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Minha História- Raul Wahle

01/10/2008, por Corpore
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OS TEXTOS SERÃO REVISADOS E EDITADOS SEGUNDO CRITÉRIOS DE REDAÇÃO CORPORE.ORG.BR
Exclusivo para Associados Corpore

Raul Wahle

Tenho 32 anos, sou médico recém-formado, e nunca tive muito interesse em atletismo durante o período escolar e universitário. Meu primeiro contato mais efetivo com as corridas ocorreu em 2002 por questões de ofício, pois logo após terminar a faculdade de Medicina fui convocado para servir o Exército como médico em uma unidade de infantaria na Vila Militar do Rio de Janeiro. Neste período, por ordem do comandante eu tinha que correr com a tropa três vezes por semana para prestar assistência médica caso alguém passasse mal.

Minha aventura no mundo das corridas de rua começou quando vim para São Paulo em 2005 para fazer pós-graduação. Durante os dois anos de residência médica, eu basicamente estudava, corria pelos corredores do hospital e dava plantão. Em novembro de 2005, estimulado pela propaganda da 1ª prova Nike 10K, decidi me inscrever na corrida e aproveitar o pouco tempo livre que tinha para treinar para esta nova empreitada.

Fiquei impressionado com a organização da prova e com a onda de corredores com camisas laranja que tomaram conta das ruas de São Paulo. Completei a prova em menos de uma hora e pude sentir a alegria e o alívio de cruzar a linha de chegada. Aproveitei o embalo da endorfina e participei no mesmo ano de mais duas corridas de rua. Nas primeiras provas, sofri um pouco com dores musculares e bolhas nos pés.

Em 2006, decidi fazer uma preparação melhor para as corridas. Comprei um tênis próprio, arranjei um frequêncímetro para ajudar nos treinos e decidi me associar à Corpore. Participei de várias corridas da Corpore em 2006 que fazia conforme minha escala de plantões de finais de semana e aos poucos comecei a fazer a minha coleção de medalhas.

Em dezembro de 2006, fui participar de um congresso médico em Buenos Aires, na Argentina, e encontrei uma pessoa caminhando na rua com a camisa da corrida amarela da Nike 10K, que é realizada simultaneamente em várias capitais da América do Sul.


Em 2007, após concluir a residência no primeiro trimestre pude dedicar um maior tempo para as corridas. Participando de tais provas, passei a não somente promover saúde para os pacientes, mas também passei a valorizar a minha qualidade de vida. Abri mão de continuar a fazer plantões de emergência em hospitais nos finais de semana para poder treinar nos parques Ibirapuera ou Vila-Lobos aos domingos.

Montei um calendário com as corridas que planejava participar e consegui baixar meu tempo nos 10K para menos de 50 minutos. Com muito orgulho pude participar de minha primeira corrida no Rio de Janeiro, onde estabeleci meu melhor tempo até hoje em 48 minutos e meio, sendo que nesta prova um grande amigo meu dos tempos da caserna que mora por lá também esteve presente correndo.  Realmente, correr no Aterro do Flamengo com aquela brisa e paisagem deslumbrante ao redor é estimulante!


Meus colegas médicos admiram minha dedicação as corridas, mas a grande maioria por excesso de trabalho e falta de tempo, acabam permanecendo sedentários. Este ano, um dos médicos assistentes da equipe onde atuo, acabou participando pela primeira vez de uma de corrida de rua realizada no Centro Histórico de São Paulo. No início, meus pais acharam maluquice quando contei que iria participar de corridas de rua, mas agora me incentivam a continuar nesta jornada.

Durante uma das corridas na USP no segundo semestre de 2007, tive a agradável surpresa de encontrar o ilustre presidente da CORPORE David Cytrynowicz correndo também. Além disso, durante o último treino técnico promovido pela CORPORE em dezembro de 2007 no Ginásio do Ibirapuera tive a oportunidade de conversar e conhecer uma das grandes figuras (em todos os sentidos!) do atletismo nacional: Zequinha Barboza, que estava treinando alguns atletas próximo do local onde estava ocorrendo o nosso treino.

Completei a minha primeira prova de São Silvestre, e após encarar 15 km e a subida da Brigadeiro tenho certeza que estou pronto para enfrentar qualquer obstáculo que apareça pela frente em 2008! Minhas metas para 2008 são correr a minha primeira meia-maratona e ganhar a camisa Corri Todas 2008 da CORPORE.

Pude perceber o crescimento nos últimos anos deste seguimento de corridas de ruas em todo o país, com o aumento do número de corridas, com o patrocínio de várias empresas de diversos setores, o aumento de revistas e publicações especializadas, feiras especializadas e o aumento do número de participantes.

Fico feliz de ver que entidades como a CORPORE acabam assumindo ações de promoção de saúde através do esporte que deveriam fazer parte de políticas de saúde pública do Ministério da Saúde, assim como das outras esferas da administração pública.

Saudações a todos e até a próxima corrida!

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