| Voltar
para Menu das Histórias de Corredor |
|
*Texto
de no máximo 4 mil caracteres [ou duas
(02) páginas]
**máximo cinco (05) Imagens em JPEG - resolução
150 DPIS
OS TEXTOS SERÃO REVISADOS E EDITADOS SEGUNDO
CRITÉRIOS DE REDAÇÃO CORPORE.ORG.BR
Exclusivo para Associados Corpore |
Rita
de Cássia - corredora associada Corpore em Minha
História
"Nossa"
História
Caros
amigos corredores,
É
com grande alegria que gostaria de compartilhar com
vocês uma história que não é
só minha, mas também da minha família.
Sempre
gostei de esportes e ao longo da minha vida pratiquei
vários: vôlei, natação, dança,
academia etc. O problema é que nunca conseguia
ser muito assídua: começava, praticava
por um tempo e parava. Ironicamente sempre detestei
correr! Não tinha fôlego, cansava rápido,
achava um sofrimento. Via notícia de maratona
na televisão e ficava abismada: Como alguém
era capaz de correr 42 Km? Inimaginável!
Certa vez, caminhando numa esteira na academia, observei
que todos a minha volta corriam e senti uma “pontinha”
de vergonha. Pensei: “Puxa vida! Se tantos fazem
não pode ser tão ruim !” E resolvi
tentar.
Comecei intercalando a caminhada com trote e fui evoluindo
até trotar/correr por 30 minutos. Me sentia o
máximo!
Isto
foi em 1995, mesma época em que me casei e fui
morar próximo à USP. Pedro, o meu marido,
já corria por lá e me incentivava à
seguí-lo. Primeiro, consegui “vencer”
a av. da Raia de Remo, depois foi a volta de 6Km e finalmente
o percurso de 10Km com Biologia. Que sensação
boa a corrida me trazia - o bem estar, o equilíbrio,
a liberdade - logo eu que detestava correr, tinha finalmente
encontrado o meu esporte.
O
Pedro por sua vez se empolgava cada vez mais e começava
a participar de umas provas da Corpore. O problema é
que nós corríamos sem orientação,
sem planilha, sem nada! Chegávamos na USP e simplesmente
íamos, cada um no seu ritmo. Óbvio que
acabei me machucando e o Pedro não conseguia
melhorar muito os seus tempos.
Em
1998, ele começou ter a idéia de correr
uma maratona, pois já havia feito algumas meias;
eu seguia lutando com o meu joelho, que após
fisioterapia, infiltrações, cirurgia e
acupuntura, não me deixava correr em paz por
dois dias seguidos. Decidimos então procurar
um treinador. Pesquisamos e escolhemos o Prof. José
Carlos Fernando, o Zeca.
Sob
a orientação do Zeca recuperei o meu joelho
e passei a participar do Circuito Corpore, provas de
revezamento, meias maratonas e, finalmente, maratonas.
O Pedro veio na mesma toada, além de ter uma
melhora de desempenho, o que lhe garantiu até
a honra de ser Marcador de Ritmo na 1º Maratona
Corpore.
Os
amigos (sedentários) e familiares não
compreendiam muito a nossa paixão pela corrida
e comentavam: “Tanto esforço para que?
Você vai ganhar a prova?” “Acordar
cedo no final de semana para correr... de quem, heim?”
Aqui abro um parênteses: atire o “primeiro
tênis” aquele de nós que nunca ouviu
isto! Engraçado como para alguns é difícil
assimilar o conceito do “fazer, simplesmente pelo
prazer de poder realizar”.
Em
agosto de 2001, nas vésperas da Meia Maratona
do Rio, descobri que estava grávida. Novamente
com o apoio do Pedro, a dedicação do Zeca
(que além de orientar meus exercícios
controlou a minha dieta durante a gestação)
e o incentivo do nosso grupo de corrida, mantive a atividade
física durante toda a gravidez, chegando até
a trotar do 3º ao 6º mês e participar
de algumas provas em “dupla”. Foi uma experiência
maravilhosa, uma gravidez saudável e tranqüila.
Me sentia feliz, bonita e muito bem disposta.
Em
03 de maio de 2002 nasceu, de parto normal, a nossa
querida Catharina, uma “bebezona” linda
de 3,515kg e 52cm, “vendendo saúde”.
Minha
recuperação foi muito rápida, após
o resguardo de 40 dias voltei aos treinos, só
que com atenção redobrada na alimentação
e principalmente na hidratação para não
prejudicar a amamentação (e deu certo,
pois amamentei por 11 meses). Em agosto de 2002 lá
estávamos nós correndo a Meia do Rio para
comemorar!
Nossos amigos e familiares nunca mais fizeram comentários
jocosos à respeito da corrida. A minha gravidez,
o parto, a recuperação e a saúde
de nossa filha, são a prova dos benefícios
da atividade física constante e bem dirigida.
Hoje
a pequena Catharina já corre pela casa. Nos vê
na esteira e depois sobe e fica imitando nossos passos
toda contente. Não sei se no futuro ela será
uma corredora, a história dos nossos filhos à
eles pertencem. Nós só escrevemos as “primeiras
linhas” e passamos o resto da vida orientando
e tentando dar bons exemplos, desejando que mais tarde
eles próprios tenham uma linda história
para contar. De qualquer forma, eu e Pedro estamos orgulhosos
que nestas “primeiras linhas” se possa ler:
FAMÍLIA FELIZ, SAUDÁVEL E UNIDA NO ESPORTE!
Muitas
pessoas nos ajudaram a escrever nossa história.
São poucas linhas para tantos amigos, mas deixamos
um abraço para um em especial: Dr. Milton Mizumoto.
Agradecimento
- Dr. Mizumoto
Rita,
fico muito grato pela lembrança.
Como seu médico e Diretor Médico
da CORPORE, só tenho a agradecer a oportunidade
de podermos finalizar uma maratona juntos, até
porque nos últimos três quilômetros
foi você quem me arrastou para a
linha de chegada...
Abraços para você e o Pedro, e continuem
sempre participando das corridas.
Dr. Milton Mizumoto
Diretor Médico da CORPORE
|
Associado
Corpore: Gostou da história que acabou de ler?
Pois então colabore com esta coluna. Divida suas
histórias com outros corredores. Para isso, nos
envie seu texto* e imagens** para minhahistoria@corpore.org.br
e aguarde a publicação aqui no site! Participe
|