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Conheça o corredor que já participou de 70 provas Corpore

Arnaldo Valente tem 46 anos e há 20 é corredor. No dia 23 de agosto, ao pisar no tapete de chegada da Corrida Corpore Duque de Caxias, completou sua centésima prova. 70 delas, organizada pela Corpore.   

Esse corredor veterano nos contou um pouco da emoção de completar 890km e os motivos de escolher a Corpore como sua principal organizadora de corridas.

Confira:

 

Quando começou a correr?

Arnaldo: Há 20 anos, eu treinava com mais frequência devido a possibilidade de correr com um amigo suíço (Max Erich) que gostava muito do Brasil e das corridas. Nossos campos de treinos eram a Cidade Universitária, o Bosque do Morumbi e é claro a Pista de corrida do Parque Ibirapuera.

Participei de algumas provas na USP e da São Silvestre, sendo que entre 1989 e 1991, participei das provas de transição da São Silvestre. Antes de 1989, a corrida era noturna, no sentido anti-horário (descida pela Avenida Brigadeiro, centro da cidade e subida pela Avenida Consolação) e eram 12,5 km. Em 1989, a corrida passou a ser à tarde, e no sentido atual (Avenida Consolação, centro da cidade, Avenida Brigadeiro) com a mesma distância. A partir de 1990, a principal modificação foi o aumento de 12,5 km para 15 km tornando-se assim, prova oficial do calendário internacional de corridas de rua (IAAF).


Por que começou a correr?

Arnaldo: A corrida para mim sempre foi um prazer. Lembro-me dos testes físicos no ginásio em que o Professor de Educação Física, vinha com a história do “Teste de Cooper”. Para mim, era só felicidade, não tinha “teste” nenhum. A somatória de tudo isso veio do gosto natural de correr.

Sempre gostei de praticar esportes e o futebol foi destaque. Na adolescência, tive o prazer de jogar com meu pai (Rubens) no Clube Atlético Indiano, no campinho de terra batida, juntamente com ídolos de outras épocas, que aprendi a admirar: Bauer, Rivelino, Abílio, Sabatino e outros.

Nesta época, por jogar no meio de campo, eu tinha um bom preparo físico, além de grande habilidade, pois havia jogado futebol de salão.

Como você concilia a corrida com sua vida pessoal e profissional?

Arnaldo: Procuro dividir o tempo da melhor forma possível. No período da manhã, realizo os treinos buscando complementar o meu bem estar; em seguida vou para o trabalho e executo as minhas atividades com mais disposição. À noite, em dias alternados, divido o tempo entre minha família e os serviços de vistoria de Iluminação Pública.

Como conheceu a Corpore?

Arnaldo: De 1992 a 2000, por motivos profissionais, parei com as atividades físicas e isto me acarretou alguns problemas, justamente por ter praticado muita atividade física e de uma hora para outra, deixar de fazê-la. Isso gerou obesidade e alguns problemas de saúde. Fui encaminhado a um especialista que constatou não ser nada grave, mas que recomendou o retorno às atividades físicas para melhorar a minha condição de saúde. Na época estava com 38 anos de idade.

No início de 2001, sem saber onde procurar ou o que procurar, iniciei uma pequena peregrinação pela Internet. Procurei pelas associações de corredores; a mais comentada nesta época era a Corpore que tinha boa estrutura, com sede própria, calendário com várias provas em diferentes lugares da cidade, ranking de corredores. Enfim, algo diferente que tive a felicidade de encontrar e participar.


Qual a primeira prova da Corpore que correu? Qual foi sua primeira impressão?

Arnaldo: A primeira prova foi a da “Academia de Policia Militar do Barro Branco” em junho de 2001. Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que participaram daquela prova, além do circuito estabelecido pela equipe técnica da Corpore. Para mim passados estes oito anos, eu a considero a melhor prova para se correr pelo seu percurso apresentar grande grau de dificuldade (alternando terrenos planos e várias subidas e descidas).


Quantas provas da Corpore, aproximadamente, você participou?

Edgard Santos, diretor administrativo da Corpore, coloca a 100ª medalha em Arnaldo Valente

Arnaldo: Pela Corpore, até hoje, foram exatamente 70 corridas, contando as comemorativas do Natal e as provas especiais da Nike. As outras 30 provas foram agendadas de acordo com o calendário da Corpore, buscando dar continuidade de realizar uma prova todo mês. Ao longo destes oito anos, tenho participado de corridas que variam de 5 km a 15 km, predominando as provas de 10 km.

Em 23 de Agosto deste ano, na Corrida Corpore Duque de Caxias completei a centésima prova nesta longa jornada de 890 km percorridos, sentindo as emoções mais diversas que um corredor pode ter: chuva, frio, “vento contra”, subidas, descidas, barulhos diversos e silêncios...

Mas, as maiores emoções sempre acontecem quando cruzamos a linha de chegada. Quando percebemos que atingimos o objetivo, que crescemos um pouco mais como pessoa.

Neste dia, não foi nada diferente... um raro momento, onde além destes sentimentos, tive o prazer de ouvir meu nome ao cruzar a linha de chegada, pelo locutor oficial da prova, anunciando meu feito e parabenizando-me.

Devido a uma longa e sincera amizade que tenho com o Edgard (diretor administrativo da Corpore), pedi que colocasse a 100ª medalha em meu peito; um momento marcante que trago em minhas lembranças...

Para completar este inesquecível dia 23, às 10h30, tínhamos a grata visão/emoção de ver outro brasileiro, do outro lado do mundo, conquistar a 100ª vitória na Fórmula 1 para o  nosso Brasil. Parabéns Rubinho! Coincidências das corridas...


O que te faz participar de tantas provas da Corpore?

Arnaldo: A organização, as informações sobre o evento, a estrutura/conforto (a localização da arena/ como chegar/onde estacionar), a preocupação com a segurança (saúde/paramédicos de bike), a preocupação com as causas sociais (inclusão dos portadores de deficiência).

O que eu percebo, é a evolução qualitativa que a entidade realizou ao passar dos anos, preocupando-se cada vez mais, com o “corredor de rua”. Hoje, tenho grande orgulho de ser um associado Corpore.

A certeza de participar de um evento que está comprometido com a qualidade de vida e a confraternização dos participantes é o que mais me atraí nas provas da Corpore.


Como descreveria o significado da corrida em sua vida?

Arnaldo: Corrida é movimento, saúde, vida. Portanto, o principal fator que me motiva a correr é a saúde que adquiri ao passar dos anos. Além de ter a famosa “pressão de garoto” (12 x 8), o único remédio que tenho tomado é aspirina quando tenho dor de cabeça. Correr é um exercício que me deixa feliz, me tranqüiliza, me acalma, aumenta a oxigenação no cérebro, permitindo que eu viva de forma plena.

Procuro correr ou caminhar, de duas a três vezes por semana, alternando de 30 a 40 minutos cada sessão, sempre no período da manhã. Quando posso, vou até o Parque Severo Gomes (Santo Amaro), onde o contato com a natureza faz com que eu esteja “recarregado” para dar continuidade às tarefas que nós temos em nosso dia a dia.

Independente do meu estado físico, sempre faço os exames médicos a cada seis meses, avaliando como meu organismo está se comportando, afinal de contas ter saúde não tem preço!

Termino, enviando um grande abraço ao Edgard, à toda equipe Corpore, e aos locutores
Alex Muller e Paulo Bueno que fizeram deste “23 de Agosto” um dia inesquecível para mim...



 
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