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“Não pise na Grama” – O que acontecerá com o Parque do Ibirapuera?


A polêmica envolvendo a construção do auditório de música no Parque do Ibirapuera e a possível troca de piso, de impermeável para permeável, tornou-se uma grande preocupação para a comunidade de caminhantes e corredores de rua da cidade de São Paulo.

A Corpore, integrante do comitê São Paulo 450 anos, apóia as ações festivas de comemoração do aniversário da cidade. Como entidade que objetiva representar e ser porta voz dos corredores de rua levanta alguns questionamentos quanto à polêmica causada pela construção do anfiteatro. O presidente da entidade, David Cytrynowicz coloca: “nossa questão nem é tanto o auditório em si, mas a função dos parques em São Paulo, que já é tão carente de espaços como esses” – afirmou em entrevista para o Diário do Comércio.

O parque do Ibirapuera tem sido muito utilizado para a realização de exposições e atividades comerciais, o que desvirtua sua vocação maior que, do ponto de vista dos diretores da Corpore, é oferecer ampla área ao ar livre para a prática esportiva – e não ser apenas área contemplativa. Daí a importância de outro fator que passou a ser novamente discutido na mídia, com a polêmica sobre a construção do prédio de Niemeyer: a permeabilização do terreno do parque.

No início deste ano, no dia 13 de janeiro, a Corpore, já preocupada com a questão da manutenção do Parque do Ibirapuera, encaminhou à administração do local uma carta que tratava da questão da permeabilização de parte deste terreno. Leia abaixo:

São Paulo, 13 de janeiro de 2003.

À Administração do Parque do Ibirapuera
A/C Joaquim Teotônio Cavalcanti Neto

Prezado Sr. Joaquim,

Nós da Corpore – Corredores Paulistas Reunidos, consoantes com nosso objetivo de bem servir à classe dos corredores de rua, sermos úteis à comunidade como um todo e sabidamente, usuários diários do nosso querido Parque do Ibirapuera, vimos solicitar ao Sr., que quando da troca do piso impermeável para piso permeável do parque, pudéssemos opinar, sugerir e sermos consultados na escolha, para que o mesmo seja factível a prática da corrida de rua, evitando-se desta forma a escolha de um piso idadequado a prática deste esporte tão realizado no Parque do Ibirapuera.

Sem mais, atenciosamente

David Cytrynowicz (Presidente) e Armando Santos (Diretor Executivo)

 

Sobre a permeabilização de 80 mil m² da área do Ibirapuera, que seria implantada para compensar a construção do anfiteatro, o Promotor de Justiça Amaro Alves de Almeida Neto explica que a Resolução de Tombamento do Parque do Ibirapuera (1992) tem um comando (art. 2º, inciso 3, segunda parte) que determina que o Condephaat deve incentivar a ampliação dos espaços permeáveis através da retirada do asfalto dos estacionamentos do Parque do Ibirapuera, assim como de arruamentos desnecessários, atualmente existentes.

 

“Vale lembrar que o sedentarismo é a segunda maior causa de mortes no mundo e devemos lutar pela preservação das áreas adequadas à prática esportiva, por sua necessidade crescente.”

David Cytrynowicz coloca que: “se as alamedas forem quebradas, seu uso ficará comprometido como aconteceu há três anos, quando houve um acordo entre a então Promotoria do Meio Ambiente e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, que determinou a implantação de uma nova avenida para facilitar o acesso à Bienal”. Em troca da construção das alamedas com asfalto, foram permeabilizados alguns trechos em torno da lagoa, que eram muito utilizados por corredores e caminhantes. Canteiros foram construídos e o piso permeável escolhido é irregular – o que torna a prática da corrida algo perigoso e desagradável. “Obter este tipo de permeabilização, em 80 mil m², vemos, como entidade que cuida do esporte ao ar livre, mais como pesadelo que como benefício. A construção do auditório e, a utilização do parque para eventos de modo geral, deve abranger uma ampla discussão. A perda de espaço ao ar livre é nossa grande preocupação, para a qual chamamos atenção. Transformar as alamedas em lugares sinalizados com ‘não pise na grama’ seria algo triste, que simplesmente não acreditamos valer a pena”.




 
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Por: Flávia de Almeida Prado

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