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III Corpore Campos do Jordão Corrida e Bike na Montanha - Veja como foi

26/09/2005, por Marcel Trinta

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Resultados
Confira os vencedores

Dados
Atendimento Médico
Depoimento de Mário Melo

Com recorde de inscritos, que esse ano chegaram a 672 atletas – uma evolução de 56% em relação ao ano passado – divididos em 90 equipes, a III Corpore Campos do Jordão Corrida e Bike na Montanha foi disputada no dia 24 de setembro e trouxe todos os ingredientes (alguns até inesperados) que uma prova de aventura deve ter.

Os últimos detalhes da prova foram finalizados durante a semana que antecedia o evento e se alastrou até horas antes da primeira largada. Na sexta-feira dia 23, os participantes começaram a chegar na cidade para poder retirar o kit da equipe contendo números de peito, placas de bikes, camisetas, adesivos para os carros e tudo o que as equipes precisam para participar da prova.

Durante a tarde e noite de entrega, a chuva caiu na estância turística de Campos do Jordão, trazendo uma certa preocupação para o dia seguinte. Mas para todos, atletas e organizadores, só restava descansar e estar preparado para o grande dia, que com certeza seria bem “puxado”.

 

 

 

A prova

Veio o sábado e parecia que a ameaça de chuva já estava longe da cidade. Às 5h30 a movimentação na arena de prova, que este ano foi montada novamente na praça do Pinho Bravo já era grande. As primeiras equipes largaram às 6h e minutos antes os atletas já estavam se aquecendo. Camila Feitosa, da equipe E.C. Tavares era um deles e já estava ansiosa com a prova: “Essa é a primeira vez que estou participando e estou super ansiosa. Fiz Ilhabela e me falaram que essa é super diferente e mais difícil. Adorei participar de uma prova de aventura e por isso vim nessa. Acho que vale a pena reservar, deixar de ir em outras provas para fazer uma dessas. Vale muito a pena. Agora vamos ver como minha equipe vai se sair”.

As equipes foram largando enquanto o dia amanhecia e a movimentação na arena foi diminuindo com os atletas partindo para seus trechos aguardando a chegada dos seus companheiros.

A novidade da prova era o trecho 4, sendo este o primeiro a sair do asfalto. Com muitas subidas e descidas em estrada de terra, ele exigiu um bom preparo dos atletas. “Foi muito difícil, muita subida... Quando você acha que vai acabar, vem mais subida”, afirmou Mônica Avila, da equipe Sandro Marcondes, que também sentiu o trecho por este ter 1,8km a mais do que havia sido detectado na medição.

Osvaldo Magno, da equipe Ipê Clube II também achou o trecho difícil, mas gostou do que viu. “Foi um trecho bem difícil, muito divertido. Muita subida, descida, pedra, curva e no final ainda peguei um vento contra, mas foi bem legal”.

O resto do percurso continuou puxado para os atletas até chegar no trecho 9, a subida do pico do Itapeva, que é o parte com premiação individual da prova. E quem esperava para subir, conhecendo ou não o trecho, saberia que enfrentaria dificuldades. “Nunca fiz essa prova e nem sei o que esperar desse trecho. Acho que vou encontrar muita subida”, afirmou Edras de Oliveira, da equipe Fórmula Campinas. Já Paulo Caetano da Silva, da equipe do Parque Estadual de Campos do Jordão, mora na cidade e conhece o percurso, sabendo das dificuldades que enfrentaria: “Já conheço esse percurso, mas mesmo acostumado sei que vai ser difícil”.

Por si só, este trecho já chama a atenção na prova e dessa vez tivemos um fator a mais que uma corrida de aventura pode acabar trazendo. No final do trecho, abelhas estavam na pista e atacaram alguns corredores. “O trecho é difícil e ainda tinha abelhas para dificultar. A subida faz com que a perna queime, o coração saia pela boca”, afirmou Carlos Alberto Diógenes, da equipe Ipsos, ao finalizar o percurso. Para Cesar Augusto da Motta da Z-Track – To na área 2 – a missão, “o enxame de abelhas foi pior que a subida”.

Muitos atletas tomaram picadas e tiveram que ser atendidos pela UTI móvel que estava localizada no final do trecho. Segundo Milton Mizumoto, diretor médico da Corpore, 30 dos 60 casos atendidos foram de picadas de abelha.

Passado esses incidentes, a prova continuou e a disputa pelo primeiro lugar ficou cada vez mais clara que seria entre as equipes Brasvending Mario’s Team e VO2 Montevérgine. Enquanto isso, os atletas das bikes estavam completando seu primeiro trecho e aguardavam a chegada do corredor cinco para que começassem o segundo e depois fizessem o percurso todos juntos para concluir a prova. Mas esse ano, os percurso de bike não foram nada fáceis, principalmente devido a maioria dos atletas não estarem acostumados com mountain bike, como Agenor dos Anjos, ciclista da equipe VO2: “Estou mais acostumado a fazer corrida de rua e com bike em percursos no asfalto. Na mountain estou começando ainda”.

Após quase 7 horas de prova, a equipe VO2 foi a primeira a passar pelo pórtico de chegada, com a equipe inteira reunida e acompanhada pelos batedores do Polícia do Exército. A segunda equipe foi a Brasvending, que ainda acreditava na vitória quando fossem computados os trechos de bike. “O primeiro percurso de bike é bem complicado, com muita lama e muito ‘empurra bike’. Mas o percurso é maravilhoso, bem sinalizado, visual muito bonito e acho que fiz um bom tempo e podemos ficar em primeiro na classificação. Se não der é uma pena e parabéns para a outra equipe, mas vamos ver no que deu”, falava Helvio Mensitieri, ao passar pelo pórtico com sua equipe.

A partir de então muitas equipes completavam os 135,5km sempre acompanhadas dos batedores da Polícia do Exército que tornava o momento ainda mais marcante para os vencedores. E mais uma vez aconteceu o que já se tornou uma tradição nos eventos de aventura Corpore: a equipe que finalizou o evento foi seguida no último trecho por todo staff e diretores Corpore, batedores e ambulâncias, finalizando com muita festa e confraternização a corrida. A partir daí, os cálculos para descobrir quem era mesmo o vencedor da prova estavam começando.

Premiação

No café-da-manhã de premiação realizado no hotel Satélite, todos estavam ansiosos para as premiações de equipe e individuais. David Cytrynowicz, presidente da Corpore, iniciou a premiação, mas antes da entrega dos troféus fez comentários sobre a prova e falou da importância de informar corretamente o tempo nos 10km de cada atleta da equipe, para que as previsões da prova não fossem prejudicadas, pois é através dessas previsões que são feitos os estudos de montagem de postos e largada das equipes, entre outras coisas.

Entre os presentes, estava o dr. Turíbio de Barros, médico fisiologista do esporte e secretário de esportes de Campos do Jordão. “Mais uma vez quero agradecer a Corpore e aos corredores, pois vemos como a prática da atividade física está crescendo e não existe indicador mais importante de busca pela saúde e conscientização dessa busca do que o que vemos por aqui”, afirmou Turíbio que lembrou com humor do caso das abelhas: “Fui capaz de apurar junto ao prefeito que o problema das abelhas foi colocado pela oposição”.

Com a premiação, as esperanças de Helvio se concretizaram e apesar da equipe Brasvending ser mais lenta na terra do que a VO2, a diferença de tempo foi tirada no morro e eles se sagraram campeões. “A gente não era favorito, pois a equipe da VO2 veio muito forte, mas falei para o Edgard [dos Santos, secretário-geral da Corpore] que não se ganha a prova antes dela ser realizada. Achava que tínhamos chances, mas teríamos que contar com a sorte, a falha de outros atletas... Nossa equipe correu bem e nosso ciclista aceitou a responsabilidade de que ele poderia decidir a prova e conseguimos vencer”, comemorava Mario Mello, técnico da equipe campeão ao saber o resultado.

E o clima de ajuda e confraternização esteve novamente presente no evento. Luiz de Argila, técnico da VO2 Montevérgine pediu a palavra na premiação para agradecer a ajuda fundamental de uma outra equipe para eles atingirem esse ótimo resultado. “Na sexta-feira, enquanto jantávamos, a roda traseira da bicicleta do nosso ciclista foi roubada. Iríamos participar da prova com nossos corredores, mas sem a bike. O Edgard, ciclista da Top Notch, foi muito legal e com espírito de camaradagem emprestou uma roda traseira e pudemos participar da prova”, contou Luiz agradecendo ao Douglas e Edgard da equipe Top Notch.

Apesar de não garantir a primeira posição na equipe, a VO2 teve um atleta que conseguiu premiação individual e ainda quebrou o recorde da subida do Itapeva, com os 00:25:15 de Marildo José Barduco. “Consegui vencer e quebrar o recorde, o que foi uma surpresa. Lá em Botucatu, cidade que moro, tem muita subida e para chegar na pista onde treino já pego subidas bem fortes. Mas esse trecho não é fácil e tem que estar bem preparado.”

As premiações continuaram e um dos mais emocionados foi Pedro Henrique Soares Cavalieri, da equipe Z-Track - To na Area II - A Missão, que foi o ciclista mais rápido na categoria 40 anos ou mais. “Esse ano vim com tudo. Me perdi muito. Estava muito empolgado, com muita adrenalina e acabei passando batido em várias bifurcações. Fiz uns 15 ou 20 minutos a mais do que eu esperava. O percurso foi muito técnico e com muitas subidas. Tinha hora que você olhava e só via nuvens! Valeu muito, estou muito feliz e ano que vem estou aí de novo!” comemorava Pedro, que foi receber o troféu levando sua pequena filha junto.

Ao término das entregas, mais um grande evento chegava ao fim, trazendo junto com ele os planejamentos para o ano que vem... Aguarde e confira!!



 
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