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Minha História - Margarete Augusta Soares

02/09/2005, por Corpore

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Margarete Augusta Soares

Minha história de corrida começou em dezembro de 2002, quando entrei numa academia que acabara de ser inaugurada no meu bairro. Anteriormente, havia praticado outras atividades físicas como natação, ginástica e equitação. Eu não era uma pessoa sedentária, mas tinha um verdadeiro pavor de corrida!

Tudo começou quando meu instrutor pediu que eu sempre fizesse 15 minutos de caminhada na esteira antes de começar a musculação. Enquanto eu caminhava via as outras pessoas correndo ao meu lado e pensava: não é possível! Não deve ser tão ruim assim! Eles não fazem cara de sofrimento! Então fui perguntar ao meu instrutor “Posso correr?”. Ele me aconselhou a fazer 1 mês de aula de spinning (bike) para fortalecer os músculos e ligamentos das pernas para depois começar a correr. A princípio achei uma grande besteira, mas resolvi seguir o seu conselho. Um mês depois, voltei a procurar o instrutor dizendo toda entusiasmada: “Pronto! Estou preparada para correr!” Ele me levou até a esteira e, depois de uma caminhada de aquecimento, ajustou a velocidade para 7Km/h e pediu para eu trotar. Para a minha grande surpresa e desapontamento não consegui trotar durante um minuto! Língua pra fora, coxa doía, panturrilha doía, foi um horror! Me deu vontade de chorar! Como eu conseguia caminhar a 6,5Km/h e não conseguia correr a 7Km/h? Mas o instrutor disse que eu não deveria desistir e que fosse intercalando trote e caminhada de acordo com as minhas condições. Foi isso que eu fiz. Quando eu me dei conta, me percebi fazendo meu primeiro quilômetro de corrida sem parar. Foi a maior alegria! O primeiro quilômetro a gente nunca esquece! Foi aí que comecei a pegar gosto pela corrida.

A partir daí me animei a correr nas ruas e parques e em dezembro de 2003 participei da minha primeira prova “6Km de Natal Corpore”. Foi o meu maior presente da Natal! Eu estava muito feliz! Primeira medalha, primeira camiseta! Como foi bom!

Depois, vieram meus primeiros 10Km. Esses foram difíceis! Terminei o percurso, mas passei o resto do dia deitada, pois não conseguia dar um passo.

Em dezembro de 2004 corri minha primeira São Silvestre. Quem diria! Eu mal podia acreditar que eu estava ali, no meio dos “loucos” a quem eu assistia antes pela TV! Essa eu faço questão de detalhar! Debaixo de um calor de 35 graus, quando me deparei com a Brigadeiro, deu vontade de fazer como a maioria das pessoas: já na descida do largo S. Francisco elas já começam a caminhar, o “Fantasma Brigadeiro” assusta de longe. Mas não me deixei levar! Tomei fôlego e pensei: eu cheguei até aqui e não vou desistir agora! Mesmo esbaforida, consegui subir correndo a tão temida Brigadeiro. Foi o momento mais emocionante pra mim em todas as corridas! O público torce pela gente! É uma festa! Uma gritaria! Pessoas te dando a maior força! O que mais me marcou, foi um menino que me pediu o boné, como se eu fosse uma personalidade famosa! Aquilo me tocou, mas naquele momento tive a nítida impressão de que se eu desse meu boné minha cabeça iria pegar fogo e eu não iria chegar até o fim. Resultado: não dei o boné e me arrependi profundamente por isso. Terminei a corrida e recebi minha tão merecida e inesquecível medalha. Mas até hoje quando penso naquele garoto eu me emociono!

De 2002 pra cá aprendi muita coisa sobre corrida e hoje já consigo aplicar técnicas e administrar melhor os percursos. Descobri que a corrida de longa distância não exige só preparo físico, mas também um grande preparo psicológico! Não basta ter músculos e coração. Tem que ter cabeça! E a corrida também me ajudou em outras atividades do dia-a-dia, principalmente a ter mais paciência em realizar trabalhos longos e demorados.

Hoje, estou com 37 anos e pretendo continuar praticando esse esporte tão saudável e GOSTOSO! (Gente, aprendi a gostar de correr!) pro resto da vida! E quando eu tiver os meus 80 anos ainda quero estar conquistando as minhas medalhas!

Um abraço a todos!
Ass. Margarete Augusta Soares


 

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