mantendo nosso calendário até o fim do ano, esperando que a gente possa buscar alguma coisa a mais no ano que vem. A prova de Campos do Jordão começou com a obstinação do atleta que quer chegar ao final. Nós, como organizadores do evento, fomos estes obstinados. Gostaria que vocês soubessem, pois muitas vezes isso não vem a público, e se imagina que simplesmente aumentando 10 ou 20 reais, a gente está sendo insensível.

Então, gostaria de passar alguns dados para vocês, para que tenham a dimensão do que foi este evento. E do que precisamos para uma prova como esta.

Tínhamos a experiência de três anos de Ilhabela Corpore Terra Mar. Na Ilhabela tivemos uma política muito feliz de envolver a comunidade local, e trouxemos isto aqui pra Campos. Tudo que foi possível de ser contratado aqui, e todas as pessoas que pudemos envolver e treinar, fizemos esta escolha. Realmente, só trouxemos de São Paulo pessoas de coordenação – pela experiência que era necessária para o sucesso do evento – e alguns serviços que não pudemos contratar aqui na região.

Número de atletas – 50 equipes inscritas – 49 que de fato participaram. Foram ao todo 335 atletas. Para estes 335 atletas tivemos 200 profissionais diretamente envolvidos. Por aí vocês vêem a proporção do número de atletas e staff. Foram 140 pessoas contratadas em Campos do Jordão, e do staff de São Paulo foram 28. Os agradecimentos iniciais vão para algumas pessoas que pela motivação, pela função, estavam mais envolvidas com o evento. O Secretário de Esportes Erivan Lima foi um deles, que além de dar todo o apoio formal e oficial, caiu de cabeça no evento. Nos ajudou com uma série de contatos e contratações, se envolvendo na organização, não apenas nos últimos dias, mas também antes. Isto facilitou muito para que o trabalho trouxesse o resultado desejado.

Da mesma forma, o serviço médico - que foi coordenado pelo nosso diretor Milton Mizumoto, voluntário Corpore -; teve o apoio da Dra Ana Cristina da Secretaria de Saúde. Tivemos uma UTI cedida pela Secretaria e três UTI’s contratadas. Dra Cecília Damasceno, que vocês também conhecem, praticamente fez a maior parte dos atendimentos na tenda médica já que o Milton teve que socorrer ciclistas no trecho de bike. Então nós, pela nossa inexperiência no número de contundidos que teríamos no trecho de bike, acabamos tendo algumas surpresas, mas felizmente tudo correu dentro da paz que sempre temos, e todo mundo foi bem atendido. Só pra comparação, nós tivemos aqui dezenove atendimentos médicos contra nenhum na Ilhabela. Os atletas são, seguramente, tão bem preparados quantos os participantes da prova da Ilha, mas o fator altitude, que muitas vezes achamos que faz pouca diferença – são cerca de 400 metros de diferença – parece que foi importante, além das estripulias das bikes.

Tivemos também um envolvimento muito grande do monitoramento de trânsito, com toda a colaboração do senhor Rodrigo Machado Cintra – diretor de trânsito da cidade. Foi unânime, entre os atletas com que conversei, a opinião de que o trânsito foi nota mil. Quanto à sinalização, alguns acharam que poderíamos ter mais setas indicativas, e isso acho que sempre podemos pôr mais. Mas o envolvimento do departamento de trânsito, parando o fluxo para os atletas passarem, fazendo bloqueios, muitas coisas que nem sempre eram visíveis aos atletas, foi basicamente o resultado do envolvimento do Rodrigo. Numa conversa com ele, na quinta feira, quando junto com o Armando fomos fazer o último reconhecimento do percurso para marcar justamente onde teríamos bloqueios, fiscais, agentes monitorando, o Rodrigo faz o seguinte comentário: “Puxa vida, a coisa está me pegando tanto! Ontem à noite não consegui dormir, falei com a minha esposa, como estava repassando tudo o que eu teria que fazer durante o dia da prova, onde tinha que eventualmente tomar bastante cuidados”. Falei então para ele: bem-vindo ao time Corpore. Pelo fato de não dormir, vejo que o envolvimento com a equipe. Corredor não dorme preocupado com a corrida e organizador não dorme preocupado com o que vai acontecer. E se temos um diretor de trânsito que não dorme, este é o melhor que poderíamos ter. Gostaria de agradecê-lo por isso.

Tivemos 25 agentes de trânsito – onze de Campos e quatorze de São Paulo. Tivemos quatro vans, três caminhões e nove motos diretamente ligados na prova -, isso tudo pra colocar pra vocês o tamanho do staff.

Finalmente, gostaria falar sobre duas pessoas que foram muito importantes para que a gente tivesse o sucesso que tivemos. O primeiro é o responsável pela logística da Bike – o Rodrigo Abrantes, que trabalha na entidade de trilheiros de Campos do Jordão chamada Corpo de Guias. Os ciclistas devem ter visto, muitas vezes, o Rodrigo pra cima e pra baixo, de moto. Na sexta-feira eles deixaram o percurso azul e o vermelho, impecáveis. Fomos fazer, então, o primeiro reconhecimento e já encontramos, infelizmente, marcas de vandalismo. Minutos depois que ele havia colocado as faixas, já encontramos setas arrancaras, setas invertidas. Rodrigo teve que refazer tudo na manhã de sábado, e mesmo assim, teve que inspecionar as indicações durante a prova, pois ao longo do dia, pessoas passavam e mexiam nas setas. Ele foi um incansável, um batalhador, e quando as últimas duas equipes, que terminaram a prova após o nosso horário regulamentar, no escuro, ele foi o batedor dos dois ciclistas para que pudessem terminar o percurso e sentir que estavam completando a prova. Gostaria, então, de agradecer o Rodrigo.

O último agradecimento e também uma lembrança: os troféus, que vocês receberão, foram confeccionados aqui em Campos do Jordão. Existe uma entidade de artesanato da região e o Paulo, corredor da equipe de Campos do Jordão, é membro e coordenador esta entidade. E como sempre que possível envolvemos a comunidade, os troféus foram feitos por eles, e acredito que isto valoriza também o evento".

fotos: Juliana Cintra



 
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