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Uma lutadora nas pistas - nova série de reportagens

13/2/2003, por Flávia de Almeida Prado

A Corpore preparou mais uma série de reportagens para serem publicadas aqui no site. Desta vez, vamos entrevistar as pessoas que se dão sentido ao nosso trabalho: os corredores.

Para começar, escolhemos uma atleta que desde pequena causa dor de cabeça aos pais, tamanha energia que possui. Seu nome é Flávia Gill Ricco – carateca e corredora. Conheça nas linhas abaixo um pouco mais sobre esta grande mulher, e tome como exemplo a “correria”.

O primeiro esporte que Flávia praticou foi a natação, durante toda sua infância e adolescência, e parou apenas na época do cursinho. Foi então que começou seu treinamento em caratê, há dez anos. Apesar da preocupação de seu pai, que achava que seria um esporte muito violento, Flávia agarrou o novo desafio.

Já quando praticava a natação, Flávia praticava corrida para a manutenção de seu condicionamento físico, mas quando começou o caratê, sua atenção à corrida se intensificou. Quando entrou na faculdade, no período da noite, os treinos de caratê foram prejudicados. Mas isso não impediu a carateca de se exercitar: quando não conseguia ir ao treino, corria.

Do primeiro campeonato que participou, há cerca de cinco anos, Flávia guarda a lembrança de ter ‘apanhado’. Depois disto, concentrou-se no treinamento e o resultado foram vitórias e mais vitórias, representadas por uma coleção imensa de medalhas e troféus. “Cada medalha, cada troféu tem sua história. Até algumas músicas me fazem lembrar de alguns campeonatos e medalhas. A memória vai lá no fundo buscar os detalhes de cada competição”.
A primeira corrida que participou foi a Volta de Santana, do Clube Espéria, há três anos. Adorou, e foi atrás de algum calendário de corridas. Foi então que conheceu a Corpore; entrou e nunca mais saiu. Seu técnico é quem ajuda Flávia a organizar seu treinamento para participar de todos os eventos esportivos do ano - os de caratê e os de corrida. “Num fim de semana do ano passado, participei de um Campeonato Paulista de Caratê no sábado e numa corrida da Corpore no domingo. Naquela semana meu técnico e eu ficamos malucos, treinei a semana toda, super puxado, mas valeu a pena”.
Sua rotina é a correria, e Flávia conta que o esporte é o fator que a faz ter energia para trabalhar e concluir todas as tarefas do seu dia. A corredora acorda às cinco da manhã e vai para a empresa metalúrgica onde trabalha com vendas. De lá, sai às 17:30 e seu destino é o treino - duas horas diariamente. Segunda feira é o único dia da semana em que Flávia não pratica nenhum esporte. “Intercalo meus treinos: terça, quinta, sábado e domingo, eu corro, e de quarta, sexta e sábado – treino caratê. Aos domingo fazemos um treino longo, com a equipe do clube Espéria”.
Assim, a carateca encontrou uma forma de aproveitar tecnicamente os benefícios dos dois esportes. Após os treinos de base no caratê, no inicio da temporada, Flávia conta que corre para soltar a musculatura da perna, movimentar o ácido lático. “Além disso, o condicionamento físico que a corrida me proporciona é demais. Numa competição, as lutas duram dois minutos, que parecem uma corrida de 45 minutos. A tensão e a adrenalina estão a mil, a concentração deve ser perfeita na apresentação das seqüências de golpes, chamadas Kata, e para isso o treinamento é intenso. A corrida me ajudou a ter mais energia para esses exercícios”.
Uma pergunta inevitável é: E os machucados? Bem, Flávia contou que quando se entra num treino, ou numa competição de caratê, tudo pode acontecer. Já saiu de lutas direto pro pronto socorro, apresentando, entre outras, pés e dedos quebrados, tendões rompidos, etc. “Pode acontecer de sair sem um arranhão também. Não tem como prever os machucados. Mas eu era mais irresponsável. Já cheguei a lutar com risco de perder os movimentos do dedo mindinho da mão esquerda. Mas lutei e ganhei. Hoje já não arrisco tanto”.
A moça que foi cinco vezes campeã paulista, uma vez campeã brasileira e duas vezes vice-campeã brasileira, e ainda possui um quarto lugar no Pan-americano, conta que na corrida já teve lesões, e a mais marcante foi uma fratura na tíbia, que resultou em muito repouso, também sem treinar caratê. “Quando quebrei a tíbia, no final do tratamento, fui convocada para um campeonato brasileiro, e fui! Participar de competições é muito bom. Na corrida tenho a mesma sensação. A competição é um estímulo. Pegar o Ranking da Corpore é maravilhoso! E na corrida há algo diferente do caratê: solidariedade. Os corredores param de correr para ajudar alguém que passa mal de calor. Eu mesma já fiz isso algumas vezes. O espírito de companheirismo é demais. Mesmo os corredores de elite fazem isso, trocam copo d’água, e até dão o seu para outro que precise mais em algum momento. É lindo de ver”.
Para concluir, Flávia deixa sua impressão sobre a corrida: “Acredito que qualquer atleta pode usar a corrida para fazer seu treinamento aeróbico. É básico e o mais acessível para qualquer pessoa, desde que bem orientada sobre os cuidados a serem tomados. A corrida é um esporte que vale para condicionamento para todas as outras modalidades esportivas. Pretendo seguir nesta trilha até os 90 anos, até onde der, por que esta é a minha vida”.





 
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Por: Flávia de Almeida Prado

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