| Moro
no Rio de Janeiro, e a corrida 10K Corpore São
Paulo Classic/ Zumbi dos Palmares foi a minha
primeira participação em uma corrida
de rua em São Paulo. Então, aproveito
a oportunidade para tecer algumas considerações.
No
sábado, me dirigi ao local indicado para
pegar o kit e constatei a excelente infra-estrutura
montada para receber os atletas, com pessoas atenciosas
no atendimento, prontas para fornecer qualquer
informação. O único senão,
no meu ponto de vista, foi a distância do
local, pois não conhecendo os bairros de
São Paulo, tive dificuldades em encontrar
a AMCHAM.
No
domingo, cheguei cedo ao estacionamento da Assembléia
e fiquei maravilhado em ver a quantidade de equipes,
cada uma com sua barraca e pessoal de apoio (inclusive
a minha - Find Yourself), orientando, fazendo
alongamento, fornecendo as últimas instruções.
Um colorido muito bonito. Pensei comigo: “taí
o que você nunca viu!”.
Fiquei
um pouco receoso por ocasião da largada,
pois a massa de corredores era muito grande e,
na maioria das vezes, é aquele empurra-empurra.
Apenas por precaução, para não
sair no meio da massa, procurei a placa de 4 minutos.
Mesmo esta não sendo a minha pretensão
de tempo, pois parei de treinar durante 35 dias
em virtude de uma lesão na panturrilha.
Enfim, entrei quietinho, bem na frente. Rezei
para que nada de ruim acontecesse, como cair,
ser empurrado, perder os óculos, etc. Ledo
engano! A educação dos corredores
(creio que a maioria era de paulistas) é
digna de elogios. Todos largaram sem atropelos,
trotando, até que cada um conseguiu seu
espaço para correr. Fiz o mesmo.
Que
sensação gostosa correr na Avenida
23 de Maio: sobe um pouco, desce, vou me distraindo
lendo os anúncios. Levo um susto em virtude
do barulho de um avião. Papéis prateados
caem sobre minha cabeça e logo pego o primeiro
copo de água: GELADA!! Lembrei-me das corridas
anteriores, inclusive maratonas, onde serviram
água exposta ao sol.
Finalmente
vejo o retorno. Olhei para o relógio e
vi que estava correndo dentro do previsto. Concentrei-me,
melhorei a passada, cumprimentei colegas de equipe
que estavam na outra pista e, lá fui eu
pensando na apoteose da chegada. Faltando uns
500m senti algo na panturrilha e diminuí.
Mas ainda assim algo me empurrava para manter
o ritmo.
Ao
entrar no corredor, escutei alguém gritar:
“vai que dá Figueiredo!”. Olhei
rapidamente e vi um colega de equipe que incentivava
os participantes. Aí, esqueci qualquer
dor e arranquei, dando aquele sprint e cruzei
o tapete, sentindo-me o ganhador da prova, cheio
de saúde. Essa é a diferença
quando se participa de uma corrida super organizada.
Descansei
uns minutos e fui pegar a medalha de participação.
De volta ao Rio de Janeiro, comentei com meus
colegas tudo o que vi, incentivando-os a associarem-se
à Corpore. Ao checar o resultado no site
da Corpore, li que havia obtido o 10° lugar
na faixa etária.
Deixo
aqui o meu depoimento, parabenizando toda a equipe
da Corpore, que de maneira direta ou indireta,
trabalhou para que a São Paulo Classic/
Zumbi dos Palmares ocorresse de maneira tão
brilhante.
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