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Ex-atleta da Seleção Brasileira de Atletismo conta sua história

 

Fabrizio Torrini conheceu o atletismo na década de 60 quando o esporte era totalmente amador e o atleta não poderia ser patrocinado, sob pena de ser desclassificado e banido.

Atleta da Seleção Brasileira de 1963 a 1965 disputou vários troféus na categoria juvenil (15 a 18 anos). Hoje continua correndo e já participou de mais de 70 provas da Corpore.
 
Nessa conversa com a reportagem, conta um pouco da sua experiência no atletismo, da evolução que observou no esporte ao longo dos anos e fala sobre as Olimpíadas.


Quais conquistas marcaram mais sua carreira?

Fabrizio:
Quando fui atleta juvenil competia como Sprint (100m, 200m,4x100, 4x400). Fui recordista nos Jogos Abertos do Paraná e Recordista Juvenil. Mas a grande conquista não foi um recorde, mas sim uma participação num Torneio Internacional de Atletismo onde pude competir com o medalha de Prata das Olimpíadas de Tókio (1964), Paul Drayton (200m). É claro que eu fui o segundo.

Como o senhor vê a evolução do atletismo brasileiro?
 
Edgard Santos, diretor administrativo da Corpore, e Fabrizio Torrini durante corrida.
Fabrizio: Sem dúvida nessas duas décadas a evolução fui estupenda. Temos hoje, atletas de nível internacional que treinam lá fora e competem pelo  Brasil. A propósito esse fato teve início na CORPORE com os atletas: Agberto Guimarães, Joaquim Cruz e Robson Caetano.

Porém temos muito que crescer ainda, falta maiores incentivos educacionais aos nossos  atletas. Em outros países os atletas de base (Juvenis) estudam mediante uma bolsa e são obrigados a praticar o esporte. Se não forem bem nas matérias, não treinam. Com isso, você tem uma dobradinha Sócio Cultural/Esportista e forma o cidadão e o caráter da pessoa.

Como o senhor vê a notícia de o Brasil sediar uma Olimpíada?

Fabrizio: Vejo como uma notícia bastante promissora para incentivar o esporte no Brasil. Após o término, a infra-estrutura de um evento como esse fica e então será o momento de divulgar mais as atividades. Não podemos deixar passar  um evento dessa natureza sem a divulgação prévia e posterior nas escolas, universidades e clubes, incentivando as categorias do esporte.


O senhor acha que o Brasil será bem representado no atletismo nas Olimpíadas?
 
Fabrizio: Sem dúvida teremos um time forte para representar. Vide o exemplo do PAN. Londres será uma prévia para o Rio.


Como conheceu a Corpore? 

Fabrizio Torrini em visita à sede da Corpore.
Fabrizio: Em 1979 quando voltei a treinar, após 10 anos parado, na pistinha do Ibirapuera (1km), comecei a encontrar pessoas que corriam diariamente. Conversa vai, conversa vem, me disseram que o Nabuco (Bolsa de Valores) tinha um clube de corridas. Na verdade, não era um clube, eram alguns corredores que se juntavam no fim de semana e faziam uma corrida (não passavam de 50).

Com o tempo, entre 1980 e 81, o número passou para mais de 100 e assim conheci a Corpore que repassava o dinheiro da Ultracred (empresa do grupo Malzoni) para os atletas Agberto, Joaquim, Robson.

O senhor acompanhou a evolução da Corpore, como a vê hoje no mercado de corridas?

Fabrizio: Eu vejo de duas formas: primeiro, como uma entidade sem fins lucrativos que agrega amigos corredores com o intuito social realizando corridas, divulgando o bem estar social e a prática esportiva. Segundo, como uma entidade organizadora de nível internacional para a realização de corridas e correlatos.

Mas o grande triunfo  da CORPORE são os seus fundadores que até hoje estão no comando,  não deixando sob nenhuma hipótese que os princípios fundamentais sejam desvirtuados.

 




 
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Por: Marianna Abdo

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