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Grupos de corrida de empresas têm de ter treinadores - 03/10/09

Matéria publicada no Jornal da Tarde fala da importância de treinadores nos grupos de corridas das empresas.

Grupos de corrida de empresas têm de ter treinadores

Correr para ganhar qualidade de vida. Este é o objetivo dos clubes de corridas dentro das empresas. O professor Luís Carlos de Oliveira, assessor técnico científico do programa Agita São Paulo e membro do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano (Celafsc), explica que a meta dos amadores que correm por prazer é chegar e cada vez em uma melhor condição física.

“A corrida precisa de supervisão de especialista, um profissional que vai monitorar as fraquezas físicas da pessoa , a musculatura, a potência aeróbia, frequência cardíaca, para fazer um programa que atenda as necessidade especiais de cada pessoa”, afirma. Ele lembra, que apesar de ser um grupo de corrida, a pessoa vai correr sozinha e precisará de planilhas individualizadas. “Se não tiver tudo isso, em vez de ter um up grade na qualidade de vida, poderá ter uma lesão, não só de trauma,mas por overtrainning, que é uma quantidade de treino exagerado”, alerta.

Para Oliveira, os clubes de corridas de empresas que só patrocinam inscrições em alguns eventos podem ser perigosos. “Isso é só uma motivação para que haja participação, mas não é uma forma de manutenção de um clube de corrida. Na medida que essa empresa apenas incentiva sem dar a estrutura, poderá dar um tiro no próprio pé. O funcionário vai se lesionar na prova no domingo e vai faltar no trabalho na segunda-feira, ou até não falta, mas vai produzir menos”, argumenta.

E quem pretende tirar a bike do quartinho dos fundos e se jogar na nova ciclofaixa entre os parques do Povo e do Ibirapuera, o professor Antonio Carlos Bramante, doutor em desenvolvimento humano e uma referência internacional em lazer na comunidade, diz que há um grande desafio harmonizar a convivência com os pedestres, corredores, motos e carros. “A ciclofaixa não surgiu de uma demanda, como ocorre na Europa. É um fenômeno inverso, não há a cultura de pedalar aqui como na Holanda, a ciclofaixa surge para solucionar um problema (de saúde). Vai exigir uma educação para o trânsito.”

Bramante participou de um projeto em Sorocaba onde foram construídas 50km de ciclovias. A meta é chegar a 100km. Também foram criados oito parques e dezenas de grupos de caminhadas. “A cidade está se acostumando com o esporte”, conta.

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