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Exclusivo para Associados Corpore |
Cristiane
Pereira Moura
Meu
nome é Cristiane Pereira Moura, tenho 37 anos
e moro em Jundiaí-SP. Minha história com
corridas começou meio sem querer. Na infância
e adolescência era meio sedentária, não
gostava de correr, só curtia andar de bicicleta.
Casada, mudei-me para Jundiaí, tive 2 filhas,engordei
e a vida que levava não me permitia fazer nenhum
tipo de exercício, além do sedentarismo
já instalado.
Quando
minhas filhas entraram no período escolar, tive
a oportunidade de fazer caminhadas.Minha casa fica próxima
a uma estrada que leva à Serra do Japi, arborizada,
com um visual bacana e perfeita para correr e caminhar.
Isso foi em 2000. Fazia as caminhadas sem muita disciplina,
"abrindo o bico" de cansaço em 2 subidinhas
que tem no percurso, mas mesmo assim eu ia. E sempre
passavam por mim os corredores, mais homens do que mulheres,
entre eles 2 que me chamavam a atenção:
um rapaz cujo ritmo era de maratonista, e um senhor,
cabelos brancos, gordinho, mas que corria todos os dias,
camiseta suada, e sempre com um sorriso no rosto. E
eu pensava: "puxa, eu aqui nesta caminhada boba,
sofrendo com uma subidinha de nada, e este senhor esbanjando
saúde na corrida".
Juntamente
com isto, eu assistia a São Silvestre fascinada
todos os anos. Nem sonhava com a hipótese de
participar dela. Aí, certo dia disse a mim mesma:
"Vou Correr!" Passei por um médico,
fiz o teste de esforço e liberada para correr,
comecei a treinar. Não tinha e nem tenho treinador,
mas lendo muitas coisas a respeito - entre elas o livro
do Nuno Cobra , A Semente da Vitória - comecei
a correr (era outubro de 2003), 200 metros dentro de
um percurso de caminhada de 4 km. E fui aumentando aos
poucos, semana a semana, mês a mês, até
atingir 15 km, (em setembro de 2004) pois o meu objetivo
era a São Silvestre. Quando consegui chegar a
este ponto, nem eu mesma acreditei - sozinha (literalmente),
pois não tenho companhia para correr, certamente
com o descrédito de muitas pessoas (de forma
velada), mas com o apoio de tantas outras, entre elas
meu maridão Élio, meu maior incentivador,
minhas filhas Júlia e Beatriz, amigos e companheiros
de caminhada.
Antes
de atingir os 15 km, porém, me inscrevi para
os 10 k Nike, da Corpore, em maio de 2004, para correr
5 km, que fiz em mais ou menos 36 min. Para mim foi
todo um universo novo que se abriu quando cheguei à
USP, na véspera, para pegar o kit. Vendo todas
aquelas pessoas ligadas, sintonizadas em um único
objetivo que é cuidar de sua saúde, com
alegria, me dei conta de quanta coisa boa rola neste
mundo, um mundo do qual nem nos damos conta de existir,
se não participamos.
Participei
da corrida Nike, cheguei super bem, sem cãimbras,
sem mal-estar, com pique para correr até mais.
Depois, participei de outra corrida aqui de Jundiaí
(8 km do GAC) em agosto de 2004, e finalmente, no dia
de meu aniversário, fiz a inscrição
on-line para participar da São Silvestre.
Certa vez, viajando, pedi ao meu marido para marcar
a quilometragem de um ponto e me avisar quando daria
15 km, a fim de termos a noção de quanto
seria. O percurso ia rolando e eu perguntava - Quanto
foi até agora? - e ele dizia : - 6 km. Eu pensava
- 15 km ?? Não vou conseguir!! Mas CONSEGUI !
Apesar do sol, da inexperiência, fui,vi, e venci
a mim mesma e a tantas outras coisas que surgem no caminho.
Curti cada passada, cada paisagem, o apoio de cada um
que nos assiste, e a virada da Brigadeiro para a Paulista,
a marca da chegada, é um momento que fica pra
sempre, história pra contar para os nossos netos.
É claro que não paro por aqui. Meu próximo
objetivo agora é uma Meia maratona e depois uma
maratona, mas a maior e melhor vitória que pode
existir eu já consegui: determinação,
afinco, acreditar em mim mesma, pois como diz Nuno Cobra,
se chega à mente pelo corpo, e se eu pude chegar
até aqui, eu posso muito mais!
A corrida é para mim uma terapia, uma meditação,
onde sinto cada passada, o ritmo de minha respiração,
é um momento só meu, além de tantos
benefícios físicos que adquiri, como baixa
da pressão arterial, um corpo mais definido e
mais magro, TPM sob controle e alto astral em dia.Nem
penso em parar. Quero chegar aos 80 correndo no grupo
de veteranos. Quem corre sabe bem que é assim
que a gente se sente, e para quem está começando
ou quer começar, não desista...Correr
é um vício ótimo, uma delícia!
Cristiane.
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