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Minha História - Flávia A. Prado (Fruca)

03/03/2004, por Marcel Trinta

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Flávia A. Prado (Fruca) - corredora associada e ex-jornalista da Corpore em Minha História

20 de dezembro de 2003. Vesti minha camiseta da Corpore - modelo infantil – e troquei de posto. Neste dia eu fui corredora, e não apenas a jornalista da Corpore.

Devo confessar que quando contei para alguns diretores da entidade e colegas de trabalho, muitos desacreditaram que iria participar da prova de Natal. Riram e quase começaram uma aposta de que eu terminaria a prova na barraca médica, sendo cuidada pelo nosso diretor Milton Mizumoto. Isto tudo porque, vergonhosamente, ainda não me livrei do vício adolescente do cigarro. Quem sabe 2004 será meu ano de libertação...

A notícia, entretanto, não se espalhou muito e no dia da Corrida Pão de Açúcar de Natal o número de peito preso em minha camiseta de criança provocou mais olhares descrentes. Mas não me deixei abalar, e convenci o Beto – um dos mais antigos funcionários da Corpore – a participar comigo.

Eram apenas 6km, e essa distância eu já havia percorrido diversas vezes. Sempre pratiquei esportes, dancei ballet, jazz e sapateado durante anos. Sempre com acompanhamento da minha querida fisioterapeuta, que sempre cuidou de mim como uma filha! E foi acreditando nas minhas pernas que parti para o fundão da largada. Alongamento e aquecimento feitos, eu e Roberto conversávamos, esperando o sinal da largada.

Demoramos para cruzar a largada efetivamente. Quando passamos senti uma animação diferente, e empolgada, comecei a trotar ao cruzar rostos conhecidos vendo seus sorrisos.

Seguimos em frente, e fomos ultrapassados por muita gente. Me deu uma certa vergonha até porque sabia que se tivesse meus pulmões mais levinhos eu poderia conceder os pedidos do Beto e ir mais rápido. Ele, que corre freqüentemente no Ibirapuera, ficou ao meu lado, me dando força.

Mal tínhamos completado 2km e já pedi para diminuirmos um pouco o ritmo. A conversa estava boa e víamos aquela multidão colorida adiante, contornando as alamedas do parque num zigue-zague incrível. Eram tantas pessoas, e todas sorrindo. Foi a primeira vez que vi ao vivo uma corrida sob aquele ângulo. Isto realmente me fez pensar como é estranho que ainda existe tanta resistência da grande imprensa e de algumas grandes empresas em participar, colaborar, apoiar e divulgar estes tão grandiosos eventos de corrida.

Água no terceiro quilometro! Que benção gelada! A sede era grande apesar do horário da prova ser mais tranqüilo – 19h – e a chuva ter dado o ar de sua graça durante aquela tarde, tornando o clima mais fresco. Continuamos trotando e caminhando por todo o percurso. Mas o mais importante era estar fazendo parte da festa, e não o tempo com que iríamos terminar o trajeto. Quando cruzamos a marca dos 4km, o Beto lançou a proposta – correríamos os dois últimos quilômetros – “Vai Fruca, sem preguiça!” ele me disse. E lá fomos nós.

Na parte do percurso que sai do Parque Ibirapuera e passa pela Av. Pedro Álvares Cabral, começamos a ouvir uma voz num megafone, tentando animar as poucas pessoas que ainda corriam. Chegando perto, pudemos ver que era o Vice Presidente da Corpore – Dr. Octávio Aronis. Ele, que não sabia que nós estávamos participando, quase caiu pra trás! “Olha quem vem lá - é a nossa jornalista acompanhada do Beto! Não acredito! Ela também corre!”. Além de rir aos montes, me senti mais animada para continuar. Pela primeira vez reconheci que essa história do Dr. Octávio ficar estimulando os corredores realmente funciona.

Ao entrar de novo no parque já víamos diversos corredores indo embora, com suas medalhas e camisetas em mãos. Mas para nós ainda faltava o último quilometro. Passamos por diversas equipes já reunidas após terminarem o percurso e também pelos Dr. Paulo Barone, Dr. Sérgio Dias Reis - Medical Bikers, que naquele dia estavam sem suas bikes, circulando pelo percurso a pé. Eles também não perderam a chance de manifestar a surpresa de nos ver ali participando da prova.

Quando avistei a linha de chegada me senti o máximo! Dancei, pulei e de mãos dadas com meu amigo Beto cruzamos o pórtico.

Não parei de correr. Tive que “sair correndo” em direção a barraca de apoio, ao lado do palco, para cobrir a premiação dos ranqueados de 2003. Sim. Chegamos em cima da hora, 56 minutos após a largada. Sei que este tempo não e lá de se inspirar muito orgulho, mas me senti feliz de ter feito parte da festa.

Aquele foi meu último evento como jornalista da Corpore. Passo meu posto ao Marcel Trinta, um querido amigo de faculdade que certamente dará continuidade no aprimoramento do website, sempre cuidando para que a informação mais precisa seja passada a toda a comunidade de corredores. Espero que o bichinho da corrida também o infecte com o amor pelo esporte, como fez comigo. E espero que a corrida de rua, a saúde e a cidadania nunca deixem de ser o foco daqueles que tem desenvolvido tão lindo trabalho na Corpore.

Gostaria de deixar um beijo e obrigado especiais para a Dani, Fla, Jaque, Beto, Renatinho, Vivian, Jó, Victor, Armando, Alfredo, Mizu, David, Octavio, Rodolfo, Edgard, Jorginho, Helinho, Marilucia, Yves, Mario, Arruda e tantos caras que me ajudaram a crescer muito nos 15 primeiros meses de Corpore de minha vida!

Saudades...

Flavia A Prado – A Fruca!

 

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