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Minha História - Elius Farias

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Caros amigos corredores,

É com grande alegria que gostaria de compartilhar com vocês uma história que não é só minha, mas também da minha família. Sempre gostei de esportes e ao longo da minha vida pratiquei vários: natação (1 ano), futebol (2 anos), kickboxer (8 anos), dança (06 meses), academia (06 meses) etc. Mas o grande problema é que nunca dava seqüência: começava, praticava por um tempo e parava.

Ironicamente sempre detestei correr! Não tinha fôlego, cansava rápido, achava um sofrimento. Via notícia de maratona na televisão e ficava abismado: Como alguém era capaz de correr 42 Km? Inimaginável! Até que um dia comecei a ter grandes dores na região lombar devido eu ter engordado 10kg em menos de um ano, conseqüentemente, isso aconteceu quando me casei.

Bom, procurei ajuda médica com especialistas e fiz vários tipos de tratamentos para aliviar as dores, Acumputura, RPG, Pilates, Fisioterapia e nada disso resolvia. Até que resolvi tentar emagrecer e voltar a fazer alguma atividade física. Sempre gostei de lutas, mas não tinha nenhuma academia próxima a minha casa e eu não sabia andar muito bem em São Paulo porque tinha acabado de me mudar de Cubatão. Então, mesmo não gostando, resolvi tentar correr.

Caminhando numa esteira na academia do meu prédio, observei que todos a minha volta corriam e senti uma “pontinha” de vergonha. Pensei: “Puxa vida! Se tantos fazem não pode ser tão ruim !” E resolvi tentar, comecei intercalando a caminhada com trote e fui evoluindo até trotar/correr por 20 minutos. Me sentia o máximo!

Isto foi em 2006, e minha esposa sempre me incentivava. Primeiro, consegui “vencer” a Raia Olímpica da USP - volta de 5Km - e finalmente o percurso de 10Km, depois 12km depois 15km depois 21km depois 25km... Que sensação boa a corrida me trazia - o bem estar, o equilíbrio, a liberdade - logo eu que detestava correr, tinha finalmente encontrado o meu esporte.

Ah, já ia esquecendo de dizer a vocês que aquela dor lombar desapareceu logo após 06 meses de treino e por isso nunca mais parei até hoje.

Os amigos (sedentários) e familiares não compreendiam muito o porque eu me apaixonei pela corrida e comentavam: “Tanto esforço para que? Você vai ganhar a prova?” “Acordar cedo no final de semana para correr... de quem, heim?” Aqui abro um parênteses: atire o “primeiro tênis” aquele de nós que nunca ouviu isto! Engraçado como para alguns é difícil assimilar o conceito do “fazer, simplesmente pelo prazer de poder realizar”.

Em abril de 2009, as vésperas da Maratona Internacional de SP quando estava me preparando para completar minha primeira Maratona , minha esposa me deu a feliz notícia de que estava grávida de 02 meses. Fiquei tão feliz que não quis mais sair de perto dela, e acabei diminuindo meu ritmo de treino, e acabei fazendo 25km.

 

Hoje a pequena Manuella já está em casa e muito saudável. Não sei se no futuro ela será uma corredora, a história dos nossos filhos à eles pertencem. Nós só escrevemos as “primeiras linhas” e passamos o resto da vida orientando e tentando dar bons exemplos, desejando que mais tarde eles próprios tenham uma linda história para contar. De qualquer forma, eu minha esposa estamos orgulhosos que nestas “primeiras linhas” se possa ler: FAMÍLIA FELIZ, SAUDÁVEL E UNIDA NO ESPORTE!

 



 
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