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Puxadores de Ritmo, Coelhos ou Pacemakers

16/11/2004, por Corpore

Na Corrida Corpore-Shopping Aricanduva, ocorreu uma situação que deixou preocupação à organização da prova. Um dos atletas foi estimulado a continuar e ganhar posições pelo estímulo externo de dois outros atletas que entraram no percurso em determinado momento da prova. Literalmente comportaram-se como coelhos ou puxadores de ritmo do corredor que disputava um dos cinco primeiros lugares.

Pelos regulamentos da FPA tal colaboração só é permitido se o Congresso Técnico ou a Comissão Organizadora assim o permitir isto após comunicação a todos os integrantes. Quando realizamos a Maratona Corpore, no Congresso Técnico, ficou estabelecido quem seria o puxador e em qual ritmo atuaria. Porém em nossas provas normalmente acabamos por não realizar os Congressos Técnicos e o bom senso deve prevalecer, mas não foi o que aconteceu.

Em algumas provas internacionais, no qual o organizador, possui verba especifica para esta ação, pacemakers ou puxadores de ritmo são contratados para ditar o ritmo da prova ou até mesmo visando a quebra de tempos. Quando Paul Tergat superou a melhor marca da maratona, utilizou dois coelhos. Paula Radcliffe, utilizou dois atletas homens para conseguir superar o recorde mundial na Maratona de Londres.

Entre os brasileiros o atleta Vanderlei Cordeiro de Lima, 1994, na cidade de Reims ( França) saiu como coelho e acabou ganhando a prova. Elias Bastos, em Cleveland (USA), 1997 acabou chegando em 4 lugar após liderar a prova alguns quilômetros.

Todos estes casos foram previamente combinados, não os resultados, obviamente.

A CBAt nas provas mistas introduziu a largada diferenciada entre as mulheres e homens nas elites, pois a condução ética dos homens nas corridas estava atingindo proporções que estavam atrapalhando as mulheres na obtenção de seus melhores tempos.

Em uma corrida de rua esta prática entre os amadores é até salutar e de congraçamento, no entanto quando estamos lidando com primeiras colocações já passa a ser passível de punição, segundo normas e regras da CBAt.

Observe-se que em nenhum momento é permitido ao coelho entrar no decorrer da prova para exercer seu papel de puxador de ritmo. A norma solicita que nem patins, bicicletas, podem estar circulando no percurso da prova, o que caracteriza ajuda externa, como também não se pode tomar líquidos fora do local estipulado pelos organizadores da prova.

A Corpore em primeiro momento orienta e depois passa a adotar como penalidade em tudo o que se refere na melhora e proteção ao atleta e neste caso, não será diferente,aos primeiros colocados as ajudas externas serão passiveis de desclassificação do atleta, ajuda independente se resultou em melhora ou não para o seu desempenho no evento.

Solicito aos técnicos que orientem os seus atletas para que não fiquem coniventes com este tipo de ajuda e aos demais atletas que não coloquem estes atletas em situações de desclassificação.

Departamento Técnico
Mario Rollo Diretor



 
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