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30 Anos de História - DUDU Rodrigues

12/4/2012, por Corpore Brasil

Nesses 30 anos que a Corpore comemora, contamos um pouquinho sobre os personagens que fizeram e fazem parte da história das corridas de rua.


Paulistano, 53 anos, formado em Educação Física pela USP e especializado em Treinamento Desportivo, Dudu Rodrigues pertence à geração dos anos 50. Cresceu estudando em escolas públicas e uma das aulas preferidas dele era Educação Física.

Dentre suas várias atividades de adolescência, Dudu se identificou inicialmente com o Judô. Gostava de competir, mas não de treinar. Era como o Mike Tyson: rápido e forte, mas não tinha resistência.

A luta tinha que ser rápida como um relâmpago, e o que faltava? A resistência aeróbica, proporcionada pela corrida. Jogando futebol de campo descobriu a necessidade do condicionamento físico. Tinha fôlego só na hora de correr para o ataque. E só. Acabava o pique. Foi quando começou a se interessar pela atividade física de longa duração. Na aula de Educação Física da escola, fez o teste de cooper: os alunos tinham que correr a maior distância possível em 12 minutos – de 2.500 a 2.800 metros.
No Colégio Ministro Costa Manso, onde estudava, surgiu uma novidade: o handebol de salão.

“Ficávamos após a aula para aprender a técnica e não perdíamos uma aula de educação física sequer. O professor montou uma equipe do colégio para competir e ganhamos várias competições entre as escolas.”


Interessado pela nova modalidade, Dudu foi treinar nos clubes especializados em São Paulo. Começou no Pinheiros, mas como não haviam competições para categoria infantil, passou a treinar somente na escola. Alguns anos depois, já no Banespa, treinou durante quatro anos; depois no Sírio, por mais três anos; e finalmente no Corinthians, onde ficou por quatro anos. Neste último teve o prazer se sagrar-se Campeão Paulista (1982) da categoria principal. Nesta época já gostava de correr, porém ainda não tinha os conhecimentos básicos para iniciar um treinamento sistemático.

Na década de 80 participou de uma corrida no Pacaembu em comemoração ao aniversário de São Paulo – portanto, feriado. “Segui para o Pacaembu com o propósito de participar da corrida. Fiz o aquecimento e comecei a correr no sentido Elevado Costa e Silva. Passei por vários pontos de São Paulo. Me lembro de estar passando pela Avenida Higienópolis quando me deparei com o pelotão de elite descendo a rua do Mackenzie acompanhado pelo batedor, que errou o  percurso e, por isso, os ponteiros  precisaram correr dois quilômetros a mais – e lógico, chegaram na nossa frente.”

Outra passagem interessante foi na primeira maratona de São Paulo. Juntamente com amigos, realizava os treinos básicos no parque e um grupo resolveu participar da maratona para conhecer, sem noção da distância nem do desafio. A largada foi no Shopping Ibirapuera, recém-inaugurado, passando pelas Avenidas República do Líbano, Brasil, Rebouças; fazendo uma volta pela USP (que era o percurso favorito de Dudu, onde treinava todos os dias ao meio dia, após as aulas da faculdade de Educação Física). “Na saída da USP, em direção ao Rei das batidas, encontrei a primeira mulher da elite (era a famosa maratonista Angélica de Almeida, corredora acostumada com estas distâncias) e eu, sem noção do perigo, comecei a acompanhá-la, achando que podia fazê-lo por todo o percurso. Estava numa velocidade adequada para manter uns 5 Km, e não uma maratona. Lá por volta do Km 26, não tinha mais pernas, nem pés, nem dedos... e o cansaço bateu forte. Aquele ritmo da Angélica não era o meu, quanto mais para aquela distância. E aconteceu o inevitável: parei um pouco, bebi água, corri mais um pouco, bebi mais água... até ficar enjoado. Comecei a caminhar junto a outros tantos que estavam passando pela mesma dificuldade.” 

Após esse episódio, Dudu passou a entender o que era treinamento sistemático, distâncias possíveis, intervalado, fartlek e outras maneiras de melhorar o condicionamento físico. “Um prova como esta não é para todo mundo. Uns fazem e não sentem dores; outros acabam a prova com baixa resistência, dores nas pernas e nos pés. Juram nunca mais participar e em muitos momentos se perguntam o que estavam fazendo ali.”

Na década de 90, Dudu foi um dos pioneiros na TV. Apresentou, por 8 anos, o programa De Bem Com a Vida da TV Bandeirantes, cujas gravações aconteciam no Parque do Ibirapuera.  Durante as gravações do programa, houve passagens curiosas.  Uma delas aconteceu no Parque do Ibirapuera.“ Estávamos nos preparando para uma gravação na volta do lago quando um amigo, o Mário Sérgio, diretor da Run & Fun, gritou de brincadeira: “Dudu, sou seu fã!” Bem alto, para todo mundo ouvir. Logo em seguida uma senhora, que também caminhava, gritou com todo entusiasmo:  “Eu também! Eu também!”

Vale lembrar que uma das características do Professor Dudu é a discrição. “Até hoje, quando Mário Sérgio e eu nos encontramos, damos muita risada pelo ocorrido e nos cumprimentamos dizendo: Sou seu fã!

Em outra ocasião, de férias com a família, ao desembarcar na Praia do Forte – BA, à espera das malas, um grupo de senhoras conversavam entre si, os olhavam e apontavam. Dudu não sabia o que estava acontecendo. Até que uma delas criou coragem, dirigiu-se até ele e pediu para tirar uma foto com o Professor Dudu, pois assistia ao programa diariamente. Nesse momento percebeu a força do trabalho que realizava e o quanto era querido. 
Em 1992, em Santos, na Convenção Fitness Brasil, ministrou o primeiro curso de personal trainer  e se especializou em atividade física para idosos ativos.
 
Em 1996 iniciou seu grupo de corrida, “Equipe Dudu Rodrigues”, com pessoas de todas as idades em busca de  aperfeiçoamento na prática da corrida. “Nessa época eramos poucos professores de corrida. O ponto de encontro com os alunos era na rotatória conhecida como ‘praça do sino’, dentro do Parque do Ibirapuera, onde hoje é o gramado do auditório. Posso dizer que introduzi a prática de exercícios localizados e de alongamentos, tanto no solo como em pé, para aperfeiçoar a corrida.”
 
Dudu tem como filosofia conscientizar a população corredora sobre a importância dos exercícios localizados e dos alongamentos para manter a performance e o corpo saudável. “O corpo do corredor precisa não só da função cardiopulmonar, mas também dos músculos das pernas, dos glúteos, dos braços e do tronco.  As pessoas se esquecem de partes importantes do corpo, até que um dia as dores aparecem, as inflamações persistem e o inevitável acontece: tem de parar.” Para evitar esse contratempo Dudu recomenda a prática sistemática de exercícios específicos para melhorar a corrida e evitar lesões.
 
 
Prof. Dudu Rodrigues é membro do Conselho Técnico da Corpore, Preparador Físico e Personal Trainer.
CREF/ SP: 6.640-G


 
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