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Aurélio Miguel se junta à Corpore na luta pela sobrevivência das corridas de rua

28/04/2006, por Corpore


Prezado Corredor (a),

Vez por outra fica difícil entender do objetivo e ou eficácia de certas medidas tomadas por algumas de nossas autoridades.

Caso típico do Projeto de Lei, de autoria do Nobre Vereador Chico Mecena, que trata da cobrança pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de taxas aos organizadores de eventos.

Tal projeto abrange os eventos esportivos, por conseqüência, as corridas de rua.

Para que vocês tenham idéia do problema, a taxa cobrada à Corpore para a realização da 7ª Meia Maratona Corpore da Cidade de São Paulo foi de R$ 61.367,30 (sessenta e hum mil, trezentos e sessenta e sete reais e trinta centavos).

Ora, não é preciso ser financista para saber que números como este, inviabilizam a existência de qualquer prova, seja quem for o organizador.

Pergunta 1:) Estão querendo matar a iniciativa privada no nosso tipo de evento?

Pergunta 2:) Ato-contínuo, estão querendo estatizar o esporte?

Pergunta 3:) Querem forçar uma situação do tipo: “Vou cortar a sua cabeça.” -  “Não, por favor não!” - “Então está bem, vou cortar o seu braço.” - “Ah!! Como o Sr. é bonzinho.”?

Pergunta 4:) Será que estas autoridades estão tão enclausuradas em suas salas, que não notam o tipo de prejuízo que estão causando aos organizadores, que certamente não poderão continuar realizando provas, à população  que cada vez mais acorre a estes eventos, e ao Estado, que deixa de gastar fortunas com saúde, graças à atividade física realizada em tais eventos, conseqüência de vida saudável e regrada durante os treinos?

Pergunta 5:) Os organizadores, como a Corpore, já não pagaram e continuam pagando um ônus bastante pesado para poder realizar eventos dignos do nome?

Pergunta 6:) Onde estavam estas autoridades quando, há mais de 20 anos, nós começamos e tivemos de parar, reiniciando em 1992, empenhando nosso tempo e de nossas famílias, nosso amor e esforço, nossos recursos financeiros, quando éramos uma sala emprestada sob as arquibancadas do “Constâncio Vaz Guimarães” e não havia sequer cadeiras em número suficiente?

Pergunta 7:) Quando foi que tivemos qualquer apoio financeiros fosse de quem fosse, em qualquer tempo?

Nós até hoje nada pedimos e muito doamos e ficamos indignados com a falta de informação e sensibilidade.

Ficamos inconformados com o estado mendicante em que se encontra o atletismo brasileiro, como ontem, e faremos tudo para melhorá-lo amanhã.

Ficamos inconformados em sermos punidos de maneira truculenta, desmerecida e irracional, quando cremos, deveríamos ser apoiados “in-totum” pelo Estado, aliás, como acontece em todos os países desenvolvidos.

Movidos por nossos ideais, acorremos ao Nobre Vereador Aurélio Miguel, que prontamente, e tão indignado quanto nós, encaminhou ofícios ao Nobre Vereador Chico Mecena pedindo a “isenção deste ônus para entidades de administração das modalidades esportivas que realizam competições em vias urbanas da capital paulista”...”visando impedir a viabilização de eventos tradicionalmente realizados no traçado urbano da cidade...”

Ao Digníssimo Secretário do Governo Municipal Aloysio Nunes Ferreira Filho e ao Ilustríssimo Sr. Heraldo Corrêa Ayrosa Galvão, Digníssimo Secretário de Esportes, Lazer e Recreação, solicitando “seus valiosos préstimos no sentido de intercessão junto ao Sr. Prefeito do Município de São Paulo, a respeito da reavaliação das elevadas taxas cobradas pela CET, para realização de provas esportivas em vias públicas.”

A bem da verdade, cumpre salientar que, por convocação da CET, houve reunião no dia 20 de abril de 2006, com presenças de:

- Eng. Luiz Carlos Mantovani Néspoli – CET
- Eng. André – CET (não conseguimos o nome completo antes do fechamento da matéria)
- João Antônio de Martins Fernandes – F.P.A.
- Eniraci Fabre – DEPEL
- Victor Saeta de Aguiar Jr. – Corpore
- Carlos Galvão – Latin Sports
- Eduardo Gayotto – Gayotto
- José João da Silva – JJS Eventos
- Hélio Takai – HT

Reunião na qual ficou claro que a CET está cumprindo o determinado pela Lei.

Ao Nobre Vereador Aurélio Miguel, juntou forças o Nobre Vereador Ademir da Guia, encaminhando o Projeto de Lei 0242/2006 dando nova redação acrescendo inciso VI e parágrafo 2º ao art. 2º da Lei nº 14.072, de 18 de outubro de 2005. O texto está à disposição na Corpore ou nos gabinetes dos Nobres Vereadores.

Para dar ciência dos fatos, foi realizada uma reunião com o Vereador Aurélio Miguel, em seu gabinete no dia 25 de abril de 2006, às 11 horas e que contou com as seguintes presenças:

- Sra. Eniraci Fabre – DEPEL
- Sr. João Antônio Martins Fernandes – F.P.A.
- Sr. Victor Saeta de Aguiar Jr. – Corpore
- Sr. Carlos Galvão – Latin Sports
- Sr. Ivo Camanzano – Fundação Cásper Líbero
- Sr. Aldo Barcelos – Yescom
- Sr. Eduardo Gayotto – Gayotto
- Sra. Jane Fernandes – JJS Eventos
- Sr. Hélio Takai – HT

É preciso agradecer à resposta imediata e eficiente do Nobre Vereador Aurélio Miguel, ligando à noite em minha casa procurando-me até encontrar estivesse eu onde estivesse, para “pari passu”, informar-nos do andamento das questões.

É preciso reconhecer que sua equipe de trabalho é eficiente e cônscia dos problemas por eles encaminhados às possíveis soluções.

Aqui vai meu agradecimento na pessoa do Sr. Marcel Jofre, incansável, não é de hoje, na defesa de nossas causas, por acreditá-las corretas.

Esperamos que o bom senso prevaleça e que este absurdo seja reparado sem maiores danos.

 

Amadeu Armentano
Presidente do Conselho Deliberativo da Corpore



 
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