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Voluntários Corpore - Pierre Georges Neufeld

11/03/2005, por Marcel Trinta

Na série de voluntários Corpore já mostramos o dia-a-dia de Marilucia e Jorginho, dois diretores da entidade que trabalham e coordenam as barracas de distribuição de kits. Mas uma função que demanda um grande número de pessoas envolvidas, com milhares de corredores atendidos a cada prova, tem que contar com o trabalho de outros voluntários da entidade para fazer com que tudo dê certo. Um deles é Pierre Georges Neufeld. “Desde 2001 passei a participar da distribuição dos kits ao final das provas com a Marilucia, o Hélio e o Jorge, setor no qual continuo até hoje”, afirma Pierre. Ao entrar para a entidade, ele começou colaborando com a supervisão da distribuição de água durante a prova, para depois trabalhar nas barracas de kit.

Apesar de corredor, foi por acaso que Pierre acabou se envolvendo com a Corpore. “Eu e meus familiares temos uma boa amizade há cerca de 15 anos com a família do Armando (Santos, diretor-executivo da Corpore), desde que nossas esposas se conheceram em uma escola de natação de Moema onde aguardavam nossos filhos aprenderem a não se afogar numa piscina. Passei a ser conselheiro da Corpore no fim dos anos 90 e após alguns convites do Armando, resolvi aceitar e procuro colaborar desde 2000”.

E foi por acaso também que Pierre começou a correr: “Em 1991 eu tive um descolamento grave de retina em meu olho esquerdo, tendo ficado com a visão muito comprometida, apesar de ter sido operado por três vezes por profissionais extremamente competentes e dedicados, todos escolhidos a dedo por meu irmão que é um excelente oftalmologista. Eu, que já era míope, fiquei dependendo de praticamente apenas um olho. Tive que abandonar esportes que possibilitariam traumas oculares. Dentre os que sobraram, escolhi correr e passei a me dedicar com afinco a este esporte, o qual pratico até hoje, apesar de conviver com uma persistente e desagradável tendinite crônica de calcâneo bilateral (Aquiles)”.

Mesmo sem praticar, Pierre lembra que a corrida fez parte da sua vida desde cedo. “Desde garoto eu admirava corridas. Eu morava no Largo Santa Cecília que ficava no trajeto antigo da São Silvestre. Essas corridas eram noturnas e todos os anos nós assistíamos a passagem dos corredores. Naquela época os grandes astros da São Silvestre participavam de provas na pista do estádio do Pacaembu alguns dias depois e frequentemente nós íamos assisti-las”, relembra.

O trabalho voluntário junto a Corpore é feito ao mesmo tempo em que Pierre toca a sua vida profissional. Formado em Medicina, ele trabalha na área de serviços de diagnósticos por imagem em 4 locais diariamente além dos plantões em hospitais, que o fazem passar algumas madrugadas em claro. Mesmo com essa carga de trabalho, nosso conselheiro ainda arruma um tempo para correr. “Hoje corro para manter a forma física e desintoxicar minha mente. Quando não pratico esportes fico insuportável”.

A matéria acima faz parte de uma série que mostrará a atuação dos diretores e voluntários em dia de prova. Muitos dos corredores, senão a maioria, desconhecem esse diferencial. São profissionais das mais diversas áreas que há anos, nos eventos da Corpore, doam seu tempo em favor de uma organização esmerada. Esse envolvimento é a base do sucesso e o principal motivo que leva a Corpore a atingir em todas as suas ações a respeitabilidade da comunidade.

 



 
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