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Voluntários Corpore - Milton Mizumoto

04/10/2005, por Marcel Trinta

Tenda Médica, UTIs Móveis, Médicos, Para-Médicos, Care4you, Care4You – Lockout e etc. tudo isso faz parte área médica que a Corpore leva à todos seus eventos para atender aos corredores na hora em que eles precisarem, ou melhor, para “cuidar de cada passo do corredor”, como gosta de afirmar o dr. Milton Mizumoto, nosso diretor médico, que também é um voluntário da entidade.

Médico desde 1980, com especializações em Nutrologia, Medicina do Esporte, Ortopedia, Ortomolecular e Acupuntura, Mizumoto passa seu dia-a-dia na Clinica Mizu Motion, fazendo atendimento em consultório e supervisão de condicionamento físico adaptado no setor de treinamento da clínica, onde é diretor clínico e médico.

Essas especializações foram surgindo naturalmente, devido às necessidades que Mizumoto encontrava junto aos seus pacientes: “Meu primeiro trabalho foi como estagiário no Hospital Assunção em São Bernardo do Campo, ainda como interno, instrumentando cirurgias. A primeira especialização foi em Ortopedia no Hospital das Clínicas Da Universidade de São Paulo. Posteriormente, vi que muitos casos de lombalgia estavam relacionados com o excesso de peso dos pacientes, então, fui em busca de uma solução e acabei estudando Nutrologia e especializando-me nesta área. Depois de corrigir a alimentação dos pacientes para que reduzissem o peso gordo, precisava de algo que os mantivesse em forma. Após algumas tentativas de orientação aos pacientes, vi que precisaria continuar estudando, então ingressei no Curso de Medicina do Esporte, primeiro na Escola de Medicina da Universidade Federal (Escola Paulista de Medicina). Um ano depois de findar o meu curso e já ter o título de Médico do Esporte, resolvi matricular-me no Curso de Medicina do Esporte do Hospital das Clínicas, pois lá conseguiria aprofundar mais meus conhecimentos então adquiridos, estagiando no Serviço de Ergoespirométria do Incor e também da Escola de Educação Física da USP , pois queria criar o Laboratório de Ergoespirometria na nossa clínica”.

Depois de tanto tempo de estudo e paixão pela área, o mais interessante é saber o motivo que levou Mizumoto partir para medicina: “Adorava ver os filmes do seriado do Dr. Kildare na TV”.

Como dizem que saúde e esporte caminham juntos, na vida de Mizumoto não foi diferente. Aos 7 anos ele começou a praticar judô por influência do pai. Já na Faculdade de Medicina da USP, além do judô praticava remo, mas o técnico só permitia o treino após todos os atletas correrem a volta da USP e aos fins de semana o percurso de subida e descida do Pico do Jaraguá. “Assim fui acostumando com a corrida”, afirma.

Mas levar a corrida a sério só veio anos mais tarde, ao perceber que precisava voltar a praticar exercícios. “Após 7 anos da formatura, já trabalhando intensamente no consultório, tinha abandonado a prática de esportes e ganho aproximadamente dez quilos. Quando me vi num filme do aniversário de minha filha, usando o agasalho do remo sem poder fechar o zíper, senti que era hora de tomar uma atitude. Como corrida era a atividade mais fácil de fazer por não depender de horário e local, comprei um par de tênis e resolvi dar a volta por cima”.

A partir daí, surgiu mais uma paixão na vida de Mizumoto e ele começou a indicar a atividade aos pacientes. E foi acompanhando-os à uma prova que iniciou seu trabalho na Corpore. “Em 1996, acompanhava meus pacientes que estavam participando de uma prova da Corpore no Parque do Ibirapuera, quando ouvi solicitarem minha presença na ambulância que estava dando assistência. Naquela época corriam apenas 500 atletas e, embora uma ambulância desse conta do recado, ela não tinha os recursos das UTIs que dispomos hoje. Um corredor havia corrido muito forte e desenvolvido uma hipoglicemia durante a prova; como os profissionais da ambulância não tinham experiência com tal ocorrência, solicitaram a minha ajuda. Na semana seguinte, o Dr. David Cytrynowicz [Presidente da Corpore] me convidou a desenvolver um trabalho voluntário na Corpore como médico. Aceitei de imediato, pois estava já muito envolvido com as corridas de rua, não só pelos pacientes, mas por mim mesmo, como maratonista”.

E foi assim que ele iniciou seu trabalho junto a Corpore, passando de médico voluntário a diretor médico. “A função de diretor médico, para mim foi um reconhecimento, não só pelo trabalho desenvolvido, mas também porque à medida que as provas iam aumentando de tamanho e de importância, necessitávamos de uma diretoria médica para que fossemos reconhecidos internacionalmente. Hoje tenho como meu braço direito - e às vezes também o esquerdo - a Dra. Cecília Damasceno, excelente profissional do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas, com quem divido os casos mais complicados na Tenda Médica”.

A área médica da Corpore vem seguindo todas as outras da entidade, sempre com muitas inovações buscando o conforto e o bem-estar do corredor. Para trazer novas idéias, é necessário muita atenção: “Às vezes, quando vou correr fora do Brasil, fico muito atento à logística médica em outras maratonas, no ano de 2001 corri a ultramaratona de Comrades com uma máquina fotográfica, registrando tudo o que achava interessante para que pudesse introduzir nas provas da Corpore”. Além disso, Mizumoto e Cecília vão para outras provas com a intenção de aprender novas coisas, como na Maratona de Nova York, onde participaram como observadores do que acontecia por trás dos bastidores na logística de atendimento médico do Dr. Lewis Maharam (Diretor Médico da Maratona de N. Y.). De lá trouxeram muitas idéias e uma delas foi o Care4You-Lookout, uma inovação inspirada nos Lookouts de N.Y.

Mizumoto (de branco) e diretores da Corpore fazendo o último trecho da prova de Campos do Jordão acompanhando a última equipe

Para Mizumoto, que se tornou um “viciado” em corrida, não é tão fácil deixar de participar, mas ele sabe qual é seu lugar nas corridas da Corpore: “Lembro que em 1996 quando fui para Porto Seguro participar do Meio Ironman organizado pelo Djan Madruga, acabei dentro de uma ambulância UTI trabalhando como médico a pedido da organização. Estava lá acompanhando os ciclistas em direção ao Monte Pascoal, sentado dentro da ambulância, louco para fazer a prova. No fim acompanhei correndo os quilômetros finais com o último atleta, afastando-o do cansaço, até cruzar a linha de chegada. Em algumas provas como Ilhabela e Campos de Jordão ainda continuo com este sentimento, gostaria muito de estar escrevendo a história como corredor, mas sei que meu lugar é na Tenda Médica. Sentir a gratidão dos corredores faz com que valha a pena estar lá.”

A matéria acima faz parte de uma série que mostrará a atuação dos diretores e voluntários em dia de prova. Muitos dos corredores, senão a maioria, desconhecem esse diferencial. São profissionais das mais diversas áreas que há anos, nos eventos da Corpore, doam seu tempo em favor de uma organização esmerada. Esse envolvimento é a base do sucesso e o principal motivo que leva a Corpore a atingir em todas as suas ações a respeitabilidade da comunidade.



 
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