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VI Ilha Bela Corpore Terra & Mar - Veja como foi

22/05/2006, por Marcel Trinta

Premiados e classificação final das equipes
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Além de todos os ingredientes que já são marca registrada dos eventos especiais organizados pela Corpore, esse ano contamos com mais um aliado: a tecnologia. Pela primeira vez, utilizamos a cronometragem eletrônica que trouxe mais rapidez e precisão nos resultados da prova. E o mais importante: possibilitou que todas as equipes interessadas pudessem participar da prova.

“A gente sempre acaba se surpreendendo com o número de equipes que querem participar. Sempre achamos que estamos no limite e esse ano tivemos que pensar como colocar o maior número de equipes possível para participar do evento. Uma das coisas que tinha que acontecer era mudar a cronometragem manual, pois com o aumento de equipes aumentava a possibilidade de erros. Em reunião com o Muller da Chiptiming ele aceitou o desafio de fazer a cronometragem que teve uma logística nunca feita antes por nós ou pela Chiptiming, pois teríamos 16 postos de cronometragem, diferente de uma prova normal que só tem largada e chegada,” afirmou Armando Santos, diretor-executivo da Corpore

Um outro fator que ajudou muito durante a prova, segundo David Cytrynowicz, presidente da entidade, foi a sorte: sorte de todos os participantes entenderem e seguirem as normas da prova, entenderem o funcionamento do ‘chipão’ e sorte de encontrarmos um ótimo clima na Ilha Bela no dia da prova.

Clima este que esteve presente durante toda a semana e ajudou no reconhecimento do percurso, na entrega dos kits aos atletas e durante a prova, já que os aparelhos de cronometragem não sofrerem nenhum tipo de dano ou problemas com chuvas.

A prova
O clima era agradável e às 3h da manhã já havia movimentação no antigo Campo de Aviação, onde estava montada a arena da prova e onde aconteceriam as largadas e chegadas. Fiscais de postos, motoqueiro, diretores e todos outros envolvidos com a prova já estavam lá para fazer os últimos ajustes e tomar suas posições. Às 3h30 as primeiras equipes começaram a chegar e meia hora depois disso já tínhamos as primeiras largadas que foram se sucedendo até as 6h32, quando as últimas equipes partiram para completar os 105km do revezamento. Elizabeth Alves, da equipe Dupont, participava pela primeira vez da prova e largou em uma das primeiras baterias: “Esse é um desafio muito grande. Treinei especificamente para prova, com muita subida para estar preparada. Pra gente o desafio é conseguir chegar até o final em um tempo legal”, contou a atleta instantes antes de partir para seu primeiro trecho.

Quando as últimas equipes largaram, o sol já estava nascendo e pudemos perceber que ele também acompanharia a prova. Já com o dia claro, os atletas iam passando posto a posto, aferindo seu tempo no tapete de captação e passando o chipão para o próximo atleta de sua equipe. E a cada trecho víamos que os corredores buscavam se superar não só para melhorar seu tempo, mas para conseguir uma boa colocação para a equipe, pois esse clima de união é quase palpável e uma prova como essas.

Subidas, descidas, paisagens paradisíacas faziam parte dos trechos e ao completar os trechos a exaustão era substituída por comemoração e mais correria para chegar no próximo posto no carro de apoio. Helvio Mansitieri Junior, da Arrastão 2, já foi ciclista na prova de Campos e dessa vez era o corredor 2 e ao acabar seu primeiro trecho comentou: “Esse trecho é muito bonito e sabia que era um trecho bem difícil, mas que poderia correr o tempo todo, diferente de quem vai fazer o trecho 3. Já corri 4 edições e nas outras fiz trechos diferentes. De todos os que fiz, o corredor 3 é o mais difícil.”

Alessandra Biselli Sacchetto, da ECP Odeio Subidas, teve que conferir se o corredor 3 era realmente o mais difícil. “Sempre fugi desse trecho pois sabia que era o pior, mas esse ano sobrou pra mim. Na nossa equipe sempre revezamos e a cada ano um faz um trecho. Foi bem difícil.”

Apesar da dificuldade dos trechos do corredor 3, não é esse o corredor que tem que encarar o temível e premiado trecho de Castelhanos. O treinador Diego Lopez fez pela segunda vez Castelhanos e explicou como se preparar para ele: “Já fiz Castelhanos em 2004 e é um trecho difícil de treinar pois não temos um local como esse em São Paulo, com 6km de subida e descida. Para se dar bem, é preciso treinar resistência e força.”

Rita de Cássia Sversut Appezzato, da Antílope Verde, contou como se preparou e o que esperava fazer no trecho 9: “Se conseguir subir e descer em um tempo bom está excelente. Eu queria fazer esse trecho e minha treinadora achava que daria conta do recado. Me poupei um pouco no primeiro trecho pra poder fazer um tempo legal aqui”. Os planos deram certo e ela conseguiu ser premiada com a primeira colocação em Castelhanos na faixa de 40 anos ou mais com o tempo de 01:09:32.

Entre os homens, Francisco Alves Machado, da equipe Yara Coltro, conseguiu o tempo de 00:43:49 e também garantiu a primeira colocação. “É minha primeira vez na prova e escolhi fazer esse trecho pelo desafio. Pra subir é totalmente difícil. Pra voltar temos até um pouco de facilidade, mas é preciso controlar pois o percurso é cheio de obstáculos. No final, consegui um bom tempo”.

E com a ajuda de Francisco, a sua equipe conseguiu se sagrar bi-campeã da prova. “Estou super emocionada, já chorei e a equipe esse ano é muito boa e a cada vez vamos aprimorando nosso treinamento com atletas de verdade, que batalham e vão atrás das conquistas”, afirmou Yara logo abaixo do pórtico de chegada, quando sua equipe o cruzou como primeira colocada.

Depois deles, as equipes continuaram chegando, sempre acompanhadas pelos batedores da Policia do Exército e com muita festa. Às 18h17, quando já era noite e após 14h17 de prova, a última equipe cruzou a linha de chegada acompanhada por uma grande festa e todos os batedores, motoqueiros, staff e diretores que estiveram desde às 4h da manhã acompanhando todos os detalhes para que a prova “corresse” da melhor forma possível. Depois disso, era só conferir tempos, descobrir os vencedores e se preparar pela premiação.

Natação
Como todos sabem, não é só a corrida que faz parte dessa prova, mas também temos 1,5km de natação, que mesmo sendo menor que qualquer um dos outros trechos da prova, pode ser determinante para o resultado final. O mar esteve uma verdadeira piscina durante todo o dia e possibilitou que o último nadador fizesse sua segunda perna mesmo quando já estava anoitecendo, diferente do que aconteceu em outras edições quando a natação teve que ser suspensa pois o mar se tornara muito agitado.

Quem aproveitou isso e conseguiu ajudar a sua equipe foi Glauco Rangel, que mais uma vez obteve o melhor tempo na natação e foi importante para a equipe Yara Coltro vencer pela segunda vez. “Treinei bem e o circuito que arrumaram no mar estava ótimo, por isso foi fácil. O mais difícil foi correr esse trecho final, pois não sou um bom corredor”.

Premiação
Com a cronometragem eletrônica, tivemos a possibilidade de fazer a premiação no mesmo dia da prova e isso aconteceu na praça Cel. Julião, localizada na Vila. Tendas foram montadas e tivemos música ao vivo antes de começar a entrega dos prêmios. Muitas pessoas presentes e nenhuma reclamação com a novidade do chip, na verdade, muito pelo contrario. “A organização é sempre primorosa e gostamos bastante dessa prova pela organização. Depois do primeiro trecho, já entendemos direito o funcionamento do chipão, sabemos onde está a mesa de cronometragem e dá tudo certo”, afirmou Alessandra Sacchetto.

David começou a cerimônia falando sobre o crescimento do evento e os acasos que fizeram a prova ter a cara que ela tem hoje. Tivemos o início da premiação com a participação de secretários e o prefeito de Ilha Bela, Manoel Marcos, que fez questão de frisar a importância desse evento para a cidade. “É muito bom receber vocês em Ilha Bela pelo 6º ano consecutivo. Não é fácil organizar esse evento que é muito importante para a Ilha Bela, pois recebemos pessoas fora de temporada, e para vocês conhecerem a cidade e fazerem seus elogios, criticas, sugestões para melhorarmos cada vez mais nossa cidade.”

Quem também esteve presente e entregou premiações foi o vereador Aurélio Miguel, que hoje é um aliado da Corpore em busca de melhorias ao esporte. Após entregar os troféus aos premiados, falou um pouco aos presentes. “Parabéns para todos os participantes e premiados. Quero também parabenizar o David e a Corpore que sempre buscam incentivar as provas, as corridas. Todos sabem que é difícil fazer esporte nesse país e eles são voluntários fazendo isso, contribuindo para o fortalecimento do esporte. Espero no próximo ano estar em forma e participar da prova também.”

Com a finalização da premiação, começou a Festa de Encerramento com pizza a vontade e drinques para todos os participantes, finalizando de maneira diferente, mas com grande estilo e muita celebração mais uma edição da Ilha Bela Corpore Terra & Mar.



 
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