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V Ilhabela Corpore Terra & Mar - Veja como foi

22/05/2005, por Marcel Trinta

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Como foi o atendimento médico

Pelo quinto ano consecutivo, as balsas que vão de São Sebastião para Ilha Bela tiveram um movimento maior em um fim de semana do mês de maio. Eram os atletas participantes da V Ilhabela Corpore Terra & Mar chegando à cidade para participar de mais uma prova que reúne, além da natação, corrida em trechos planos, subidas, descidas, ao lado do mar e em mata fechada, terrenos planos e irregulares, ou seja, uma verdadeira prova de aventura.

Mas a movimentação nas balsas e hotéis da cidade começaram antes, mais precisamente na quinta-feira (19/05) com a chegada do staff Corpore que faria os últimos ajustes para a realização dessa complexa prova.

A agitação na cidade começou na sexta-feira, com a chegada das equipes que retiraram o seu kit com números de peito, camisetas, pulseiras, adesivos para os carros de apoio, ou seja, tudo o que era preciso para poder participar do evento. A cidade recebeu os atletas com um clima convidativo, com um sol forte que, ao anoitecer, foi substituído por uma bela lua e céu estrelado, trazendo um tempo muito agradável.

Nesse mesmo dia, os quase 200 moradores de IlhaBela que trabalharam no evento se reuniram e sabiam o que deveriam fazer no dia seguinte. Grande parte desse staff próprio de Ilha Bela trabalhou em edições anteriores o que fez o trabalho deles fluir melhor, o que foi importante em uma prova que contou com um grande número de atletas que faziam a sua primeira participação.

A noite era bela, mas dormir bem é necessário para agüentar um evento como esse. Às 4h da manhã do dia 21 de maio, a movimentação na arena da prova já era grande com a chegada das primeiras equipes a largar. E meia hora depois se iniciou as baterias de largada, que se estenderam até às 6h35. Os momentos que antecedem a largada são de concentração. “Por mais que seja a minha quarta participação na prova e a segunda vez que faço os mesmos trechos, rola uma tensão na hora da largada, é aquela adrenalina” afirmou Marcelo Amaro, da equipe República da Lagoa I, segundos partir para completar os primeiros 6,5k de prova.

E quando o dia finalmente amanheceu, uma boa surpresa: o forte sol dos dias que antecederam a prova foi substituído por um clima ameno, ideal para uma prova que exige tanto dos atletas. Fabio Moreira, da Academia Italy, já via os benefícios disso ao completar seu primeiro trecho. “Está bem fresquinho e dá pra puxar um pouco mais. Tenho a certeza de um grande dia pela frente”.

A prova seguia para o extremo sul da ilha e depois retornava à BL3, onde aconteceram as pernas de natação. O mar estava bem tranqüilo, diferente do que aconteceu no último ano. “O mar está fantástico. Se não tivesse nadado me arrependeria. Calminho, temperatura ideal, bóias bem sinalizadas, não tem correnteza nem ondulação. Bem melhor que ano passado em que fui o último a nadar antes dos bombeiros fecharem a segunda perna”, afirmou Thiago Palmieri, da equipe Olha o Touro 2. Durante a segunda perna, o tempo parecia que ia mudar e alguns atletas tiveram que enfrentar algumas ondas que vinham de frente. A tendência não se confirmou, o clima continuou bom e isso ajudou o nadador Glauco Rangel, da equipe IRONMAN a completar as duas pernas com 18min15seg e conseguir o novo recorde da prova.

E o recorde não foi só dele, mas de toda sua equipe. A IronMan foi a primeira a cruzar a linha de chegada com o tempo de 06h38min32seg, batendo os 6h57min42seg da Find Yourself conseguido ano passado.

A treinadora da equipe campeã, Yara Coltro, estava emocionada ao final da prova: “Não tenho palavras pra dizer o que essa equipe me traz de emoção. Há muito tempo estou esperando essa vitória e esse ano viemos para ganhar. Isso foi um trabalho de equipe, todos nos dedicamos totalmente e demos o que podíamos nessa prova”.

Enquanto eles cruzavam a linha de chegada seguidos da equipe VO2 – Montevérgine, muito atletas ainda estavam em outros trechos da prova, inclusive no temido Castelhanos. Entre eles, Jorge Fragoso, da equipe Fit&Health I, que afirmou que “Catelhanos é muito difícil. Dá pra subir correndo, mas a volta é muito forçada, tem que descer meio que a galope, de lado. A subida dá pra fazer correndo, se estiver treinado, mas na descida que você tem que tirar a diferença. O terreno é muito íngreme e irregular. É muito esforço na descida”.

Após sair do leste e seguir rumo ao norte da ilha, as equipes retornavam à BL3 para a segunda perna de natação de onde saiam todos juntos para completar os últimos 3K de prova com a tradicional festa que acontece, na qual batedores da Polícia do Exército acompanham a equipe até o pórtico de chegada, trazendo muita emoção aos competidores. Tito Brito, da equipe Trilopez, explica como é esse último trecho. “É muito bacana, quando estamos trabalhando não sentimos tanta emoção, mas essa chegada foi maravilhosa. Esse último trecho foi demais!”.

Uma equipe chegava atrás da outra e o barulho das sirenes tomou conta da Ilhabela. Quando a última equipe iniciou o último trecho, ela foi seguida pelo staff Corpore, inclusive pelas 6 UTIs móveis que acompanharam o evento e todas as moto dos PEs, trazendo muita luz para a noite que já caía sobre a cidade. Muita festa e confraternização concluíram a prova que atingiu número recorde de participantes, com 894 inscritos.

Após os últimos atletas passarem pelo pórtico, o clima mudou e a chuva que ameaçava cair realmente veio. O domingo amanheceu frio, mas a movimentação no Hotel Ilha Flat era intensa, com o café da manhã de confraternização e a ansiedade para a premiação da prova.

Entre os presentes para a premiação, algumas autoridades como Lars Grael, secretário estadual da Juventude, Esportes e Lazer, que parabenizou o evento e a Corpore. “A Corpore é uma referência Nacional e para mim, como Secretário da Juventude, Esportes e Lazer, também, pois quase sempre os consulto. A Corpore sempre colabora e nos orienta, além de fazer provas que são exemplos de organização, como a que foi realizada aqui. Um evento como esse é muito importante, pois essa é uma cidade que vive do turismo, e esse evento é fundamental. Gerou 170 empregos diretos aqui, além de lotar hotéis, restaurantes e bares. Só lamento não ter condições de participar. Estão todos de parabéns”.

Ainda na premiação, David Cytrynowicz, presidente da Corpore, lembrou que esse ano não tivemos grandes problemas, já que os atletas seguiram tudo que foi pedido no Congresso Técnico. Com isso, David afirmou que para o ano que vem existe a possibilidade de colocarmos mais equipes ou até incluir uma nova modalidade.

Para finalizar um final de semana repleto de emoção, tática, técnica, união, organização, e confraternização, David lembrou que ano que vem tem mais e, que antes disso, teremos a 3ª edição de Campos do Jordão. Por isso, preparem-se!!!

Em breve: depoimentos, dados, galeria de fotos e muito mais!!!


 



 
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