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Minha História: Marina Figueiredo

21/02/2014, por Marina Figueiredo
A corrida apareceu na família com meu tio Paulo, que incentivou meu pai, que se casou com minha mãe.

Dessa história de amor, dois espermatozoides fecundaram um óvulo. O primeiro que ganhou aquela corrida deu origem a mim. Dois anos e meio depois, o vencedor da outra corrida deu origem ao meu irmão. Desde muito cedo, sabíamos que pra viver, era preciso correr!

Após o casamento, meu pai pôs minha mãe pra correr (apenas literalmente, ainda bem!). Esse também seria o destino dos dois filhos, tão logo suas articulações estivessem preparadas para a prática da corrida. Antes de isso acontecer, no entanto, todo santo domingo, eu e o Lucas éramos acordados para andar de bike, acompanhando meu pai e minha mãe em sua corrida. (Nos domingos de manhã, muitos iam à missa. Nós íamos ao Ibirapuera, e essa atividade também era sagrada).


Mas, nem sempre tudo foram flores... A preguiça ainda fazia parte do meu dicionário e muitas vezes eu torcia para que eles fossem correr e me deixassem dormindo. Depois de um tempo, a bike começou a ficar em casa, e comecei a correr com meus pais. Por volta dos 10 anos de idade, meu pai, já então diretor da CORPORE, me levava para corridas infantis. Muitas vezes, porém, isso tudo ainda era algo parecido com uma obrigação. Como minha mãe sempre dizia, corríamos por “livre e espontânea pressão”!

E depois de “aquecida” nessa panela de pressão, comecei a pegar gosto pela coisa.

Lá por volta dos meus 15 anos, passei a correr de verdade. Não que antes fosse de mentira, mas é que dali em diante, a corrida passou a fazer parte da minha vida de um modo meu. A decisão de correr já não era dos meus pais, mas minha. O incentivo continuaria sempre (e certa cobrança também), mas eu já sabia da importância da atividade física...

Como toda menina, fiz balé. Depois tentei ginástica olímpica, jazz, vôlei e tênis (esses dois últimos, ninguém jamais diria!)... Fiquei um bom tempo na natação. Fiz dança contemporânea e karatê. Na faculdade, experimentei até o judô. E durante todo esse tempo, a corrida sempre esteve ali...
Como já faz 10 anos, e daquela época não temos tantos registros, é difícil dizer quando fiz meus primeiros 6, 10, 15, ou 21km...

Sei que no final de 2006, corri uma São Silvestre (15km), debaixo de muita chuva. Lembro-me de passar pela Sanfran e dizer: “Mãe, olha a minha escolinha!”... Dois meses depois aquilo se tornaria realidade. E foi então que eu entrei para a Equipe Flecha, como fundista. Em 2007 e 2008, eu não faltava por nada aos treinos de atletismo (no belo horário das 22h à meia noite). A questão é que em 2009 decidi que esses treinos não correspondiam exatamente ao que eu mais gostava: correr longas distâncias. (As provas femininas de fundo mais longas tinham 3km.)

Sei também que em abril de 2008 corri minha primeira prova de meia maratona (21,1km), pela CORPORE.

Pois bem, esse era só o começo... Nem fácil, nem tão difícil, mas certamente uma largada...

A corrida corria pelo gene da família... Até a cachorra não escapou dessa sina! E olha que ela não é nenhum galgo (aquele cachorro magro de pulmão grande), nenhum golden ou labrador, mas uma mini schnauzer! Pois é, certa vez minha mãe correu 10km com ela! (e você aí dizendo que não aguenta nem 5km! rs)

Se a minha cachorrinha podia correr 10km, achei que, aos 25 anos,  eu poderia correr uma maratona.

O grande culpado era meu pai, que tinha 11 maratonas no currículo, e melhor tempo de 3h20 (ritmo de 4min44s por km!). Foi ele quem me ensinou a correr, agora era ele quem me diria que eu poderia per-correr 42km...

42 era um sonho que eu ainda pensava ser distante. Mas quando comecei a fazer vários treinos de 21, quis quebrar esse recorde. Foi num domingo, sozinha, sem compromisso pro resto do dia, que completei 25km. Dali uns meses, 27km. Véspera de Natal, mais um 25km. Daí eu comecei a acreditar na maratona como algo mais próximo. Isso porque, para se correr 42, você treina até 30km, ou um pouquinho mais que isso, dependendo do treinador.

E falando em treinador... Esse era o momento para procurar um. Por algum tempo, meu pai pensou em me treinar. Mas daí já viu, viveríamos brigando (mais! rs)

A sorte é que ele mandou um email pro Marco Antônio Oliveira, o Marcão, um expert em corridas de longa distância, com quem ele havia treinado anos atrás. E o Marcão disse que me treinaria...
"Vão encarar ou vão afinar?" Com essas palavras do Marcão, A MARATONA VEIO À TONA!
Detalhe: o Marcão (Marco Lóng) mora em Xangai, na China. Trata-se de um treinamento à distância, com um acompanhamento que parece que ele está ao meu lado. Emails. Skype semanalmente. We chat (espécie de whatsapp) quase todo dia. Planilhas no computador. Garmin Connect acompanhando todos os meus passos... Aaaah, o século XXI...

2013 foi o ano da maratona. Em 25 de agosto de 2013, virei maratonista e experimentei essa sensação ímpar de superação. Foi uma das melhores experiências da minha vida.


Continuei treinando com o Marcão. Sem pretensões de correr outra maratona, por ora. Acho que ainda sou nova e terei tempo para me dedicar a outras. Agora posso focar em melhorar meus tempos nos 10km e na meia. E continuarei correndo... porque, afinal, correr: “É divertido, é desafiante, é conveniente. Queima calorias, faz bem para o corpo, para alma, para a mente. Ajuda a relaxar, alivia o stress. Dá mais energia, motiva, leva mais longe! Melhora a saúde, a auto-estima, melhora o dia! É meu tempo de pensar, e meu tempo de esquecer. É minha terapia. É nossa forma de voar.”




 



 
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