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Tenda
Médica, UTIs Móveis, Médicos, Para-Médicos,
Care4you, Care4You – Lockout e etc. tudo isso faz parte
área médica que a Corpore leva à todos
seus eventos para atender aos corredores na hora em que eles
precisarem, ou melhor, para “cuidar de cada passo do
corredor”, como gosta de afirmar o dr. Milton Mizumoto,
nosso diretor médico, que também é um
voluntário da entidade.
Médico
desde 1980, com especializações em Nutrologia,
Medicina do Esporte, Ortopedia, Ortomolecular e Acupuntura,
Mizumoto passa seu dia-a-dia na Clinica Mizu Motion, fazendo
atendimento em consultório e supervisão de condicionamento
físico adaptado no setor de treinamento da clínica,
onde é diretor clínico e médico.
Essas
especializações foram surgindo naturalmente,
devido às necessidades que Mizumoto encontrava junto
aos seus pacientes: “Meu primeiro trabalho foi como
estagiário no Hospital Assunção em São
Bernardo do Campo, ainda como interno, instrumentando cirurgias.
A primeira especialização foi em Ortopedia no
Hospital das Clínicas Da Universidade de São
Paulo. Posteriormente, vi que muitos casos de lombalgia estavam
relacionados com o excesso de peso dos pacientes, então,
fui em busca de uma solução e acabei estudando
Nutrologia e especializando-me nesta área. Depois de
corrigir a alimentação dos pacientes para que
reduzissem o peso gordo, precisava de algo que os mantivesse
em forma. Após algumas tentativas de orientação
aos pacientes, vi que precisaria continuar estudando, então
ingressei no Curso de Medicina do Esporte, primeiro na Escola
de Medicina da Universidade Federal (Escola Paulista de Medicina).
Um ano depois de findar o meu curso e já ter o título
de Médico do Esporte, resolvi matricular-me no Curso
de Medicina do Esporte do Hospital das Clínicas, pois
lá conseguiria aprofundar mais meus conhecimentos então
adquiridos, estagiando no Serviço de Ergoespirométria
do Incor e também da Escola de Educação
Física da USP , pois queria criar o Laboratório
de Ergoespirometria na nossa clínica”.
Depois
de tanto tempo de estudo e paixão pela área,
o mais interessante é saber o motivo que levou Mizumoto
partir para medicina: “Adorava ver os filmes do seriado
do Dr. Kildare na TV”.
Como
dizem que saúde e esporte caminham juntos, na vida
de Mizumoto não foi diferente. Aos 7 anos ele começou
a praticar judô por influência do pai. Já
na Faculdade de Medicina da USP, além do judô
praticava remo, mas o técnico só permitia o
treino após todos os atletas correrem a volta da USP
e aos fins de semana o percurso de subida e descida do Pico
do Jaraguá. “Assim fui acostumando com a corrida”,
afirma.
Mas
levar a corrida a sério só veio anos mais tarde,
ao perceber que precisava voltar a praticar exercícios.
“Após 7 anos da formatura, já trabalhando
intensamente no consultório, tinha abandonado a prática
de esportes e ganho aproximadamente dez quilos. Quando me
vi num filme do aniversário de minha filha, usando
o agasalho do remo sem poder fechar o zíper, senti
que era hora de tomar uma atitude. Como corrida era a atividade
mais fácil de fazer por não depender de horário
e local, comprei um par de tênis e resolvi dar a volta
por cima”.
A
partir daí, surgiu mais uma paixão na vida de
Mizumoto e ele começou a indicar a atividade aos pacientes.
E foi acompanhando-os à uma prova que iniciou seu trabalho
na Corpore. “Em 1996, acompanhava meus pacientes que
estavam participando de uma prova da Corpore no Parque do
Ibirapuera, quando ouvi solicitarem minha presença
na ambulância que estava dando assistência. Naquela
época corriam apenas 500 atletas e, embora uma ambulância
desse conta do recado, ela não tinha os recursos das
UTIs que dispomos hoje. Um corredor havia corrido muito forte
e desenvolvido uma hipoglicemia durante a prova; como os profissionais
da ambulância não tinham experiência com
tal ocorrência, solicitaram a minha ajuda. Na semana
seguinte, o Dr. David Cytrynowicz [Presidente da Corpore]
me convidou a desenvolver um trabalho voluntário na
Corpore como médico. Aceitei de imediato, pois estava
já muito envolvido com as corridas de rua, não
só pelos pacientes, mas por mim mesmo, como maratonista”.
E
foi assim que ele iniciou seu trabalho junto a Corpore, passando
de médico voluntário a diretor médico.
“A função de diretor médico, para
mim foi um reconhecimento, não só pelo trabalho
desenvolvido, mas também porque à medida que
as provas iam aumentando de tamanho e de importância,
necessitávamos de uma diretoria médica para
que fossemos reconhecidos internacionalmente. Hoje tenho como
meu braço direito - e às vezes também
o esquerdo - a Dra. Cecília Damasceno, excelente profissional
do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas, com quem
divido os casos mais complicados na Tenda Médica”.
A
área médica da Corpore vem seguindo todas as
outras da entidade, sempre com muitas inovações
buscando o conforto e o bem-estar do corredor. Para trazer
novas idéias, é necessário muita atenção:
“Às vezes, quando vou correr fora do Brasil,
fico muito atento à logística médica
em outras maratonas, no ano de 2001 corri a ultramaratona
de Comrades com uma máquina fotográfica, registrando
tudo o que achava interessante para que pudesse introduzir
nas provas da Corpore”. Além disso, Mizumoto
e Cecília vão para outras provas com a intenção
de aprender novas coisas, como na Maratona de Nova York, onde
participaram como observadores do que acontecia por trás
dos bastidores na logística de atendimento médico
do Dr. Lewis Maharam (Diretor Médico da Maratona de
N. Y.). De lá trouxeram muitas idéias e uma
delas foi o Care4You-Lookout, uma inovação inspirada
nos Lookouts de N.Y.
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| Mizumoto
(de branco) e diretores da Corpore fazendo o último
trecho da prova de Campos do Jordão acompanhando
a última equipe |
Para
Mizumoto, que se tornou um “viciado” em corrida,
não é tão fácil deixar de participar,
mas ele sabe qual é seu lugar nas corridas da Corpore:
“Lembro que em 1996 quando fui para Porto Seguro participar
do Meio Ironman organizado pelo Djan Madruga, acabei dentro
de uma ambulância UTI trabalhando como médico
a pedido da organização. Estava lá acompanhando
os ciclistas em direção ao Monte Pascoal, sentado
dentro da ambulância, louco para fazer a prova. No fim
acompanhei correndo os quilômetros finais com o último
atleta, afastando-o do cansaço, até cruzar a
linha de chegada. Em algumas provas como Ilhabela e Campos
de Jordão ainda continuo com este sentimento, gostaria
muito de estar escrevendo a história como corredor,
mas sei que meu lugar é na Tenda Médica. Sentir
a gratidão dos corredores faz com que valha a pena
estar lá.”
| A
matéria acima faz parte de uma série que
mostrará a atuação dos diretores
e voluntários em dia de prova. Muitos dos corredores,
senão a maioria, desconhecem esse diferencial.
São profissionais das mais diversas áreas
que há anos, nos eventos da Corpore, doam seu tempo
em favor de uma organização esmerada. Esse
envolvimento é a base do sucesso e o principal
motivo que leva a Corpore a atingir em todas as suas ações
a respeitabilidade da comunidade. |
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