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Minha História - Rita de Cássia

28/01/2004, por Marcel Trinta

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Exclusivo para Associados Corpore

Rita de Cássia - corredora associada Corpore em Minha História

"Nossa" História

Caros amigos corredores,
É com grande alegria que gostaria de compartilhar com vocês uma história que não é só minha, mas também da minha família.

Sempre gostei de esportes e ao longo da minha vida pratiquei vários: vôlei, natação, dança, academia etc. O problema é que nunca conseguia ser muito assídua: começava, praticava por um tempo e parava. Ironicamente sempre detestei correr! Não tinha fôlego, cansava rápido, achava um sofrimento. Via notícia de maratona na televisão e ficava abismada: Como alguém era capaz de correr 42 Km? Inimaginável!

Certa vez, caminhando numa esteira na academia, observei que todos a minha volta corriam e senti uma “pontinha” de vergonha. Pensei: “Puxa vida! Se tantos fazem não pode ser tão ruim !” E resolvi tentar.
Comecei intercalando a caminhada com trote e fui evoluindo até trotar/correr por 30 minutos. Me sentia o máximo!

Isto foi em 1995, mesma época em que me casei e fui morar próximo à USP. Pedro, o meu marido, já corria por lá e me incentivava à seguí-lo. Primeiro, consegui “vencer” a av. da Raia de Remo, depois foi a volta de 6Km e finalmente o percurso de 10Km com Biologia. Que sensação boa a corrida me trazia - o bem estar, o equilíbrio, a liberdade - logo eu que detestava correr, tinha finalmente encontrado o meu esporte.

O Pedro por sua vez se empolgava cada vez mais e começava a participar de umas provas da Corpore. O problema é que nós corríamos sem orientação, sem planilha, sem nada! Chegávamos na USP e simplesmente íamos, cada um no seu ritmo. Óbvio que acabei me machucando e o Pedro não conseguia melhorar muito os seus tempos.

Em 1998, ele começou ter a idéia de correr uma maratona, pois já havia feito algumas meias; eu seguia lutando com o meu joelho, que após fisioterapia, infiltrações, cirurgia e acupuntura, não me deixava correr em paz por dois dias seguidos. Decidimos então procurar um treinador. Pesquisamos e escolhemos o Prof. José Carlos Fernando, o Zeca.

Sob a orientação do Zeca recuperei o meu joelho e passei a participar do Circuito Corpore, provas de revezamento, meias maratonas e, finalmente, maratonas. O Pedro veio na mesma toada, além de ter uma melhora de desempenho, o que lhe garantiu até a honra de ser Marcador de Ritmo na 1º Maratona Corpore.

Os amigos (sedentários) e familiares não compreendiam muito a nossa paixão pela corrida e comentavam: “Tanto esforço para que? Você vai ganhar a prova?” “Acordar cedo no final de semana para correr... de quem, heim?” Aqui abro um parênteses: atire o “primeiro tênis” aquele de nós que nunca ouviu isto! Engraçado como para alguns é difícil assimilar o conceito do “fazer, simplesmente pelo prazer de poder realizar”.

Em agosto de 2001, nas vésperas da Meia Maratona do Rio, descobri que estava grávida. Novamente com o apoio do Pedro, a dedicação do Zeca (que além de orientar meus exercícios controlou a minha dieta durante a gestação) e o incentivo do nosso grupo de corrida, mantive a atividade física durante toda a gravidez, chegando até a trotar do 3º ao 6º mês e participar de algumas provas em “dupla”. Foi uma experiência maravilhosa, uma gravidez saudável e tranqüila. Me sentia feliz, bonita e muito bem disposta.

Em 03 de maio de 2002 nasceu, de parto normal, a nossa querida Catharina, uma “bebezona” linda de 3,515kg e 52cm, “vendendo saúde”.

Minha recuperação foi muito rápida, após o resguardo de 40 dias voltei aos treinos, só que com atenção redobrada na alimentação e principalmente na hidratação para não prejudicar a amamentação (e deu certo, pois amamentei por 11 meses). Em agosto de 2002 lá estávamos nós correndo a Meia do Rio para comemorar!
Nossos amigos e familiares nunca mais fizeram comentários jocosos à respeito da corrida. A minha gravidez, o parto, a recuperação e a saúde de nossa filha, são a prova dos benefícios da atividade física constante e bem dirigida.

Hoje a pequena Catharina já corre pela casa. Nos vê na esteira e depois sobe e fica imitando nossos passos toda contente. Não sei se no futuro ela será uma corredora, a história dos nossos filhos à eles pertencem. Nós só escrevemos as “primeiras linhas” e passamos o resto da vida orientando e tentando dar bons exemplos, desejando que mais tarde eles próprios tenham uma linda história para contar. De qualquer forma, eu e Pedro estamos orgulhosos que nestas “primeiras linhas” se possa ler: FAMÍLIA FELIZ, SAUDÁVEL E UNIDA NO ESPORTE!

Muitas pessoas nos ajudaram a escrever nossa história. São poucas linhas para tantos amigos, mas deixamos um abraço para um em especial: Dr. Milton Mizumoto.

 

Agradecimento - Dr. Mizumoto

Rita, fico muito grato pela lembrança.

Como seu médico e Diretor Médico da CORPORE, só tenho a agradecer a oportunidade de podermos finalizar uma maratona juntos, até porque nos últimos três quilômetros foi você quem me arrastou para a linha de chegada...

Abraços para você e o Pedro, e continuem sempre participando das corridas.

Dr. Milton Mizumoto
Diretor Médico da CORPORE

 

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