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Perfil - Sidney Simonaggio

O advogado e engenheiro Sidney Simonaggio começou a correr em 2002. Admirar paisagens e observar a cidade aos olhos de um corredor são motivos que o levaram a participar de mais de 30 provas, inclusive internacionais. Hoje é associado Corpore e incentivador da corrida na empresa que trabalha. "Correr é um estilo de vida. É comportamento ao qual optamos por acreditarmos em seu valor.


Quando começou a correr?

Sidney: Comecei a correr em 2002, uma ano e meio após ter feito cirurgia bariátrica e ter perdido 83 quilos.

Por que resolveu começar a praticar o esporte?

Sidney: Com a perda de peso, comecei a sentir um impulso grande em me movimentar. Assim, comecei a me exercitar primeiramente em esteiras. Quando consegui pela primeira vez manter-me sob corrida durante dez minutos, senti-me exultante. Em seguida procurei ir ampliando esse tempo Não me preocupava com a velocidade, mas, sim, com o tempo sob corrida, o qual eu procurava sempre aumentar.
Dessa forma, posso dizer que o que me levou ao esporte foi primeiramente uma vontade natural em querer me movimentar mais e, uma vez dentro, o desejo de melhoria contínua da minha capacidade física.


Como conheceu o mundo das corridas?

Sidney: Por volta de 2004 eu já estava correndo pelas ruas de forma rotineira, mas sem qualquer preocupação com marcação de tempo ou sequer de roteiro. Saía para a rua simplesmente e pronto! Qualquer caminho era bom o suficiente.
Foi quando, então, recebi o convite para participar da primeira prova formal. Tratava-se de uma corrida de rua em Porto Alegre, de 10 km, em homenagem ao aniversário da cidade.
Nunca havia feito qualquer corrida e, assim, tudo foi novidade para mim. O aquecimento, a concentração, a largada, o controle durante o percurso e, por fim, a arrancada final funcionaram como atrativos para que eu passasse a pensar na próxima prova.
Pela primeira vez na vida havia feito uma corrida com alguma marcação de tempo e então comecei a me perguntar: Por que não melhorar esse tempo na próxima vez? Por que não treinar mais para só correr e não ter que alternar corrida e caminhada durante a prova?
E foram tantos porquês que eu comecei, então, a procurar pelos próximos eventos para achar, na prática, as respostas esperadas.  


Qual sua primeira prova? E a mais marcante?

Sidney: A primeira prova, como mencionado, foi uma corrida de 10 km em Porto Alegre, num trajeto muito bonito que margeia durante todo tempo o rio Guaíba.
Quanto à prova mais marcante, não vejo uma única prova como a que se enquadre nessa categoria.  Na verdade, as provas que marcam são aquelas em que ocorre um fato novo, seja o atingimento de uma meta, seja um trajeto diferente, etc.
Assim, a primeira São Silvestre foi marcante pela distância e pelo glamour, a corrida do Centro Histórico foi marcante por eu ter passado por todos os lugares que me foram muito conhecidos, a corrida no Horto Florestal de Campos do Jordão foi marcante pela beleza do local e pelo gosto de ter corrido naquelas trilhas desafiadoras.
Também ficam na memória e na vontade de refazer o percurso as provas na Ponte Estaiada e na 23 de Maio, pois nos dão a oportunidade de vermos esses lugares por uma perspectiva diferente que a da janela dos nossos carros.
E só para terminar, apesar de não ter sido em uma prova, mas foi igualmente marcante quando eu finalizei uma volta completa no Central Park, em Nova York.
Acho que todo corredor de rua acaba com essa vontade de querer correr em lugares diferentes.


Quantas provas participou até hoje?

Sidney: Já foram mais de trinta provas, embora tenha me inscrito em mais que isso. Às vezes, no dia da prova surge algum compromisso, principalmente com a família, e eu acabo não comparecendo.

Quais seus objetivos com a corrida?

Sidney: Quando comecei com as corridas o objetivo era entrar em forma, melhorar o condicionamento físico. Depois disso veio um novo objetivo, que é o de me sentir bem psicologicamente.

Como conheceu a Corpore?

Sidney: Conheci a Corpore em 2004 quando me inscrevi para a Corrida do GRAAC. A partir daí já me associei e comecei a participar de todos os eventos.

O que acha dos eventos da entidade?

Sidney: São os melhores eventos realizados.  Os circuitos são bons, a organização é exemplar, a infra-estrutura é robusta, enfim, os eventos são muito bem planejados e implementados.
Gostei, inclusive, da oportunidade havida, por exemplo, na corrida do Centro Histórico de 2009, onde houve a possibilidade de se estacionar em um estacionamento diferenciado e também de se ter antes e depois da corrida um espaço VIP. Um outro exemplo de oportunidade interessante ocorreu na corrida do Horto de Campos do Jordão, quando ao final se teve um brunch muito agradável.

Como você concilia todos os seus afazeres e a prática de esportes?

Sidney: Não consigo levantar cedo, mas tenho boa disposição para correr ao final do dia de trabalho. Na verdade, até prefiro fazer isso, pois sinto que dou um fechamento adequado ao dia.
Na empresa em que trabalho, a ENERSUL, concessionária de energia elétrica do Mato Grosso do Sul, há um arruamento interno que em sua volta máxima tem 1.300 metros e, com isso criei um circuito para a prática de corridas e caminhadas.
Dessa forma, quase todos os dias, entre oito e nove horas da noite, encerro a jornada de trabalho, tiro a gravata e faço de 8 a 10 km.
 

A corrida influenciou alguma coisa na sua vida profissional? Ela já te ajudou? Sente-se mais disposto?

Sidney: Indiscutivelmente, a corrida permite que se tenha mais resistência, seja ela física, seja ela emocional.  Assim, todo corredor está mais preparado para também suportar os desafios profissionais.

Pratica algum outro tipo de esporte?

Sidney: Quando vou ao litoral, gosto de andar de bicicleta. Saio de casa e faço trajetos pesados durante duas horas. Também é uma atividade gratificante.

Você já conseguiu "converter" alguém para a corrida?

Sidney: Minhas sobrinhas, que eram frequentadoras assíduas das esteiras de academia, vieram para a rua comigo. Fizemos muitas corridas juntos. Vários colegas de trabalho também começaram a correr influenciados pelas minhas histórias de corridas.
Como já disse, criei na empresa um circuito para corrida e o inaugurei com um evento que reuniu todos os funcionários. Chamou-se de Projeto Caminhar. Assim, hoje, é comum encontrar ao final do dia vários colegas caminhando e outros até correndo em nossa pista.
No ano passado um grupo deles fez a primeira corrida de rua oficial, fato que fiz questão de registrar em nosso jornal interno. Essa turma agora aguarda com ansiedade a próxima corrida.
Temos, também, uma equipe de revezamento, na qual me integro, pronta para correr nas maratonas em que há essa possibilidade.

Tem algum conselho, dica para quem está começando no esporte?

Sidney: Eu sempre falo para o pessoal que está iniciando e que se queixa que não tem fôlego para grandes distâncias que eles devem diminuir a velocidade para aumentar o tempo sob corrida. Esse é o segredo do negócio. O velho devagar e sempre, afinal de contas, andar todos andam, mas correr durante toda a prova é que é o bonito.
Além disso, aconselho a todos a seguirem seus próprios ritmos. Já presenciei alguns colegas que, ultrapassados por alguém aparentemente em pior forma física, começaram reativamente a aumentar seu ritmo para superá-lo. Isso é bobagem. Cada um de nós tem seu ritmo em função da nossa disponibilidade de treino e é nesse ritmo que devemos nos manter. Aquele que não respeita seus limites acaba a corrida engatinhando.


Na sua opinião, a corrida é somente um esporte ou é também comportamento, estilo de vida?

Sidney: Correr é um estilo de vida. É comportamento ao qual optamos por acreditarmos em seu valor. É o que nos faz contrariar muitas vezes o impulso animal de permanecermos dormindo e irmos enfrentar em um domingo cedo, por exemplo, o gelado vento encanado da rua Líbero Badaró enquanto não dá a largada do Centro Histórico. É o que nos faz encarar com alegria 4°C de temperatura ao longo do rio Guaíba e outras situações que muitas pessoas achariam absurdas. Mas fazemos isso de forma racional exatamente por sabermos, em um balanço final, que o retorno desses esforços é plenamente compensador.

Você acredita que correr também é se relacionar?

Sidney: Sim, seja quando estamos em um time de revezamento, seja quando corremos lado a lado com amigos ou mesmo quando estamos sozinhos, sempre há a oportunidade de se interromper a rotina e conversar sobre coisas e fatos diferentes.




 
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