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Minha História - Marcílio Pinto Lopes

3/6/2003, por Flávia de Almeida Prado

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Exclusivo para Associados Corpore

MARCILIO PINTO LOPES - Corredor Associado Corpore em Minha História

Amigos da Corpore:

Decidi tomar coragem e relatar minha história de vida, como forma de incentivo para outras pessoas, mas, principalmente, como forma de agradecimento.

Desde criança, praticava exercícios físicos: jogava futebol, basquete, ou seja, era uma criança normal. Depois que tive hepatite, quando tinha menos do que 14 anos, no início do ano de 1997, engordei um pouco, o que se tornou um grande problema para mim - no curso de minha adolescência e início da minha fase adulta.

Para se ter uma idéia da dimensão do problema, iniciei minha faculdade com 74 quilos, sendo que cinco anos depois, já estava com 97. Depois disso, ainda engordei mais 8 quilos, chegando, portanto, a pesar 105.

Minha vida era completamente desregrada: comia e bebia muito, não me movimentava. Cheguei ao cúmulo de, aos 27 anos, estar com colesterol e triglicérides altíssimos, pressão alta, etc, devido à minha profissão de advogado e dos problemas de saúde ocasionados pelo excesso de peso.

Minha auto estima era zero. Apesar de ter muita vaidade, não me olhava no espelho, comprava roupas e não as usava por vergonha, não gostava de encontrar antigos amigos que diziam: “Nossa, como você engordou!”.

E os problemas se multiplicavam.

Tentei, é verdade, alguns regimes, com médicos ou por conta própria, sem muito ou nenhum resultado.

Um dia, no início do ano 2000, tive uma conversa com um amigo que jogava tênis e, aos 40 anos, tinha um corpo invejável. Olhei para ele e disse: “Ah, eu não consigo emagrecer”. Ele me respondeu: “Como não? Pratique exercícios e você verá o resultado”.

No dia seguinte, resolvi tomar uma atitude: iniciei uma caminhada leve, após o expediente e, para ajudar, resolvi dar um tempo no garfo. E o resultado já veio no começo: perdi 10 (dez) quilos e esse estímulo era o que me bastava.

Mas, como? Logo cedo, levantava e andava perto de casa, até que me recomendaram a aumentar o ritmo. E, de fato, fui aumentando, até iniciar algumas corridas. No início, corria mais ou menos 50 metros e me cansava. Mas tive a paciência de aumentar o percurso gradativamente. Olhava a Avenida e pensava: JAMAIS conseguirei corrê-la inteira, pois, ida e volta, eram 15 quilômetros. Mas, tal pensamento virou meta e hoje consigo corrê-la - e o melhor: duas vezes.

Consegui, com a corrida, emagrecer 44 quilos. Hoje, tudo que faço, programo um tempo para meus treinos: todos os dias. Em viagens, a primeira coisa que procuro é um lugar para correr: pergunto no Hotel, e saio correndo. Minha mochila está sempre pronta para o próximo treino. Muitos me falaram que, após o casamento, não poderia continuar. Mas continuo. E estou tentando fazê-la correr também. Já virei incentivo para muitos amigos e conhecidos. Hoje, quando tem prova, todos se lembram de mim.

Associei-me a CORPORE no início do ano e cada dia que passa, faço mais amigos. É uma delícia interagir com outros corredores. Claro que os problemas também existem como xingamentos nas ruas, latinhas de cerveja atiradas dos carros em nossa direção, desrespeito dos motoristas, etc... Mas nada supera o prazer de correr.

Procuro correr duas horas por dia. Evidentemente, alguns dias, não consigo, mas no meu ritmo, vou levando. E o melhor, não engordei mais... Sempre traço uma meta para as provas e acabo conseguindo diminuí-las. Corri a IV Meia Maratona CORPORE em 1hora 27minutos, fato que jamais sonhei. Neste ano já participei de todas as provas e não perderei uma sequer... É delicioso iniciar e concluir uma prova. Ainda mais as da CORPORE, que não precisamos nem falar: são super organizadas e reconhecidas até em outros Estados.

Espero vê-los nas próximas corridas ou, quem sabe, nas ruas.

 

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