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Voluntários Corpore - Série de Reportagem - Edgard José dos Santos

10/7/2003, por Flávia de Almeida Prado

Nossa série de reportagem sobre os Voluntários Corpore – pessoas que fazem a diferença, traz nesta edição uma entrevista com o administrador de empresas, Edgard José dos Santos, Secretário Geral Corpore, responsável pelos resultados das Provas, pelo Ranking dos Associados e pelos sistemas da Corpore. Um trabalho voluntário que exige muitas horas de dedicação na busca da produtividade e da eficiência da enxuta operação da Corpore.

O Homem dos números

Edgard José dos Santos, administrador de empresas, sempre praticou esportes: jogou futebol de campo e salão, até que há dez anos, em que num único lance fraturou seus dois escafóides (ossos da mão), permanecendo com os dois braços engessados por 40 dias, sem trabalhar. Consciente de que a competição no mercado de trabalho é intensa, e ficar fora, mesmo que por doença, é arriscar-se a perder o lugar para outro, Edgard conta que: “não dava mais para ficar disputando os famosos ‘rachões’ pois arriscava a me contundir e, no mundo competitivo em que vivemos, ficar fora é arriscado, ainda mais sem prévio planejamento”.

No Clube Paineiras passou a praticar condicionamento físico, com o personal trainer Mario Sérgio Mello. Foi ele quem estimulou o administrador a participar de corridas. “De tanto insistir, lá fui eu disputar, em 26 de março de 1995, a minha primeira prova da Corpore, de seis quilômetros, no Ibirapuera. Gostei muito! Tanto que no dia seguinte, corri outra, organizada na Juscelino Kubstchek pelo Mc Donalds, também aproximados seis quilômetros”.

Depois disto, não perdeu nenhuma prova da Corpore. Participou durante 1995, 1996, 1997 e 1998 e nos anos seguintes, passou a trabalhar na retaguarda dos eventos, junto a cronometragem, desde a entrega dos chips até a divulgação e o ranking. “Corri inúmeras outras provas de outros organizadores e sete São Silvestres. Maratona, só tentei uma e parei no km 35 com bolhas nos pés – nunca mais tentei porque tomei consciência de que não dá para improvisar - Maratona requer treinamento intenso prévio, e por falta de tempo para tal, não consegui preparar-me adequadamente".

Neste tempo Edgard trabalhou para atrair muita gente para as corridas, estimulando grupos no Paineiras, nas empresas em que trabalhou e trabalha até hoje, e inclusive sua família. “Minha mulher começou a correr também e já concluiu quatro Maratonas de São Paulo, além de diversas São Silvestres e inúmeras provas Corpore. Minha filha já correu diversas provas Corpore e na Milha 2001 ficou em 3º lugar na faixa etária. Meu filho já correu diversas provas Corpore e duas São Silvestrinhas” – orgulha-se.

Edgard conta que o quê o motiva na corrida é a sensação de volta à infância, de liberdade, como se estivesse brincando, correndo ao vento. Durante a corrida, o foco de sua concentração é o percurso e o que o faz esquecer dos problemas do dia-a-dia, disse o Secretário. “E, principalmente, ampliamos nossos contatos entre pessoas com o mesmo objetivo, que é o de melhorar a qualidade de vida. O desafio é comigo mesmo. Ninguém incomoda, nem censura. Se você está bem obtém uma boa performance, se não, fica na sua e tudo bem também. Se não der diminui o ritmo. Anda ou pára. O importante é ouvir o próprio corpo”.

Além disso, Edgard lembra que a corrida é um esporte barato, que requer apenas tênis e calção. “Como diz meu técnico, Mário Mello: é o único esporte onde conseguimos participar de um evento onde campeões mundiais também participam. No futebol não conseguimos jogar uma partida com o Ronaldo, no tênis não conseguimos jogar com o Guga. Entretanto, corremos uma São Silvestre com o Paul Tergat” – concluiu o entrevistado.




Administração – A complexidade do sistema Corpore:

Até final do ano passado, Edgard José dos Santos explica que a entidade usava um aplicativo desenvolvido há mais de oito anos, em FoxPro cobrindo o Cadastro dos Atletas (registro, emissão de etiquetas para mala direta, emissão de boletos para cobrança, controle de associados), a inscrição para as Provas, remessa de arquivos para geração dos chips e tratamento dos arquivos com os resultados. “Este sistema usava tecnologia desatualizada, sem uma manutenção regular. Sobreviveu galhardamente todo este tempo e, tudo novo que a Corpore criou e não podia ser coberto por ele, exigiu esforço enorme para complementar. Assim, por exemplo, o ranking era todo tratado a parte com muita dificuldade. A despeito disto prosseguimos avançando”.


Durante 2001 a Corpore buscou a substituição do sistema, entretanto, a empresa contratada não concluiu o projeto. “O que, em geral, ocorre com empresas de desenvolvimento, ao ser procurado pela Corpore, é subestimar nossa complexidade e orçar erradamente o projeto. Isto, mesmo com nossos alertas sobre as particularidades do nosso mundo e que não são comuns em outros negócios”. Foi então, em 2002 que outra empresa foi contratada e no apagar das luzes do ano a Corpore colocou no ar o novo sistema, de tecnologia atualizada e todo processado na Web, permitindo o acesso de onde quer seja. “Ainda falta muita coisa, mas o básico já está no ar e facilitando nossa retaguarda” - contou.

O alvo do corredor: Os resultados das provas Corpore

A base de um resultado confiável é o cadastro correto dos atletas. Parece simples, mas não é, pois inúmeros fatores contribuem para sua imperfeição. Para ilustrar melhor a complexidade do assunto, Edgard listou as seguintes situações:

-Pessoa que faz a inscrição não é o próprio atleta e não tem as informações corretas e completas do mesmo – deixa incompleta a ficha ou coloca qualquer informação para preencher os campos;
-Eventual erro na digitação dos dados;
-Troca do atleta no dia da prova (com ou sem aviso para a Corpore)
-Homônimos;
-Nomes que tanto podem ser de atletas do sexo masculino quanto do feminino;

“Basta uma ficha com erro e todo o resultado é afetado, pois quando o acerto é feito, deslocam-se as classificações dos demais atletas” – acrescentou.

Tomemos um exemplo: um atleta (sexo masculino) inscreveu-se e depois passou seu número para uma atleta (sexo feminino). O resultado é publicado. Depois, quando o ajuste é feito, mudam-se todas as classificações:

a) Geral
b) Por Sexo
c) Por Faixa Etária
d) Alfabética
e) Por Equipe

E, segundo Edgard, se um ou ambos forem associados, muda-se também o ranking. No sistema antigo todo este remanejamento de informações não era tratado. Desta maneira, requeria um tratamento à parte, e isso trazia riscos de falhas e demora. “No novo sistema este processo está mais ágil e seguro. Mas, ainda, assim, depende do cadastro correto, o que esperamos melhorar com os próprios atletas, ingressando seus próprios dados via Internet em nosso site”.

Um percurso de 365 dias: O Ranking dos associados Corpore

O Ranking Corpore ingressa em seu quinto ano, e no segundo ano para Equipes. “Um sucesso, que atrai cada vez um maior número de concorrentes numa disputa saudável” – coloca Edgard.

A evolução das ações da Corpore dependeu sempre da criatividade e do trabalho árduo de seus voluntários. Com a organização e realização do ranking não foi diferente. O sistema antigo não apoiava o processo, e exigia um tratamento trabalhoso dos dados. Algumas falhas não puderam ser evitadas. “O cadastro da Corpore tinha nomes com 40 posições, que indo para o também antigo sistema da Chip Timing só tratava 30 delas, e tirava todos os acentos. Quando os resultados retornavam, o cruzamento de informações ficava muito prejudicado” – lembrou. “O atual sistema da Corpore está alinhado com o novo sistema da Chip Timing e a possibilidade de erros minimizou. Acreditamos que em 2003 a qualidade na geração e publicação irá melhorar muito” – afirmou Edgard.

O planejamento – Mais uma diferença Corpore

O planejamento dos eventos da Corpore se diferencia por buscar sempre oferecer o maior conforto e satisfação para os atletas participantes. Não apenas uma festa bonita, mas uma prova série, informativa, educativa e de excelência. Um planejamento minucioso, segundo Edgard, é Fundamental para o sucesso do evento. “Cito o exemplo da prova de Ilhabela 2002, em que o detalhamento rigoroso de cada trecho, o tratamento das informações sobre performance de cada um dos atletas, a altimetria do percurso, etc, permitiram que nossa previsão praticamente batesse com a realidade. Em uma prova que se iniciou às 5:30 e terminou às 17:00 horas, previmos que a última equipe cruzaria a linha de chegada às 16:57. Três minutos depois ela o fez. Erro desprezível no contexto. Em cada um dos 17 trechos, obtivemos esta mesma precisão” – acrescentou Edgard.

A ambição dos voluntários da Corpore vai além: “Até comentamos em nossas reuniões que a sofisticação do planejamento está chegando a um ponto que logo iremos publicar o resultado provável antes da realização da prova, distribuímos os kits e os atletas decidem se ainda assim, já sabendo as classificações, querem correr” – concluiu empolgado o Secretário Geral da Entidade.




 
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