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Ewerton
Alves de Souza - corredor associada em Minha História
Tive
o primeiro contato com corrida de rua há três
(03) anos na maratona de revezamento do Pão de
Açucar, na época realizada no parque Villa
Lobo. Terminei a prova em 55mim, fazendo os 10km, e
me sintonizei com o esporte.
Na época, além de ter o costume de beber
uma cervejinha quase todos os dias, também fumava
cerca de 6 cigarros por dia. No ano seguinte participei
da 10ª edição da maratona de revezamento,
já na USP, e com a vida mais regrada consegui
percorrer os 10 km em 45 mim.
No ano passado, por problemas pessoais e profissionais,
além de abandonar o esporte, retornei a vida
sedentária e de volta ao vício maldito
(que aliás não havia acabado com ele).
No final do ano, em uma corrida de final de semana me
contundi, aí resolvi mudar radicalmente minha
vida.
Iniciei o ano (logo no dia 2) com a promessa de dar
fim aos vícios e com uma ligação
ao personal trainer que tinha me assessorado nas duas
provas de revezamento. Na conversa, após os cumprimentos,
disse a ele que tinha o desejo de correr uma maratona
nesse ano de 2.004. Ele concordou com a condição
de que eu mudasse radcalmente minha vida. Concordei
e aí selamos um pacto.
Me filiei à Corpore, fiz a prova de 12 km e meia
maratona ambas na USP, como parte de treinamento e,
após seis meses de muito treino, dedicação,
abdicação, livre de todos os vícios,
fui correr a maratona de Blumenau/SC.
Finalizei
a prova em 3h32 min. e confesso que jamais tive tamanha
sensação, tamanha emoção.
Liguei para o técnico e preparador físico
e contei que tinha completado a prova com apenas 2 min.
do tempo que estávamos programando.
Após liguei para uma amigo e incentivador, também
maratonista (com mais de 15 maratonas), e após
os parabéns e congratulação me
perguntou se eu havia chorado na chegada. Minha resposta:
cheguei há 15 min e até aquela hora não
havia parado de chorar. Tudo bem que não sabia
na hora se era de emoção por completar
a prova e resistir a todo o treinamento (6 meses), ou
se era de dor (não tinha força nem para
lamber um selo).
Essa é minha história, hoje já
estou me preparando para a maratona de Curitiba.
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