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Minha história - Andrea Dias

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Andrea Dias

Sempre fui uma pessoa preguiçosa. Escadas rolantes e elevadores sempre foram meus melhores amigos.  Para que ficar transpirando e gastando energia a toa?

Atividades físicas? Quase nunca. No colegial eu não tinha muita coordenação motora para esportes. Atrapalhava o time e acabava saindo. Fazia ginástica, mas não levei a sério. Entrei em uma academia de dança, mas nem lembro porque saí.

Em 1999 me matriculei na academia e até levava a sério. Eu tinha 23 anos e o metabolismo a mil me ajudava bastante.  Eu achava que ser magra era a mesma coisa que ser saudável.

No ano seguinte comecei a trabalhar em uma emissora de TV e nunca mais fiz nenhuma atividade física. Virei a maior das sedentárias, comia mal e comecei a fumar mais, já que vivia nervosa e estressada com o trabalho. Foi aí que o efeito sanfona me pegou de jeito.

Os anos se passaram e em 2005 voltei para a academia, mas eu ia para os treinos obrigada.  Achava tudo um grande sofrimento e em dois meses, larguei tudo.

Em 2008 eu estava gorda, sem fôlego e sem nenhuma energia.  Alguma coisa estava errada. Eu não conseguia respirar direito quando subia escadas ou passeava com minha cachorra.  Comecei achar tudo isso estranho, pois aos 32 anos as pessoas não estão assim.

Era hora de mudar. Peguei todos os maços fechados de cigarro que tinha e dei para as pessoas que eram fumantes. Entrei novamente na academia. No começo era um sacrifício e tudo era difícil. Levantar um peso era um horror.

Só que mesmo assim faltava alguma coisa. E foi aí que em agosto de 2008 que resolvi tentar correr. Meu namorado me incentivou e me levou para treinar pela primeira vez.  Ele corria  bem devagar  para não me deixar para trás e sempre me dava  apoio. Ele ficou mais ou menos dois meses me ajudando nos treinos e  sempre vibrava com a minha pequena evolução.

Lembro como se fosse hoje. Eu corria uns 250 metros e parecia que meu pulmão tinha caído no chão.  Os finais de semana seguintes eu ia correndo, aumentando a distância  e tentando me superar. O que mais me deixava curiosa era que ao mesmo tempo que eu não me aguentava em pé, algo fazia com que eu continuasse. A sensação de bem estar e superação sempre era compensadora.

Quando vi, já conseguia correr mais e mais.

Vi que o pessoal da academia que treino montou um grupo de corrida e me aproximei deles. Vi que correr vicia, contagia e faz um bem danado.

Em maio de 2009 participei da minha primeira corrida. Acordar cedo, alongar, se preparar e correr. Gente, foi maravilhoso! A cada passada eu me sentia mais forte e só pensava em como minha saúde e minha força melhorou. O corpo ia ficando aquecido, a sensação de bem estar aumentava e eu só pensava em cruzar a chegada. Via pessoas de várias idades e biotipos diferentes correndo e sorrindo. Via o apoio de quem assistia, de quem corria. Tudo parece mágico. Você entra em uma atmosfera de bem estar e só quer correr, mais e mais.

Brinco que minha vida tem um ac/dc que é antes da corrida e depois da corrida. Hoje eu corro por prazer. Sou eu e o asfalto.

Que venham mais corridas. Hoje participo de provas de 5 quilômetros. Amanhã de 10, 20... Que venham os quilômetros!

 

 



 
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