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Veja como foi - Outros olhares

09/05/2012, por Paula Diniz


A empresa Serasa Experian levou seu grupo de atletas para participar da 12ª Corrida e Caminhada do GRAACC. Foram 256 funcionários, batendo um novo recorde de participação da empresa.

Dentre os participantes, alguns eram deficientes visuais ou cadeirantes.

Nas entrevistas abaixo, duas participantes portadoras de deficiência visual contam suas experiências na prova... a partir de um ponto de vista especial. 
 

Priscila Neves, deficiente visual (de azul).

1) Priscila, você já participou de quantas corridas de rua?


A Corrida do Graacc é a primeira que eu participei. Estou treinando há apenas dois meses.  

2) O que achou dessa corrida: Do percurso? Da organização? Da estrutura para pessoas com deficiência? Da festa na arena após a corrida? E da causa da corrida: arrecadar verba para ajudar o tratamento das crianças e jovens do GRAACC?

Adorei a corrida, foi bem organizada. A causa é muito nobre. É muito bom participar de uma corrida que vai beneficiar pessoas que realmente precisam de uma força. 


3) Como é correr com uma pessoa ao lado (o guia)? Conte para nós, que nunca tivemos essa experiência, como é correr assim, sem ver.

Para mim, é normal. Nunca corri vendo. A experiência que tenho é sem ver e é ótima! Dá uma sensação de liberdade muito legal. Fico bem tranquila porque sei que se tiver algum obstáculo no caminho o guia vai me avisar. O guia é muito importante, sem ele não poderia correr. 

4) O que você sente quando corre ou caminha rápido? Descreva um pouco da sua sensação, do que você sente quando está no percurso, quando cruza a linha de chegada, quando recebe a medalha...

Sinto alegria, liberdade e disposição. É gostoso correr junto com muitas outras pessoas. Na hora de receber a medalha é aquela sensação de missão cumprida!  

5) No que você foca sua percepção quando está correndo? Nos sons? No vento? Nos cheiros? No asfalto / chão? No seu guia? Em tudo isso ao mesmo tempo?

Em tudo isso ao mesmo tempo, em tudo junto. Em alguns momentos algumas coisas ficam mais evidentes que outras, como quando eu passei pelo som do samba durante a corrida. 

6) O que é mais emocionante para você na corrida de rua?

A sensação de liberdade. Mas essa corrida com certeza é especial porque tem uma causa maior. 

7) Qual a sensação de participar de uma corrida de rua que vai beneficiar tantas crianças em tratamento para câncer?

A sensação é muito boa. Gosto muito de participar de iniciativas como essa. 

8) Que mensagem você deixaria para as crianças do GRAACC, que lutam para superar o câncer?

Não percam a fé, sempre acreditem que vai dar tudo certo. Confiem em Deus.  


Gabriela Santana, deficiente visual (de azul).

1) Gabriela, você já participou de quantas corridas de rua?

Essa foi a terceira.

2) O que achou dessa corrida: Do percurso? Da organização? Da estrutura para pessoas com deficiência? Da festa na arena após a corrida? E da causa da corrida: arrecadar verba para ajudar o tratamento das crianças e jovens do GRAACC?

Bom, vamos lá: estava tudo excelente, e o fato de correr por quem tem câncer é uma oportunidade maravilhosa!

3) Como é a experiência de correr com uma pessoa ao lado (o guia)? Conte para nós, que nunca tivemos essa experiência, como é correr assim, sem ver.

É uma delicia! Você sente o vento no seu rosto e confia na pessoa que está do seu lado, pois ela, naquele momento, é os meus olhos, então é uma coisa maravilhosa. 

4) O que você sente quando corre? Descreva um pouco da sua sensação quando está no percurso, quando cruza a linha de chegada, quando recebe a medalha...

Quando estou caminhando, eu me sinto livre.  Quando cruzo a linha de chegada é uma alegria tão grande pois consegui vencer. É uma vitória dentro de mim mesma. E quando pego a medalha... nossa! Parece que o coração vai sair do meu peito!

5) No que você foca sua percepção quando está correndo? Nos sons? No vento? Nos cheiros? No asfalto / chão? No seu guia? Em tudo isso ao mesmo tempo?

Primeiramente no meu guia. E depois no vento, que é uma fonte de energia. Até parece que ele diz pra mim: Vamos lá! Você é capaz de chegar lá!

6) O que é mais emocionante para você na corrida de rua?

O fato de conseguir vencer em mim mesma o desafio de tentar e nunca desistir.

7) Qual a sensação de participar de uma corrida de rua que vai beneficiar tantas crianças em tratamento para câncer?

É uma emoção muito grande. Quem já passou por essa experiência sabe o que é estar em uma corrida de rua. Para mim é uma emoção muito grande poder ajudar crianças e adolescentes que estão vivendo essa doença.

8) Que mensagem você deixaria para as crianças do GRAACC, que lutam para superar o câncer?

Bom, se o câncer é forte, mostre que você é mais forte e lutador do que ele. E com certeza poderá vencer e combatê-lo. Você conseguirá mostrar para o câncer que o mais forte da luta não é ele, e sim você!
 


 
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