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Brasileiros cruzam fronteiras para correr maratonas

09/01/2014, por Gustavo Simon
Brasileiros cruzam fronteiras para correr maratonas de até 90 km ao redor do mundo

Em 3h42 o administrador Celso Ribas, 61, foi e voltou de leste a oeste em Paris: desceu a avenida Champs-Elysées, passou pelo museu do Louvre, cruzou o bosque de Vincennes, margeou o rio Sena, viu a torre Eiffel, entrou no bosque de Boulogne e retornou ao Arco do Triunfo.
 
Não a bordo de um ônibus de city tour, mas correndo.
 
Ribas é só um dos milhares de brasileiros que empreendem viagens para disputar grandes corridas de rua. Só da maratona de Paris, neste ano, participaram 497 brasileiros. Na de Amsterdã, 632 -há cinco anos, eram 90.

Na prova Paris-Versailles, de 16 km (um a mais que a São Silvestre), só não há mais brasileiros do que franceses; os 307 corredores do país neste ano (59 em 2010) formaram um grupo maior até que o de belgas, vizinhos da França.

Chegada da corrida Disneyland Half Marathon, em setembro, que teve a participação de quase 18 mil competidores

Competidores correm a maratona Two Oceans, na África do Sul
 
Imagem dos competidores da corrida Patagônia Run
 
"Quem corre uma maratona, especialmente pela primeira vez, quer uma prova de trajeto plano, com temperatura amena e estrutura confiável -o que poucas provas no Brasil têm", diz Marcos Paulo Reis, dono da assessoria esportiva MPR, uma das principais de corrida.
 
Por isso, a maratona de Chicago, uma das mais planas, viu o número de brasileiros subir de 291 em 2009 para 567 em 2013; em Berlim, passamos de 414 para 600 no mesmo período.
Mas não são apenas provas de rua que têm visto um aumento do verde e amarelo em suas fileiras de participantes.
 
"Com o amadurecimento das corridas, em que o desafio move as pessoas, outras modalidades também têm atraído atletas -aquelas em que o tempo importa menos", diz Mário Sérgio Silva, da assessoria esportiva Run&Fun.
 
São corridas que cruzam montanhas, feitas sob temperaturas próximas a 0°C ou que se estendem por 90 km. Duas provas disputadas no frio da Patagônia argentina exemplificam isso.
 
Na Patagonia Run, não havia brasileiros na primeira edição, em 2010; Em 2013, eram 589 -número inferior apenas ao de argentinos; a Meia Maratona do Glaciar, em El Calafate, viu o volume de brasileiros mais do que dobrar entre 2012 e 2013: de 42 para mais de cem pessoas.
 
A Two Oceans, misto de corrida de aventura, meia maratona (21 km) e ultramaratona (56 km) na África do Sul, viu a presença de brasileiros crescer de um, em 2005, para 195 em 2013. No mesmo país, a ultramaratona Comrades teve 44 brasileiros há cinco anos; em 2013, foram 132.

MANUAL DO 'MARATURISTA'
 
PRÉ-VIAGEM
 
Dedicação aos treinos é fundamental: maratona não é para qualquer um
Estudar bem as características da prova, como trajeto e clima (temperatura e umidade) pode ajudar a escolher seu destino
Atenção à inscrição: poucas agências a incluem no pacote; maratonas como as de Nova York e de Londres têm inscrição disputada, feita por sorteio
Mas agências podem programar jantares, traslados e massagens
Leve o calçado na bagagem de mão, para não perdê-lo se a bagagem se extraviar -é essencial usar tênis amaciado
 
NO DESTINO E NA PROVA
 
Chegue uns dias antes da prova, para se habituar ao clima e ao fuso horário; muita antecedência atrapalha, é preciso preservar o corpo
Mantenha a disciplina à mesa e evite tomar álcool
Antes da prova, prefira passeios que não exijam caminhadas longas e descanse bastante
Visite a feira da prova para retirar o kit e tirar dúvidas
Programe-se para o dia da prova: em maratonas como as de NY e Disney, é preciso pegar uma van até o ponto de largada
Tome café da manhã duas horas antes da prova; evite alimentos que não tem hábito de comer
 
PÓS-MARATONA
 
O desgaste de uma maratona é natural; no dia após a prova você não terá tanta energia

Fotos: Divulgação
Matéria originalmente publicada no jornal Folha de São Paulo de 12 de Dezembro de 2013


Na matéria do link, o Calendário de Provas da AIMS.
 


 
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