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Ergoespirometria: procedimento de auxílio no tratamento da obesidade

30/04/2013, por Dr. Milton Mizumoto
O fenômeno “engordar” é uma característica dos seres vertebrados que através do aparelho circulatório capta os nutrientes energéticos (aminoácidos, lipídeos e glicose) do aparelho digestório e armazena nos adipócitos como moléculas osmoticamente neutras (triglicérides e ácidos graxos). Contudo, este mecanismo de adaptação das espécies, que armazena energia para os dias de privação deste a pré-história, começa a entrar em desequilíbrio quando o homem nômade instala-se em campos férteis e inicia a era da agricultura. Desta forma, não é mais necessário caminhar distâncias enormes na busca de alimentos, este nômade torna-se agricultor, terá e consumirá mais alimento do que o necessário para sua sobrevivência. Regra básica, ganhar mais e gastar menos somado a todas as alterações adaptativas do homem pelo ambiente inóspito anterior, teremos a obesidade por excesso de alimentos e falta de atividade física.
 
A descoberta de várias as alterações nutroneurometabólicas envolvida na etiologia da obesidade, preconiza inúmeras terapêuticas medicamentosas ou comportamentais. Dentre as terapêuticas comportamentais a Atividade Física aliada à Dietoterapia Nutrológica torna-se imprescindível. Contudo, como prescrever esta atividade física?
 
Se a lipólise dos triglicérides intra-adipocitários ocorre após aproximadamente 30 minutos de atividade  física aeróbia, já a via da oxidação dos ácidos graxos intramuscular inicia gradualmente poucos minutos após o início da atividade física. Esta oxidação dos ácidos graxos dentro das mitocôndrias musculares será proporcionalmente maior do que o glicogênio muscular quanto menos intenso for a contração muscular. Então como mensurar a intensidade da atividade física?  Embora exercícios leves utilizam como substrato mais ácidos graxos do que glicogênio ou glicose, a quantidade total de calorias dispendida por minuto será menor do que em exercícios intensos; ou seja caminhar é mais aeróbio do que correr, contudo em 1 hora de corrida dispende quase o dobro de calorias que 1 hora de caminhada.
 
Como calorias é uma unidade de trabalho (1 cal = 4,186 joules = Trabalho = Força x Deslocamento), a mesma distância “percorrida” caminhando ou correndo gastará a mesma quantidade de calorias; porém na caminhada a contribuição energética do substrato lipídeo é maior do que na corrida; já na corrida a contribuição do substrato glicogênio será maior do que na caminhada.
 
Desta forma, a Ergoespirometria com a medida do VO2 máximo e respectivos Limiares Ventilatórios (LV1 e LV2) são essenciais para a prescrição da intensidade do exercício individualizado ao respectivo grau de condicionamento físico do paciente, que pratica a atividade física para otimizar a oxidação de ácidos graxos.
 




 
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