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A corrida dos lucros - 26/10/09

Matéria publicada na Revista IstoÉDinheiro fala sobre o perfil dos corredores e o potencial de crescimento do setor no país.

A corrida dos lucros

Estudo exclusivo revela o perfil dos corredores brasileiros e demonstra o potencial de crescimento do setor no País

José Sergio Osse

SÓ ATRÁS DO FUTEBOL: cerca de quatro milhões de pessoas praticam corrida no Brasil, o que faz dessa atividade esportiva a segunda mais popular do País

Ninguém discute que o esporte mais praticado no Brasil é o futebol, com seus 30 milhões de adeptos, segundo uma pesquisa recente que inclui desde atletas profissionais até amadores de fim de semana. Mas e o segundo? Nada de vôlei ou basquete. Atrás da maior paixão do brasileiro aparece uma atividade que cresce, literalmente, a passos largos: a corrida. Basta dar uma olhada nos parques públicos, nos clubes e até nas ruas. Uma multidão de quatro milhões de corredores pratica regularmente esse esporte (eram dois milhões há seis anos). O aumento expressivo do número de atletas despertou os negócios ligados à corrida. Estima-se que a venda de artigos esportivos específicos para corredores, de bebidas como isotônicos e o turismo voltado para o esporte movimentem por ano R$ 3 bilhões. Os valores tendem a crescer. Uma pesquisa inédita realizada pela Ong Corpore e antecipada com exclusividade à DINHEIRO revela que poucas áreas contam com um perfil de praticantes tão qualificado - o que assegura um horizonte promissor para essa área da economia. "Não é exagero dizer que a corrida é o esporte do momento no Brasil", diz David Cytrynowicz, presidente da Corpore, maior clube de corredores da América Latina, com cerca de 250 mil atletas cadastrados.

Realizado em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA) da Universidade de São Paulo, o levantamento mostrou que 75% dos corredores têm nível superior e 25% deles ganham entre R$ 8 mil e R$ 20 mil por mês. De todo o universo pesquisado, 33% dos homens disseram ter comprado um tênis de corrida nos últimos três meses e 18% das corredoras afirmaram que adquiriram, no mesmo período, bermuda ou camiseta para praticar o esporte. Segundo a Corpore, uma única corrida de rua movimenta entre R$ 1,5 milhão e R$ 6 milhões, dependendo da quantidade de atletas vindos de outros Estados. Do total arrecadado, 40% permanecem na cidade-sede do evento, na forma de despesas com turismo, hospedagem e lazer. "Uma cidade como São Paulo, que recebe o maior número de provas, pode explorar a corrida para faturar alto com o turismo", diz Cytrynowicz. Para efeito de comparação, a maratona de Nova York, a mais conhecida do mundo, gera mais de R$ 360 milhões em negócios para a cidade. O presidente da Corpore aponta outro aspecto positivo das corridas: a possibilidade de convívio social. "A corrida é muito mais um elemento de relacionamento entre seus participantes do que um esporte em si", diz Cytrynowicz. Segundo Nelson Evêncio, presidente da Associação de Treinadores de Corrida de Rua, há uma tendência de as próprias empresas estimularem essa prática esportiva. "Cada vez mais companhias utilizam a corrida como forma de melhorar a interação entre os funcionários", diz Evêncio.



 
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