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Minha História - Edson Rodrigues

17/10/2003, por Flávia de Almeida Prado

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Edson Rodrigues - Corredor Associado Corpore em Minha História


Hoje aos quarenta anos estou com meu corpinho bem distribuído entre 1,72m de altura e 72 quilos.

Mas nem sempre foi assim, e para vocês entenderem voltarei no tempo. Tentarei ser mais rápido do que fui na última 10K Nike, onde completei os 10 km em 54 minutos.

Aos 10 anos era um garoto raquítico, franzino. Então, minha mãe teve a idéia de comprar um fortificante. Dai pra frente comecei a engordar.

Convivia bem com meus quilos a mais, estudava, via televisão e pronto. Educação física? Detestava, só ia às aulas por obrigação. Quando tinha alguma partida de futebol, basquete ou qualquer outra, somente era escolhido para ficar no gol, e olha lá... Aos 18 anos fiz alistamento, e participei do Tiro de Guerra de minha cidade. Meu apelido, ora bolas, era Sargento Tainha! Aquele gordinho das historias em quadrinhos.

Namorei. O amor é cego e encontrei minha cara metade: tivemos dois filhos, emprego, estudos, vida sedentária e alimentação errada, muita gordura, refrigerante, cerveja, churrasco, etc...

Aos 30 anos, comecei a refletir sobre a minha vida, tinha minha casa, meu carro, meu emprego, minha bela família, mas também minha vida sedentária. Foi também aos 30 que resolvi como queria estar vivendo aos quarenta, pois se a vida começa aos quarenta, não seria eu que iría provar o contrário, mas sim provar que a teoria está correta.

Então comprei minha bicicleta, sem marchas, pois não estava tão convicto assim. Alguns meses depois, a vendi, porém não desisti do meu ideal de começar a vida pra valer. Comecei a caminhar, sem pressa, sem preocupação. Ao caminhar refletia sobre a vida, pensava em coisas boas e ruins, mais coisas boas do que ruins, e assim foram se solidificando meus ideais e desejos de qualidade de vida.

Minha esposa caminhava comigo. Com isso, encontramos uma boa forma de nos manter como um casal em sintonia perfeita de relacionamento. Fazíamos planos juntos, discutíamos sobre a educação de nossos filhos, nossos planos para o futuro enfim, discutíamos nossa relação

Opa, chegando aos 40 anos! Lá estava eu com 1,72m altura, 86kg. Estes 86kg me preocupavam, pois, colesterol, triglicerides, ácido úrico, etc, não deixariam eu viver bem aos 40. Foi ai que consultei um médico endócrino, que puxou minhas orelhas e fez-me ver a realidade. Segui suas recomendações e não é que começou a dar certo!?

Depois de três meses de treinamento já estava com 5kg a menos e, com uma "melância" a menos na barriga, já caminhava com mais desenvoltura, decidi então a correr. Sim comecei a dar uns piques no parque que freqüento em minha cidade.

No principio andava uma volta, corria outra e aos poucos fui tomando gosto pela corrida. Ao correr observa as outras pessoas caminhando, e me sentia o máxim! “Olhem estou correndo, estou suando, estou me sentindo muito bem, cada vez melhor”.

Não continha a emoção desta minha desenvoltura. Queria contar a todos. Sentia nos olhos das pessoas a curiosidade sobre como eu havia emagrecido tanto, como eu estava bem com as minhas novas roupas, menos estressado, aparência mais jovem, enfim, estava começando realmente a minha vida aos quarenta.

Em agosto último, fui convidado por um amigo para participar de uma corrida de rua que seria realizada em setembro. No principio hesitei, mas topei. No dia marcado estava lá trajado a caráter, com o chip no tênis e ansioso para começar logo aquela prova. Estava calor, tinha uma subida íngreme, mas estava contente, até arrepiado de tanta emoção. Até lágrimas se formaram nos meus olhos. Só entende quem participa de um evento como este.

Em outubro participei da corrida 10K Nike da Corpore. Me sentindo um veterano, fui dormir cedo na véspera, me hidratei corretamente, acordei no dia com um astral elevado, e fui para o evento. Gente bonita, alegre, saudável, todos com ideais semelhantes, vivendo com qualidade de vida e sabendo como aproveitar a vida.

Ao dar início à corrida, a sensação foi a mesma da corrida anterior. Muita emoção, pele arrepiada, uma retrospectiva de como tem sido minha vida, e a certeza de que aquele cara sedentário, não mais existe. E nem voltará a existir, pois mais do que condicionamento físico, estou condicionado mentalmente a ter uma vida saudável, com qualidade, sem preocupação com resultados de exames médicos, preocupando-se somente com a cor da camiseta e o tênis que irei usar, e também com um item muito importante: um leque de amizades cada vez mais sadias e com pensamentos em sintonia com os meus.

E já estou me preparando para o São Paulo Classic, portanto, até lá!

 


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