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Palavra do Presidente*

Corpore – Entidade sem fins lucrativos. O que é isso?

Uma das perguntas mais freqüentes, formulada por vários corredores ao longo dos anos, diz respeito à Corpore Instituição, associação de corredores e suas diferenças de mera organizadora de eventos.

Aproveito a oportunidade de um recente e-mail enviado por um corredor que tece algumas considerações. Diz ele que com a anuidade a R$ 50,00 é preciso correr cinco provas para que seja “indiferente ser associado ou não”, concluindo que, dependendo do número de provas corridas “pode se tornar irrelevante ser associado ou até melhor, financeiramente, não ser associado”. Continua ele ainda dizendo que ”Sobre os treinos técnicos, a meu ver são muito específicos e talvez não interessantes para a grande maioria”.

Conclui ele ainda que outros organizadores de eventos conseguem colocar corridas na rua com inscrições de R$ 20,00, podendo chegar a R$ 10,00,

e portanto, “Se a questão é simplesmente financeira, fazemos a conta de novo”.

Tenho a impressão que o nosso missivista passaria a partir daí a considerações de outra ordem que parecem ter sido cortadas no e-mail.

De qualquer modo, como já disse, vou aproveitar a oportunidade para tecer minhas considerações.

1. A questão financeira

A questão financeira é muitas vezes colocada, tanto no valor referente à anuidade quanto no valor das inscrições para as corridas. Teria ela um peso tão grande?

Sabemos que para muitos corredores esses valores, de fato, devem ser bastante significativos, dentro do seu poder aquisitivo. E não queremos discutir o bolso de cada um. A discussão neste nível é muito mais ampla. O que queremos colocar em questão é o lado conceitual do “Vale a pena se associar?”, para quem tem a possibilidade econômica de fazê-lo. Ainda mais: se as corridas da Corpore não são as mais “baratas“ do espectro de ofertas, qual seria sua utilidade?

A Corpore prima pela busca incessante da qualidade, inovação e melhoria das condições no evento corrida. Podemos sem nenhuma modéstia dizer que somos grandemente responsáveis pelo aprimoramento das corridas em São Paulo. Se hoje outras corridas já têm padrões de qualidade comparáveis às nossas, e mais, são mais baratas que as nossas, sentimo-nos também parcialmente responsáveis por isto.

De qualquer modo, para se ter mais corridas “baratas“ bastaria simplesmente aguardar que outros organizadores, ao sabor dos interesses que representam, anunciassem corridas novas?

Nos parece que não. Novas corridas podem ser criadas, mas seguramente nem todas elas serão “baratas“. Além de que, várias corridas não tem continuidade ou constância, podendo ter suas datas muito alteradas ou simplesmente sendo eliminadas por falta de interesse e recursos.

Este é exatamente um dos papéis fundamentais da Corpore, no que se refere a organização de corridas. Além da criação de novas corridas, a manutenção das corridas já existentes para que estas se tornem tradição. É muito ruim para o corredor não saber se a corrida vai acontecer e se será na mesma época. Manutenção das corridas e constância nas datas é algo que perseguimos até o limite das nossas possibilidades.

A idéia de criarmos um circuito de corridas nasceu desta necessidade, além de possibilitar aos patrocinadores, com verbas cada vez mais disputadas, a veiculação de sua imagem ao longo do ano, em vários eventos e não só pontualmente.

Além disso, com o nosso orçamento advindo de patrocínio - com todas suas instabilidades -; inscrições e anuidades, pensado globalmente, mantemos corridas deficitárias que são cobertas pelas provas superavitárias, além de mostrarmos o crescente número de aficionados que somos.

Esse é o sentido do “Sem fins lucrativos” da Corpore.

Sempre utilizar os recursos que possam sobrar como fundo de segurança no próprio fim da nossa entidade. “Sem fins lucrativos” não significa subsidiar corridas e exaurir todos os recursos de nosso fundo de caixa estratégico. Este fundo de caixa tem como finalidade subsidiar eventos que não conseguiram se viabilizar com patrocínio, evitando que sejam cancelados, bem como recursos para investimento inicial em outros eventos e sem interesse imediato para patrocinadores, além de manter a Sede funcionando o ano todo. Enfim tudo que nos sobra é reinvestido no mundo da corrida e do corredor.

2. Treinos técnicos e outras atividades exclusivas para associados:

Seriam estes tão irrelevantes?

O nosso público que participa do treino técnico ainda que não tão numeroso, se beneficia significativamente com depoimentos bem positivos.

Além disso, favorecemos pesquisas médicas, ligadas à corrida, através do nosso cadastro geral ou de associados, funcionando como elo entre a comunidade cientifica e a comunidade dos corredores. Se isto não pode ser considerado de “grande alcance”, tendo em vista o número de corredores envolvidos, não pode se dizer o mesmo dos possíveis resultados que daí podem advir.


3. Preenchimento da Missão da Corpore

Além dessas questões, especificas do evento corrida e benefícios diretos aos corredores, temos como missão sermos voz e representação do corredor junto à comunidade.

Recentemente tivemos ativa participação na intermediação entre a Prefeitura da Cidade Universitária e os técnicos que utilizam a USP aos sábados para treinamento de seus atletas. Com o aumento expressivo, e não regulamentado, de novos treinadores, havia o perigo de perdermos esse local de treinamento, como alias já ocorreu com os domingos (fechado para o público geral).

Após várias reuniões, o uso por parte dos treinadores, tanto de corrida quanto de ciclismo, foi regulamentado e nosso espaço preservado.

Como decorrência das várias reuniões foi fundada a ATC São Paulo – Associação dos Técnicos de Corrida de Rua de São Paulo.

Outro exemplo significativo ocorreu há mais ou menos quatro anos, quando a Administração do Parque do Ibirapuera, num trabalho de recuperação da cobertura do solo, inadvertidamente colocou em perigo as trilhas que todos vocês conhecem.

Após várias reuniões com a administração, inclusive promovendo um debate aberto no auditório do MAM em parceria com a Rádio Eldorado, discutimos vocação e uso do Ibirapuera, e tivemos as trilhas mantidas com pequenas alterações, que foram todas discutidas conosco.

A preservação dos espaços do corredor acontece mesmo quando o problema ainda não se tornou público.

Portanto, é à luz destas considerações que gostaria que vocês pensassem nos R$ 50,00 por ano de associação, e nos eventuais valores que somos obrigados a cobrar a título de inscrição.

Participem e fortaleçam a nossa entidade, que é a entidade de todos nós.

David Cytrynowicz
Presidente

*Texto também disponível no link Corpore - a entidade





 
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