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Todo mundo pode correr - Abril 2009

19/05/2009, por Corpore

Matéria publicada no Jornal da Cidadania conta sobre as ações sociais da Corpore.

Deficientes físicos, mentais e comunidades carentes - o objetivo da Corpore é permitir que qualquer pessoa que queira possa tornar-se um corredor de rua.

Em 1982, quando a Corpore, Corredores Paulistas Reunidos, foi fundada, o objetivo era constituir um núcleo de representatividade do corredor de rua perante a comunidade. Desde então, a ONG, situada na zona oeste da capital paulista, tornou-se o maior clube latino americano voltado à modalidade e organiza diversos eventos grandes. Tudo isso, sem esquecer os três pilares básicos da instituição: saúde, educação - já que o atleta precisa desenvolver disciplina e responsabilidade para ser bem-sucedido - e cidadania.

“A corrida é o esporte mais solidário que existe”, defende o presidente da Corpore, David Cytrynowicz. Por isso, a entidade realiza uma série de programas de inclusão, visando tornar realidade o lema de que para correr, basta querer.

Pés Emprestados

O primeiro alvo da organização foram os chamados portadores de necessidades especiais (PNEs), categoria que agrupa os cadeirantes, deficientes visuais, deficientes mentais, amputados e les autres (pessoas com dificuldades motoras). Para incluí-los em seus eventos, a Corpore promoveu, em 2004, a Corrida dos Bombeiros, na qual alguns membros do Corpo de Bombeiros serviram como guias dos atletas especiais.

Observando o bom resultado da prova, a instituição percebeu que os PNEs mereciam participar de qualquer prova que quisessem e não apenas de ocasiões esporádicas. Mas, para garantir a total segurança dos atletas, seria necessária uma grande oferta de guias devidamente preparados para auxiliá-los durante a corrida. Surgia, assim, o Guia Voluntário, programa de treinamento do cidadão comum para se tornar o anjo da guarda de um corredor peculiar.
A campanha é séria e exige um alto grau de comprometimento do voluntário, por isso os interessados participam de uma palestra de iniciação e avaliação física, com o intuito de descobrir qual o ritmo de corrida que possui. Paciência é o maior pré-requisito para se tornar um guia.
Nas primeiras competições, os PNEs largavam com cinco minutos de antecedência em relação aos outros corredores. “Depois de um ano, concluímos que a inclusão tinha que ser mais efetiva”, relembra David Cytrynowicz. Foi, então, decidido que os esportistas especiais largariam junto com o pelotão principal, exceto os cadeirantes e deficientes visuais.

Assim como acontece com qualquer pessoa que comece a praticar esportes, os benefícios adquiridos pelos corredores especiais são muitos - há, por exemplo, a melhora do sistema cardio pulmonar e cardio circulatório, o que leva à prevenção de diversas doenças. “A pessoa começa a perceber que é capaz e sua autoestima é aumentada. No entanto, acredito que os benefícios, no caso do PNE, seja potencializado, por que eles ficam em uma esfera social reduzida”, opina o presidente da Corpore.
Atualmente, cada prova organizada pela Corpore atrai, em média, 80 atletas com carência, cada um deles sendo orientado por até três guias, dependendo de sua necessidade.


Repassando Valores

Depois que a meta de levar os PNEs para a corrida foi parcialmente cumprida, era chegada a hora de estender a ação inclusiva mais uma vez. A Corpore resolveu cuidar daquelas pessoas que não podem dedicar-se ao esporte simplesmente por não possuírem o item mais básico: um tênis. O projeto “Seu tênis não pode parar” surgiu em 2007 para preencher esse vazio.
“Normalmente, os atletas já doam seus tênis usados, mas faltava um programa continuado nesse sentido”, conta Cytrynowicz sobre o pioneirismo da campanha. A iniciativa funciona como um canal entre doares e receptores. Por um lado, a Corpore arrecada calçados adequados em sua sede ou em dias de provas organizadas pela ONG. Na sequência, as doações ficam armazenadas até que alguma entidade ligada ao esporte manifeste a necessidade pelo material.
A instituição que quiser se cadastrar para se beneficiar com o programa deverá enviar um e-mail para [email protected] , informando o nome da entidade; responsável; contatos; localização e breve resumo do trabalho desenvolvido.

Em 2008, o programa recolheu 326 pares de tênis, destes 285 eram próprios para corrida. Cytrynowicz acredita que, devido à novidade da campanha, a quantia está longe de ser considerada adequada. “Esse é um número irrisório, não que não tenha significado”, pondera o presidente da Corpore. O próximo passo é ampliar a divulgação do projeto.

Quem ganha com as ações da Corpore é a corrida de rua, que absorve, cada vez mais, novos adeptos para o esporte. “Tudo aquilo que pode encantar a percepção da pessoa de que ela é capaz vai para uma direção positiva”, conclui David Cytrynowicz.

 

 


 

 



 
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