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Presidente do Conselho recebe título de Cidadão Paulistano

A noite de 25 de outubro de 2010 foi importante para a comunidade de corredores, especialmente para a Corpore e Amadeu Armentano, pois nessa data ele recebeu o Título de Cidadão Paulistano, no Palácio Anchieta.

Com a presença de amigos, familiares e autoridades, o Plenário 1º de Maio foi o palco da cerimônia.

O evento teve início às 19h, quando o responsável pela iniciativa da entrega do título iniciou a sessão que teve a mesa composta pelo Nobre Vereador Aurélio Miguel, Dr. David Cytrynowicz, Presidente da Corpore, Dr. Octávio Aronis, Vice-Presidente da Corpore, Sua Excelência General de Exército João Carlos Vilela Morgero, Sua Excelência General de Divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz, Sua Excelência General de Divisão Eduardo Wizniewsky, Sua Excelência Desembargador Galdino Toledo Junior, Sr Eder Jofre, Jornalista Ricardo Capriotti, Professor Carlos Ventura e o homenageado da noite, Dr Amadeu Armentano.

Depois da execução do Hino Nacional, tivemos os discursos de David Cytrynowicz, amigo de longa data de Amadeu, e do jornalista Ricardo Capriotti.

Na sequência, Aurélio Miguel fez a entrega do título e então Amadeu, emocionado, fez seu discurso que trouxe agradecimentos e contou um pouco sobre a trajetória iniciada em Campinas e seu amor pela cidade de São Paulo.

Ainda emocionado pela homenagem, Amadeu recebeu os cumprimentos e abraços dos convidados em coquetel após a cerimônia. “Receber esse título traz um sentimento de muita emoção. Ter todos que vieram aqui comigo e saber que eles estavam aqui por mim, para celebrar comigo é indescritível. Amigos, família reunida, neto chegando... é uma grande felicidade”, afirmou o homenageado da noite, lembrando também de quem não esteve presente, mas entrou em contato para mandar suas felicitações, entre eles Ministro Chefe de Segurança Institucional General de Exército Jorge Armando Felix, Ministro do Esporte Orlando Silva, General de Exército Enzo Martins Peri, General de Exército Antonio Gabriel Esper – Comandante de Operações Terrestres, General de Divisão Julio Lima Verde e o Governador Eleito de São Paulo Geraldo Alckmin.

Nobre Vereador Aurélio Miguel,
Autoridades presentes,
Senhoras e senhores,

Querido Amadeu,

Sabemos que a honraria que constitui o recebimento do “Titulo de Cidadão Paulistano” acontece pelas mais diversas razões.

No teu caso, Amadeu, como mostra bem o teu currículo, seguramente é por várias razões. Advogado, poeta, músico e esportista, isto é, como se costuma dizer nas premiações especiais, “pelo conjunto da obra”.

Aqui, hoje, temos diante de nós o “conjunto da obra”. Mas não é assim, via de regra, que acontece o conhecimento que temos das pessoas. Nós as conhecemos gradualmente, por um aspecto ou outro, profissional ou pessoal, em uma circunstância ou outra que nos orienta no sentido da aproximação ou afastamento, obviamente quando temos esta liberdade.

Em se tratando de nós, Amadeu, o primeiro conhecimento se deu a partir de um episódio esportivo, ou melhor, cívico-esportivo.

A conhecida maratona de NY tem na sua véspera um evento festivo, uma corrida café da manhã, com o objetivo de congregar informalmente todas as delegações estrangeiras presentes. Esta corrida se inicia em frente às Nações Unidas e termina no Central Park, onde acontece o café da manhã. Todos os países que tem corredores inscritos, são representados pelas suas respectivas bandeiras. Você foi o porta-bandeira do Brasil ao longo de toda aquela festividade.

A tua vibração contagiante deixava transparecer que tinha algo a ver com a endorfina do maratonista, mas seguramente, também, uma outra substância característica que nem sei nomear do teu envolvimento cívico.

De lá para cá muitas coisas aconteceram e nossa amizade cresceu e eu fui gradualmente entrando em contato com o “conjunto da obra”.

Naquela ocasião a CORPORE estava novamente sendo constituída em sua segunda fase e os nossos interesses comuns nos aproximaram. Falávamos entusiasmadamente de corrida, da CORPORE e de nossos sonhos de constituirmos um clube de corredores à semelhança do clube de corredores de NY.

Lembro-me com toda a clareza uma ocasião em sua casa, você preparava um espaguete especial de meio metro, com um molho picante, delicioso por sinal e que você dizia ser herança de família, talvez vindo da Torre Talao. A cada fala minha mais ponderada e conservadora quanto à CORPORE, você repicava com visões grandiosas relativas ao que o futuro poderia nos trazer. Eu pensava: “O Amadeu gosta de exagerar”.

Confesso que, passados todos estes anos, o teu exagero é realidade.
Idealista, você briga para se aproximar dos teus ideais e com isso contagia a quem está a tua volta. Firme, determinado, às vezes briguento e muito emotivo, afinal, calabrês!

Usando tuas palavras “Sou basicamente legalista, fiel aos fieis e honestidade não é adjetivo qualificativo, é inerência ao ser humano”. Estas são as qualidades que seguramente te favoreceram para tão bem servir a nossa CORPORE, como presidente do Conselho por tantos anos.

Hanna Arendt, uma renomada filósofa alemã, escreveu: “A coragem libera os homens de suas preocupações com a vida para a liberdade do mundo”. Posso dizer que para você Amadeu, coragem nunca faltou.

Para terminar, vou confidenciar uma brincadeira que muitas vezes fazemos por nos entendermos fraternalmente próximos, nos referindo um ao outro pelo nome que cunhamos “Armentanowicz”.

Podemos agora dizer, com esta honraria que tão merecidamente você recebe, que nós de origens tão diferentes e distantes, e que nos encontramos e nos aproximamos nesta nossa São Paulo que acolhe o mundo, temos nela um berço comum.

Salve Amadeu, parabéns.

                                                                                        David Cytrynowicz

 

Eu não tenho a eloqüência da casa, mas tenho a objetividade do jornalismo. O David já fez uma apresentação bastante precisa daquilo que é o Amadeu e eu queria arrematar somente dizendo que aquilo que o Amadeu propaga hoje, a saúde, o bem estar, a qualidade de vida, e que nós estamos repetindo bastante em nosso dia a dia, e eu repito muito isso na radio Bandeirantes, no Band Sports, o Amadeu já faz há muitos anos.

E isso é motivo de orgulho para todos nós que hoje propagamos saúde e qualidade de vida em uma cidade que muitas vezes maltrata os cidadãos, maltrata aqueles que querem buscar uma melhor qualidade de vida, uma melhor condição de saúde.

E o Amadeu tem feito isso há muitos anos com qualidade, com dedicação, com amor. Tem honrado a Corpore, tem honrado aquilo que ele colocou como objetivo de vida.
Amadeu, parabéns. Esse é um titulo que você vai carregar para sempre, um título que todos nós, seus amigos, nos orgulhamos de estar dividindo hoje.

Ricardo Capriotti

 

Feliz o homem que faz o que gosta. E, no caso do meu amigo Amadeu Armentano, feliz o homem que consegue tempo para fazer tudo aquilo que gosta.

Esqui aquático, futebol, mergulho, poesia, música, maratona e culinária. Essas são algumas das atividades que despertam o interesse e, por isso mesmo, a paixão de Armentano.

E feliz eu me sinto nesse momento ao poder entregar a esse campineiro brilhante e determinado o título de cidadão paulistano.

Caro amigo Armentano, existe entre nós muitos esportistas talentosos. Conhecemos você, eu, incontáveis praticantes de esportes. Desde aqueles que fazem dessa prática a sua profissão até aqueles que encontram nos treinos e competições um gênero de vida.

Mas são poucos os que, a exemplo do que você faz, dedicam tempo e esforço para que cada vez mais pessoas possam praticar esporte em nosso país. Sua atuação na Corpore é exemplar. Que digam os milhares de filiados abrigados por essa entidade.

Futebolista de pouco talento, maratonista de fôlego, dirigente competente, poeta inspirado, cidadão exemplar, pai amoroso, amigo fiel e, com o mesmo empenho e paixão, brasileiro cheio de orgulho de sua nação! Esse é o Amadeu que estamos homenageando hoje. Se cada uma das modalidades esportivas do Brasil contasse com um brasileiro como Amadeu Armentano e muitas histórias de sucesso teríamos para contar. O agora cidadão paulistano Armentano é exemplo a seguir.

É uma enorme satisfação lhe entregar essa comenda, justa homenagem a uma pessoa que soube retribuir em serviços cívicos tudo aquilo com que a vida lhe brindou. Esportistas somos muitos. Mas esportistas com visão cidadã da pratica física como forma de aperfeiçoamento social e pessoal, são poucos. E menos ainda os que arregaçam as mangas e lutam pelo que acreditam.

Somente por isso já seria justificados você receber o título de cidadão paulistano.
Mas esse brilhante cidadão, também advogado formado na São Francisco, ainda carrega em si as virtudes da honestidade, fidelidade, honradez e sobretudo, um amor sem medidas pelo esporte.

Parabéns Armentano

Aurélio Miguel

 

Meus amigos,

Vou começar esta fala, tomando a liberdade de inverter momentos, ou seja, é praxe, ao final, virem os agradecimentos, mas, vou começar agradecendo, antes de tudo e mais nada, a meu Deus, que permitiu-me estar hoje aqui, vivendo este dia especial, em que estou sendo considerado filho do coração, desta pródiga mãe que é a cidade de São Paulo, agradeço a meu irmão maior, dentre todos os da espiritualidade, Jesus Cristo, norte a ser seguido e a alguns de seus agentes Milton Mizumoto, Maria Cecília Damasceno, Patrícia Alves de Oliveira, Marcos Fassheber Berlinck e Edmir D´Ottaviano.

Agradeço aos antepassados, notadamente à Cecília d´Ottaviano Armentano, minha mãe, a Giuseppe Vincenzo Raphaelle Armentano, meu pai, a Oswaldo Petta, meu sogro, a meus avós Adelaide Mungioli d´Ottaviano, Cesino Cesare d´Ottaviano, Giselda Perrone Armentano e Amedeo Rocco Armentano.

Reverencio-os e peço bênçãos à Sra. Dionilde Petta, à Sra. Maria Barros Figueiredo Ferraz, ao Prof. Manoel Figueiredo Ferraz, ao Sr. Eladir Granetto e ao General Luiz Faro. Agradeço à Sra. Iumie Fujisawa e ao Sr. Akira Fujisawa, pais de meu querido genro Frank Yutaka Fujisawa, a quem quero como filho, à minha irmã Silvia Maria Cristina Armentano, primos e sobrinhos, a meus afilhados Luiz Cesar Aguirre D´Ottaviano e Felipe Armentano Haddad, a meus filhos Roberta Borgneth Armentano Fujisawa e José Vicente Raphael Armentano que me foram confiados por mercê do alto e que a bem da verdade tem muito me ensinado, e em não raras ocasiões invertendo-se os papéis, sem que eu saiba ao certo se sou pai deles ou se eles são meus pais.

Agradeço a dadivosa vinda de Pedro Ryu Armentano Fujisawa, meu neto rebento de boa semente em terra boa o que certamente redundará em bom fruto.
Agradeço a você Marlise, minha mulher, que a esta altura da existência, vejo como mais um carinho do Pai, dando repouso, aconchego, compreensão e amor, a quem tem procurado lutar o bom combate.

Sou um homem feliz e hoje especialmente hoje, estou feliz e quem está me proporcionando esta felicidade é você Aurélio Miguel, amigo de longa data, ídolo de sempre, a quem sou grato, com aquela gratidão calcada em amizade, respeito e admiração, espargindo meu melhor reconhecimento à sua equipe, a quem abraço, na pessoa de Marcel Jofre, incansável, competente e preciso.

A você David Cytrynowicz que há anos criou a figura simbiótica Armentanowicz, agradeço a saudação, que só poderia vir de peito eivado por suspeição, agradeço a excelência do convívio, que vem de sempre e se for por minha vontade, embora sempre seja muito tempo, espero que seja, para sempre.

Hoje especialmente hoje, e só por hoje, peço autorização, aos que detêm o direito de concedê-la, para que use de maneira quase desabusada o pronome meu, em gênero e número.

Se vocês bem se lembram eu já chamei Deus de meu, Jesus Cristo de meu, logo, não vejo grandes óbices em dizer, minha Corpore ou meu Exército, minha Cavalaria, minha Confraria dos Camaradas de Cavalaria minha Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, meu Centro de Renovação Espiritual, o CRE, minha Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, minha corrida, minha TV Band Sports, meu Jornal Atividade Física, minha Poesia, meu, minha, meus, minhas e num rasgo de ousadia chamá-los-ei a todos de meus, hoje, só meus e não abro mão de nenhum de vocês.

E é a vocês que conto, que canto, o meu canto, meu conto de vida.
De quem venho, vocês já sabem, quem tenho, vocês também sabem e sabem ainda quem de mim veio, prólogo do canto que ora conto.

Nasci em Campinas de mãe d´Ottaviano, família grande conhecida, daquelas tradicionais com primos, primas, tios e tias, tios avós e afins, sem fim, o suficiente para em uma reunião dos d´Ottaviano, terem lotado o Jockey Club de Campinas e muitos d´Ottaviano não puderam ir.

Vim para São Paulo, para a casa paterna, Armentano, poucos eram os Armentano, mas com uma longa e histórica história na Itália de origem, tendo vindo para o Brasil, por questões políticas italianas onde meu avô Amedeo desempenhou marcante papel.
Quando tinha três anos meus pais voltaram a residir em Campinas e em 1959 voltamos em definitivo para São Paulo.

Devo lhes confessar, eu detestei, tudo era muito frio, eu, longe de meus amados tios Lilito, Nelson, Ernesto, César e Eneide, longe de lá, onde eu tinha minha infância, minha liberdade, minha rua, aqui não.

Durante anos, tanto nas férias de meio quanto nas de final do ano, meu tio Lilito, Luiz d´Ottaviano, me pegava na noite do último dia de aula e me devolvia na noite do último dia de férias, não sem lágrimas, mas, e o mas existe, fui crescendo, fui me habituando, fui conhecendo e pelas mãos da maior das paulistanas que conheci, minha avó Giselda Perrone Armentano, fui tirando os véus do cinza, que já não era tão cinza, tinha matizes de azul e estrelas, fazia frio com garoa peneirada, aos domingos o cheiro do molho de macarrão, receita bicentenária dos Armentano, aromatizava a casa toda e o indefectível som do piano, tocado por meu avô.

Quando minha avó contava das coisas de São Paulo, não raro usava uma expressão toda sua He, He, São Paulo, como admiração e orgulho.
Aprendi que o “Non ducor duco”, no escudo da bandeira da cidade, criado por Washington Luiz quando prefeito de 1914 / 1919 exprimia a liderança de quem sabe e quer liderar “não sou conduzido, conduzo”.

Dos bondes abertos de Campinas, comecei a passear de Bonde Camarão, ora com minha mãe, ora com minha avó, ficava fascinado e o cinza, sem que eu me desse conta foi sumindo, sumindo até que, desapareceu nas curvas de um caminho cheio de bolas de gude, jogar peão, carrinhos de rolimã, jogos de botão, empinar papagaio, jogar bafinho (bater figurinha), brincar de mocinho, jogar futebol pela Congregação Mariana da Igreja do Calvário, no areião, onde hoje encontra-se famoso Shopping, no final da Av. Rebouças, Externato Jardim América, Colégio Paes Leme quando, aos 15 anos fui apresentado por meu primo Serafin Chiodi Neto, o Pingo, ao primeiro de meus esportes náuticos, o Ski, com o Pingo e sua irmã Maria Augusta, a Marilu, então Campeã Brasileira de Ginástica Olímpica, em meados da década de sessenta, tive meu primeiro contato com o esporte levado a sério, como deve ser, com método, disciplina, constância e prazer, muito prazer.

1968 chegou e eu fui para o Exército, alistei-me no quartel da Rua Manoel da Nóbrega, na unidade da Cidade de São Paulo, alistei-me no Rec-Mec que à época servia como referência, ou seja, quando alguém não sabia onde ficava a Rua Manoel da Nóbrega, vinha logo a orientação, é a rua do Rec-Mec e estava esclarecida a dúvida. Sem dúvida era a unidade mais afim à população paulistana, era o Esquadrão Anhanguera – o 2º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado, o meu Esquadrão, onde sedimentei minha brasilidade, onde conheci a Arma de Cavalaria, a minha Cavalaria, Arma de Heróis, de Andrade Neves e Osório o Legendário, arma ligeira que transpõe os montes e hoje, logro a honras jamais pensadas, em ver meu nome ser dado em caráter permanente, à Taça Anhanguera, láurea esportiva máxima da unidade, por determinação do então Comandante Major Roberto Luiz Teixeira da Costa, em 1980, por ter sido o último campeão da Taça Anhanguera em 1969 e junto aos meus confrades de Cavalaria tê-lo, em placa aposta no pavilhão de honra em Osório, no Rio Grande do Sul, torrão de nosso patrono.

Arma ligeira que transpõe os montes onde sirvo até hoje e servirei sempre até meu último momento envolto no manto sagrado verde-oliva que hoje chamo de meu.

Baixa honrosa, seguida de vestibular, indo desaguar na casa de José Bonifácio, o Moço, Júlio Frank e tantos outros, a velha e sempre nova academia, a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, a São Francisco, do XI de agosto, a casa mãe cantada nas trovas oradas pelos estudantes, na quadra de Guilherme de Almeida, “Quando se sente bater no peito heróica pancada, deixa-se a folha dobrada enquanto se vai morrer.”

Velha academia onde entrei com carta de apresentação, à época se usava, de Gofredo da Silva Telles Jr. Que dizia “tive a honra de ser professor do pai e terei a honra de ser professor do filho” e saí da faculdade de braços com o mestre José Carlos de Ataliba Nogueira, patrono da minha turma e que após a colação de grau, foi para minha casa num preito de amizade a meu Avô Amedeo, seu par na Egrégia Ordem Militar dos Cavaleiros Malta.

Queridos tempos acadêmicos, um oceano de cultura do qual logrei algumas poucas gotas. Arcadas queridas dos bedéis entre eles o Pingüim amado por todos, arcadas queridas das tomadas da faculdade, dos intermináveis debates jurídico / políticos ou absolutamente “non-sense”, do coral do XI, da atlética, arcadas queridas, marca indelével.

Com indicação do Professor Manuel de Figueiredo Ferraz ingressei na Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra onde convivi e aprendi com os colegas de turma a 22, entre outras coisas, que todos podemos e devemos, supra religião ou política apresentar soluções para os grandes problemas nacionais, após serem exaustivamente estudados com isenção que só a análise não tendenciosa pode dar.

Convidado por ex-colegas da Adesg, a pensar soluções, isto em princípios da década de 80, para o afunilamento e conseqüente acúmulo das ações impetradas e notadamente em primeira instância, resultou em trabalho baseado no estudo de direito comparado adequando-o da forma do direito americano para o nosso direito, tendo cepas distintas, com vistas ao desafogo do acúmulo processual, na instituição americana das cortes distritais, apresentado aos então Secretário da Desburocratização do Estado de São Paulo, Fausto Rocha e do Ministro da Desburocratização Hélio Beltrão.
Tempos mais tarde, nos foi oficiado que veio a contribuir na criação dos Tribunais de Pequenas Causas.

Concomitante, mercado financeiro, distribuidoras, corretoras, bancos de investimento, open-market, operações inéditas, num momento inédito.

Jazz, levado por Austin Noschese Roberts, o melhor Trumpet de Traditional Jazz do país, conheci o Opus 2004, na Consolação, era nosso Blue Note, anos tocando Washboard, com Traditional Jazz Band, São Paulo Dixieland Band, Brasilian Jazz Stompers e em dupla com o saudoso Maestro Fernando Tancredi ao piano.

Entre ser Jazzista ou executivo, tive de optar pelo segundo, mas sem esquecer de viver a arte, a literatura, fazer parte dela, o que anos mais tarde traduziu-se em violão, poesia, pensamentos e reflexões, nos livros Di Versus, Caçador de Utopias, Cantos e Banzos (no prelo) e no ensaio filosófico Temporis.

Sempre ligado ao esporte, fazia a chamada cultura física como meio, para auxiliar-me em meu esporte fim de então, a caça submarina que pratiquei por aproximadamente 12 anos.
Até que, de repente, como disse o poeta, aparece sabe-se lá de onde, a corrida, pelas mãos de Sérgio Américo de Freitas, isto na década de 80 e o encanto o conhecimento e o convencimento de que este, definitivamente, era meu caminho.

208 provas oficiais depois, vejam quanta sorte tive, o quanto fui abençoado, 12 maratonas, 1º Porta Bandeira Oficial de seu país na Maratona de Nova Yorque durante 5 anos consecutivos, 19 São Silvestres, provas, amigos, amizades jamais pensadas e a Corpore, 1991 reuniões de alguns poucos em uma famosa academia e algum tempo depois, Yves Mifano, levou-me a fazer parte do Conselho Deliberativo, até que fui convidado por David Cytrynowicz e Octavio José Aronis a ser Presidente deste Conselho, cargo que ocupo ainda hoje, por bondade dos conselheiros e vistas grossas às minhas limitações.
O Octávio diz que a Corpore é como um filho, verdade, é como um filho, no que diz respeito ao amor à criação e seu desenvolvimento, é um filho.

Há quase duas décadas num determinado dia na casa do David, conversamos e convergimos para um mesmo objetivo, para uma mesma causa, por puro idealismo, juntando-se a isto enorme prazer em fazê-lo, praticar nosso esporte e ter um instrumento de saúde, educação e cidadania, ombro a ombro com grandes do meu tempo, aos quais muito me esforço para poder acompanhar, personificados todos na pessoa de David Cytrynowicz um marco no atletismo de rua nacional, a quem agora a grande imprensa já começa a fazer jus.

Corpore de todos nós, veículo de Fé de todos nós.

Por conseqüência convivo e tenho como amigos grandes atletas e afins contemporâneos a exemplo de Aurélio Miguel, Eder Jofre, Fabiana Murer, Elson Miranda, Carlos Gomes Ventura, Tomiko Eguchi, Ida Álvares, José João da Silva, Lars Grael, Joaquim Cruz, Paulo Almeida, Zequinha Barbosa e o eterno, querido, Adhemar Ferreira da Silva.

Não bastasse escrevo há anos no meu jornal Atividade Física, nos últimos sou comentarista de atletismo na minha TV Band Sports, jamais poderia esperar tanto, jamais poderia, jamais cometeria a temeridade de sonhar com tanto, jamais terei tempo ou palavras para reconhecer tudo o que a vida me traz.

Os gregos antigos não faziam obtuário, perguntavam, ele viveu com paixão?
Claro está que o verbete paixão neste contexto, não implica volaticidade, impulso ou brevidade e sim, ele amou o que fez ou ainda o quanto ele amou e se amou, quanto do que ele fez, ele amou?

Quanto mais a porcentagem ultrapassar os 50%, melhor ele viveu, melhor proveito levou desta existência, melhor foi aos que o cercaram.

Sou convicto de que ao menos até agora, minha conta de amar o que fiz e faço, ultrapassa os 50% esperando que o mesmo aconteça no que leguei, lego e farei tudo para legar o melhor de mim aos que me cercam.

À minha mãe do coração, posso e devo deixar claro que levarei sempre dentro do meu coração, o orgulho de ser, seu filho do coração, escolhido e acolhido por ela, minha mãe do coração.

Cidade de São Paulo, Muito Obrigado.

Amadeu Armentano

 



 
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