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Corpore e Tempo Agora fecham parceria

23/10/2008, por Corpore

Em parceria com o Tempo Agora, a Corpore está disponibilizando em seu site um serviço de grande utilidade para a comunidade de corredores: uma previsão do tempo que conta também com um Índice de Corrida. Clique aqui para conferir a página

“Neste índice o corredor casual ou profissional poderá saber se as condições são favoráveis ou não para uma caminhada ou corrida ao ar livre. Ele leva em conta três aspectos da previsão do tempo: umidade, temperatura e chuva. Por exemplo, caso um dia esteja ensolarada, temperatura agradável, porém a umidade do ar estiver abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, o índice irá acusar um dia ruim para a corrida. Ou ainda, se o dia for ensolarado, temperatura agradável, e umidade dentro da média, ele irá acusar um dia excelente para a corrida”, contou Marcel Ricardo Rocco, Gerente de Desenvolvimento da Somar Meteorologia.

A escala do índice varia entre o Excelente e o Ruim, podendo o corredor parametrizar como e em que local fará seu treino.

Além disso, para ajudar nos treinos e corridas, a previsão do tempo no site Corpore também fornecerá os seguintes índices:

Temperatura mínima e máxima
Volume de chuva
Condição do Tempo
Direção do Vento
Velocidade do Vento
Índice UV
Hora do Nascente e Poente
Umidade

Todos estarão disponíveis para 5 dias sendo possível consultá-los em cerca de 9mil cidades no Brasil.

O diretor Médico da Corpore, Milton Mizumoto, nos explica como as condições climáticas e o conhecimento da previsão do tempo podem ajudar na performance e manter a saúde dos corredores, mostrando a importância de um serviço como esse que está sendo oferecido por Corpore – Tempo Agora. Confira:

 

Como as condições climáticas afetam a performance e saúde do corredor?

Quando estamos correndo ficamos expostos ao estresse do calor recebido por várias fontes, tais como: irradiação solar, calor do ar e calor do solo. Ao mesmo tempo estamos produzindo calor metabólico produzido pela contração das fibras musculares em ação e de todas as reações enzimáticas metabólicas essenciais pela manutenção da nossa vida.

Novo serviço ajuda você estar preparado para chuva ou sol

Para que as reações metabólicas necessárias à nossa sobrevivência possam realizar-se de forma harmônica, devemos manter nossa temperatura entre 36,1 e 37,2 ° C. Visto que apenas 25% das calorias produzidas são utilizadas para a locomoção, e 75% são eliminadas na forma de calor, para tal necessitamos perder calor pela radiação, expiração (água vaporizada pelos pulmões), transpiração (suor vaporizada) e convecção pelas correntes de ar.

A transpiração perfeita consegue dissipar 580 calorias, porém quando a umidade relativa do ar está elevada o suor não consegue evaporar, escorrendo pela pele. Desta forma, não conseguiremos dissipar o calor produzido pela contração muscular.
A corrente de ar (velocidade do vento) também contribui para que o suor seja dissipado. Quando o vento frio atinge a nossa pele consegue resfriar o calor corpóreo (mecanismo de convecção: contato com a pele), contudo quando o vento é mais quente que o nosso corpo o processo poderá levar à intermação (aumento da temperatura interna do corpo).

Desta forma, o calor radiante, a temperatura do ar, a umidade relativa dor ar e a velocidade do vento afetam a performance e a saúde por interferirem:

- na quantidade de calor recebida pelo sol, pelo ar e pelo solo; aquecendo o corpo.
- na quantidade de suor que consegue ser dissipado pela evaporação e expiração, taxa dependente da umidade relativa do ar
- na quantidade de suor emanado e carregado pela corrente de ar, pois toda substância líquida que passa do estado líquido para o gasoso, rouba calor.
- na velocidade de produção de calor do corredor, em função da intensidade do exercício (quanto mais veloz, maior a quantidade de calor produzido pela musculatura)

Qual a importância para o corredor que vai disputar uma prova saber a previsão do tempo?

Inicialmente é necessário que ele tenha em treinos anteriores consultado os dados climáticos do dia do treino, em função destes dados, correlacionar no momento do treino o quanto estas alterações climáticas interferem com a sua performance em velocidade, resistência, percepção de desconforto e cansaço muscular.

Desta forma, observando experiências anteriores, poderá programar a estratégia do ritmo da prova, não somente em função do clima, mas também considerando o percurso, a altimetria e os postos de hidratação da prova.

Afinal, já vimos vários casos de corredores de elite que conseguem manter-se no batalhão de elite por quase toda a prova, contudo, em determinado momento são ultrapassados por outros corredores que ousaram uma estratégia de ritmo mais elaborada, ou seja, não é apenas o treinamento o fator fundamental para que se ganhe uma prova.

A Medicina do Esporte evoluiu muito nos últimos anos, principalmente no que concerne ao estudo das alterações fisiológicas durante o exercício leve, moderado ou intenso; é necessário uma integração uníssona do treinador-atleta-médico, evitando assim fatalidades que poderiam ser precavidas.

Abaixo, a tabela que correlaciona a temperatura do ar com a umidade, a qual nos dá diretrizes para as prováveis ocorrências  de estresse térmico em corredores.

 

Índice de calor Possíveis estresses térmicos para pessoas de grupos de alto risco
55º C ou mais Intermação / insolação altamente provável com exposição contínua
41 1 55 º C Insolação, câimbras ou provavelmente exaustão térmica, e possível intermação com exposição prolongada e/ou atividade física
32 a 41 º C Insolação, câimbras e possível exaustão térmica com exposição prolongada e/ou atividade física
27 a 32 º C Possível fadiga com exposição prolongada e/ou atividade física
(adaptado para º C de U.S. Departament of Commerce. National Oceanic and Atmospheric Administration)

Como o índice de corrida pode ajudar na performance?

Quando referimos a performance, pensamos em atletas competitivos, quando este atleta programa uma determinada prova em determinado país, é necessário ele estudar quais são as condições climáticas, altimétricas e o percurso da prova a ser disputada.

Sua programação na planilha de treino deverá conter treinos realizados em situações que simulem tais adversidades climáticas, desta forma, conseguirá dar melhores informações ao seu treinador e ao seu médico do esporte sobre as sensações das dificuldades ocorridas durante o “treino simulado”, para que todos os profissionais envolvidos na missão possam trabalhar orientados em melhorar os fatores limitantes do atleta nestas condições de adversidade climática.

Clique aqui para conferir o serviço



 
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